Ciência e projeto: perspectiva de um físico Quando a ciência rejeitou a Deus Ellen White e a saúde mental Oferta sem mácula.

March 15, 2018 | Author: Matheus Bento Pinhal | Category: N/A
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E s p a n h o l



F r a n c ê s



I n g l ê s

Ciência e projeto: perspectiva de um físico Quando a ciência rejeitou a Deus Ellen White e a saúde mental Oferta sem mácula

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Vo l u m e 2 0



P o r t u g u ê s

REPRESENTANTES REGIONAIS

CONTEÚDO

DIVISÃO CENTRO-LESTE AFRICANA P.O. Private Bag 00503 Mbagathi, Nairobi, QUÊNIA Hudson Kibuuka [email protected] Mulumba Tschimanga [email protected] DIVISÃO DA ÁFRICA MERIDIONAL-OCEANO ÍNDICO P.O. Box 4583, Rietvalleirand 0174 ÁFRICA DO SUL Ellah Kamwendo [email protected] Eugene Fransch [email protected] DIVISÃO DA ÁFRICA OCIDENTAL 22 Boite Postale 1764, Abidjan 22, COSTA DO MARFIM Chiemela Ikonne [email protected] Emmanuel Nlo [email protected] DIVISÃO DO PACÍFICO NORTE-ASIÁTICO P.O. Box 43, Goyang IIsan, 411-600, REPÚBLICA DA COREIA Chek Yat Phoon [email protected] Joshua Shin [email protected] DIVISÃO DO PACÍFICO SUL-ASIÁTICO P.O. Box 040, 4118 Silang, Cavite, FILIPINAS Mike Lekic [email protected] Jobbie Yabut [email protected]

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Ciência e projeto: perspectiva de um físico

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Quando a ciência rejeitou a Deus

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DIVISÃO DO SUL DO PACÍFICO Locked Bag 2014, Wahroonga, N.S.W. 2076, AUSTRÁLIA Barry Hill [email protected] Gilbert Cangy [email protected] DIVISÃO EURO-AFRICANA Schosshaldenstrasse 17, 3006 Bern, SUÍÇA Roberto Badenas [email protected] Corrado Cozzi [email protected] DIVISÃO EURO-ASIÁTICA Krasnoyarskaya Street 3, 107589 Moscou, FEDERAÇÃO RUSSA Branislav Mirilov [email protected] Peter Sirotkin [email protected] DIVISÃO INTERAMERICANA P.O. Box 830518, Miami, FL 33283-0518, EUA Moisés Velázquez [email protected] Bernardo Rodríguez [email protected] DIVISÃO NORTE-AMERICANA 12501 Old Columbia Pike, Silver Spring, MD 20904-6600, EUA Larry Blackmer [email protected] James Black [email protected] Martin Feldbush [email protected] DIVISÃO SUL-AMERICANA Caixa Postal 02-2600, 70279-970 Brasília, DF, BRASIL Carlos Mesa [email protected] Otimar Gonçalves [email protected] DIVISÃO SUL-ASIÁTICA Post Box 2, HCF Hosur, 635110 Tamil Nadu, ÍNDIA Nageshwara Rao [email protected] Lionel Lyngdoh [email protected] DIVISÃO TRANSEUROPEIA 119 St. Peter’s Street, St. Albans, Herts., AL1 3EY, INGLATERRA Daniel Duda [email protected] Paul Tompkins [email protected]

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ARTIGOS

“As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” Deuteronômio 29:29 Gary Burdick Atualmente, a ciência, de modo geral, é a estranha combinação do estudo da natureza e uma filosofia que exclui Deus! Não há sincera procura da verdade. Ariel A. Roth

Ellen White e a saúde mental

Pioneira adventista superou problemas individuais e familiares, e se tornou importante conselheira sobre a saúde da mente. Merlin D. Burt

SEÇÕES 3

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EDITORIAL Seja como Daniel! Mario E. Ceballos PERFIL Fiaia Matainaho e Teatulohi Matainaho Lisa Beardsley Silvia e Arturo Finis Lorena Mayer LIVROS E. J. Waggoner: From the Physician of Good News to the Agent of Division (Woodrow Whidden) Resenha de Aecio E. Cairus Science Discovers God: Seven Convincing Lines of Evidence for His Existence (Ariel A. Roth) Resenha de David Cowles 20 Questions God Wants to Ask You: Life-Changing Encounters With the Divine (Troy Fitzgerald) Resenha de Younis S. Masih

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PRIMEIRA PESSOA O momento e o caminho de Deus Patricia Jones LOGOS Oferta sem mácula Gerry D. Karst EM AÇÃO Conferência na Inglaterra: doutores em busca da fé Karen K. Abrahamson Faculdade na Romênia sedia Congresso Internacional Cristina Neagu INDEX Volumes 16-20

DIÁLOGO 20•3 2008

EDITORIAL Seja como Daniel!

Em seu livro 70 Years of Miracles, Richard H. Harvey escreveu sobre um professor de química. O professor Lee era um deísta que por muitos anos falou contra a oração. Nas aulas, após dissertar sobre o poder das leis da natureza e afirmar que não há evidência para crer que Deus interfere nos assuntos humanos, Lee propunha um teste. Avisava que deixaria cair um tubo de ensaio no chão e desafiava os estudantes a orar para que o tubo não se estilhaçasse. Certa ocasião, um estudante se levantou e pediu licença para orar. O professor foi apanhado de surpresa. Ninguém jamais o desafiara. Os jovens que estão em universidades e escolas seculares estão diariamente expostos a situação similar à da história de Harvey. Ridicularização, incredulidade e aberto desafio à fé pessoal formam um cenário que muitos estudantes crentes enfrentam em campi seculares. Mas isso não é incomum. Podemos voltar até o tempo de Daniel. Ele e os amigos Ananias, Misael e Azarias foram levados cativos para a Babilônia. O primeiro desafio que tiveram de enfrentar foi relativo à fé e ao estilo de vida (Daniel 1:321). Os nomes foram mudados. Deveriam adaptar-se aos costumes babilônios, comer à mesa real e partilhar do estilo de vida do rei. Mas escolheram não agir assim. Receberam a melhor educação que Babilônia podia oferecer. Foram instruídos naquele ambiente, mas quando o melhor de Babilônia estava em conflito com suas convicções, eles o recusaram. Desafiaram o império e prevaleceram. Hoje temos muitos “Daniéis” que estudam em instituições seculares e enfrentam um mundo hostil. Meu filho escolheu estudar Direito, e milhares de outros escolhem um curso que não há em instituições adventistas. Eles estão em universidades públicas e frequentemente enfrentam resistência à fé. Tais desafios, em vez de enfraquecer, podem levá-los a se erguer como Daniel e seus amigos e partilhar a fé com professores e colegas. Nesta edição de Diálogo, você lerá sobre coragem e convicção, fé e missão que devem caracterizar os estudantes adventistas dos campi seculares. Leia a análise de Ariel Roth sobre as afirmações da ciência de que a religião não é confiável, e descubra como enfrentar a tentativa de a ciência “demonstrar sua superioridade sobre as crenças religiosas”. Dê uma olhada na nova perspectiva que o físico Gary Burdick oferece sobre um crente que se ergue bem alto no mundo da ciência. Não passe por alto o testemunho fervoroso de Pat Jones, de que embora o caminho possa ser rude e incerto, ninguém está sozinho quando anda com Deus. O mundo é o mesmo – desde Babilônia a Roma e aos templos do saber secular de hoje. Rapazes e moças, como Daniel, são chamados para viver, trabalhar, adorar e testemunhar. Onde quer que você esteja, enfrente todo desafio e transforme-o em oportunidade de enriquecer a fé. A Igreja também não deve deixar de envolver seus acadêmicos e

Esta revista internacional de fé, pensamento e ação é publicada três vezes por ano em quatro edições paralelas (espanhol, francês, inglês e português) sob o patrocínio da Comissão de Apoio a Universitários e Profissionais Adventistas (Caupa), organismo da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. Volume 20, Número 3 Copyright © 2009 pela Caupa. Todos os direitos reservados. Diálogo afirma as crenças fundamentais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e apóia sua missão. Os pontos de vista publicados na revista, entretanto, representam o pensamento independente dos autores. Equipe Editorial Editora-chefe Lisa Beardsley Editor John M. Fowler Editor-Associado Gary R. Councell Assistente Editorial Susana Schulz Edições Internacionais Susana Schulz Correspondência Editorial Diálogo 12501 Old Columbia Pike Silver Spring, MD 20904-6600; EUA. Telefone 301 680-5060 Fax 301 622-9627 E-mail [email protected] Comissão (CAUPA) Presidente Ella Simmons Vice-Presidentes Gary R. Councell, C. Garland Dulan, Baraka G. Muganda Secretária Lisa Beardsley Membros Lyndelle Chiomenti, Gary Councell, John M. Fowler, Clifford Goldstein, Linda Koh, Kathleen Kuntaraf, Dionne Parker, Gerhard Pfandl, Roy Ryan Correspondência sobre circulação Deve ser dirigida ao Representante Regional da Caupa na região em que reside o leitor. Os nomes e endereços destes representantes encontram-se na p. 2. Assinaturas US$13.00 por ano (três números, via aérea). Ver cupom na p. 6 para detalhes. Website http://dialogue.adventist.org DIÁLOGO tem recebido correspondência de leitores de 118 países ao redor do mundo.

Continua na p. 4 DIÁLOGO 20•3 2008

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CARTAS Shalom, caros irmãos da equipe editorial!

Fico feliz por ter conhecido a Diálogo. Estou terminando os estudos e acabo de ler um exemplar que um amigo me deu. Felicitações à equipe editorial pelos artigos e divulgação de estudos com conteúdo detalhado sobre saúde, oração, desenvolvimento espiritual, e muito mais. A revista é uma fonte de ideias, que uso para apresentações sobre dependência em drogas, sexualidade, nutrição saudável, e outros temas atuais. Estou animado em compartilhar, com o maior número de pessoas, minhas experiências com a leitura da Diálogo. Gomge Lionel Yaoundé - República dos Camarões [email protected]

Muito há que aprender, da parte de todos, e não se pode inventar melhor emprego de cérebro, ossos e músculos do que aceitar a sabedoria de Deus em fazer o bem [...] a fim de que sejam úteis aos outros, tornando seus labores mais leves, procurar consolar os tristes, erguer os desanimados, dirigir palavras de conforto aos desesperançados, volvendo o espírito dos estudantes dos divertimentos e doidices que muitas vezes os levam para além da atitude digna da varonilidade e feminilidade, para a vergonha e desgraça. O Senhor deseja que nosso espírito seja elevado, buscando mais altos e mais nobres condutos de utilidade. — Ellen White. Mensagens Escolhidas. 4. ed., v. 2. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000. p. 323, 324.

Obrigada!

Gostaria de agradecer o cuidado que vocês estão demostrando. Sinto-me realmente feliz cada vez que recebo um exemplar, pois tem me ajudado em minha jornada espiritual. Que Deus continue abençoando a cada um de vocês da Diálogo! Lilian R. Tiradentes, 159 CEP 46200000 Condeúba, Bahia – Brasil

Escreva-nos!

Editorial

Continuação da p. 3 profissionais. Precisa proporcionar um espaço para o diálogo e o desenvolvimento. Como costumava dizer o comentarista radiofônico Paul Harvey: “E agora, o restante da história.” Eis aqui o final da história que Richard Harvey conta em seu livro. Assustado, Lee deixou cair o tubo de ensaio sobre seu pé, que rolou pelo sapato, foi para o chão e não se quebrou. A classe aplaudiu a coragem do estudante e, daquele momento em diante, Lee deixou de falar contra a oração. Chame o incidente do que você quiser: resposta à oração? Pura coincidência? Prefiro crer em um Deus que ainda permanece com os “Daniéis” de hoje.

Recebemos seus comentários, reações e perguntas, mas, por favor, limite suas cartas a 200 palavras. Escreva para: DIALOGUE LETTERS 12501 Old Columbia Pike Silver Spring MD 20904 EUA. FAX 301 622 9627 E-MAIL [email protected] As cartas selecionadas para publicação podem ser editadas para maior clareza ou por necessidade de espaço.

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Mario E. Ceballos, D.Min. BCC Diretor-associado do Adventist Chaplaincy Ministries [email protected]

DIÁLOGO 20•3 2008

Ciência e projeto: perspectiva de um físico Gary Burdick

“As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei.” Deuteronômio 29:29 A ciência faz um trabalho excelente ao descrever e explicar os fenômenos naturais. Os cientistas, entretanto, não se satisfazem meramente com a descrição. Esforçam-se para compreender a estrutura subjacente, as leis fundamentais da natureza que determinam esses fenômenos. Ao tentar usar exclusivamente a linguagem naturalista e buscar explicações específicas, a ciência pode entrar em conflito com a Teologia. No desenvolvimento de explanações naturalistas mais completas para descrever o Universo, pode parecer que há menos espaço para Deus no cenário científico. E se a ciência a qualquer momento descobrisse uma teoria “completa”, poder-se-ia presumir a descrição de um universo sem Deus. No entanto, estou confiante que esta conclusão não é válida. Selecionando exemplos da Física, minha finalidade é mostrar que ao desenvolver um cenário mais completo do universo, os cientistas são conduzidos a maiores evidências sobre Deus e o Seu projeto. Nas últimas décadas, tremendos esforços e recursos foram gastos para encontrar uma teoria final da Física. Tais tentativas têm nomes: Teoria da Grande Unificação ou Teoria de Tudo; e incluem propostas como a Gravidade Quântica de Laços, a Teoria das Cordas (ou Supercordas), e a Teoria M. A procura por uma teoria DIÁLOGO 20•3 2008

unificada é tão profunda que muitos de seus pesquisadores acabam usando uma linguagem teológica em sua descrição. Alguns a chamaram de a procura do “Santo Graal” da ciência. Stephen Hawking fala sobre o assunto como uma busca para conhecer “a mente de Deus”.1 Embora o “deus” a que Hawking se refere seja meramente uma pequena faceta do Deus que conhecemos da Bíblia, ele reconhece que uma teoria completa não exclui a crença teísta. Foram escritas numerosas sínteses do atual estado da procura por uma teoria completa.2 Em vez de escrever uma síntese, examino neste artigo apenas uma parte do enigma, considerando as implicações teológicas.

Abundâncias elementares

Há muito tempo, os físicos querem saber por que a Terra tem apenas as proporções exatas de carbono, oxigênio e de outros elementos necessários à vida. Há 60 anos, compreenderam a fusão de hidrogênio em hélio no Sol e em outras estrelas, mas pareceu não existir um mecanismo para fazer os elementos mais pesados. Quando dois átomos de hélio colidem, se transformam em uma forma extremamente instável de berílio, que imediatamente3 se separa e volta a ser novamente dois átomos de hélio. Três átomos de hélio precisam ligar-se para criar o carbono, mas a possibilidade de que um terceiro átomo de hélio colida com o berílio antes que se separe é demasiadamente pequena para permitir a formação do carbono que observamos. Isso foi visto por alguns como evidência convincente da “criação científica”. A ciência não podia explicar o carbono e o oxigênio na Terra. Assim discutiu-se que tais elementos podiam somente estar aqui nas proporções corretas porque aquela era a maneira criada por Deus. Entretanto, a história não para aqui.

Em 1953, o astrônomo Fred Hoyle teorizou que o carbono devia ter um estado ressonante ou excitado relacionado à soma das energias instáveis do berílio e do hélio. Essa ressonância aumentaria a criação do carbono nas estrelas. Os físicos eram céticos quanto à ideia de Hoyle, já que ele não era físico nuclear. Todavia, procuraram, e descobriram o estado ressonante exatamente na energia prevista por Hoyle. A descoberta da “ressonância do carbono” forneceu uma explicação de como o carbono é formado. Logo depois disso, descobriram uma “ressonância do oxigênio”. Sem essa ressonância, nenhum oxigênio poderia ser formado. Mas se a ressonância era demasiadamente próxima, as colisões de hélio com o carbono rapidamente transformariam virtualmente todo o carbono em oxigênio, não deixando nenhum carbono. Assim, não somente deve haver “uma ressonância do oxigênio”, mas ele deve também ser dessintonizado pela quantidade correta para fornecer a relação apropriada do carbono ao oxigênio. Em 1960, os detalhes mecanicistas da nucleossíntese estelar tinham sido demonstrados claramente. A física nuclear podia agora esclarecer a existência e a abundância dos elementos, incluindo o carbono e o oxigênio

Let’s Talk! Você gostaria de fazer um comentário ou formular perguntas ao Pastor Jan Paulsen, presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia? Você pode fazê-lo através do site: http://www.letstalk.adventist.org O objetivo do site é estimular a comunicação entre os jovens adventistas de todo o mundo e o gabinete do Presidente da Associação Geral. Nesse mesmo site você também encontrará links úteis e bancos de dados acessíveis, referentes a perguntas e respostas sobre muitos tópicos. Verifique!

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essenciais à vida. Desde que a física preenchera essa lacuna, parecia que qualquer argumento para o “projeto” na composição elementar do universo tinha sido refutado. Entretanto, Hoyle, que havia se considerado um ateu, reagiu de outro modo: “De 1953 para cá, Willy Fowler e eu estivemos sempre intrigados pela relação notável do nível de energia de 7.65 MeV (milhões de elétron-volt) no núcleo de 12C ao nível de 7.12 MeV em 16O. Se você quisesse produzir o carbono e o oxigênio em quantidades aproximadamente iguais pela nucleossíntese estelar, estes seriam os dois níveis que você teria que reparar, e sua fixação teria que ser apenas onde estes níveis são realmente para serem encontrados. Uma decepção? Depois do argumento acima, sou inclinado a pensar assim. Uma interpretação do senso comum dos fatos sugere que um superintelectual zombou da Física, assim como da Química e da Biologia, e que não há nenhuma força cega que vale a pena se referir sobre a natureza”.4 Claramente, Hoyle não olhava os detalhes mecanicistas quando chamou

o universo de “uma decepção”. Ele olhava as leis fundamentais de Física que tiveram que ser refinadas para criar as ressonâncias necessárias para que o mecanismo trabalhe. Sabemos agora que se a Interação Forte fosse 0,5 % mais forte do que seu valor real, não haveria virtualmente nenhum carbono no universo. E se a Interação Forte fosse 0,5% mais fraca, não haveria nenhum oxigênio.5 A necessidade das ressonâncias do carbono e do oxigênio restringe similarmente a resistência da força eletromagnética, a distância da Interação Forte, as massas de prótons e nêutrons, e da Constante de Planck.6 Como Hoyle descobriu, o motivo por que as constantes e as leis fundamentais são exatamente ajustadas é muito mais difícil de responder sem o recurso de um Projetista do que era com a pergunta original – por que o universo tem exatamente as concentrações dos elementos necessários à vida? Muitos do movimento Design Inteligente procuram explicações que a ciência não pode dar. Isto é, examinam os lugares onde a expla-

Assine Diálogo Você quer ser um pensador e não meramente um refletor do pensamento de outras pessoas? A DIÁLOGO continuará a desafiá-lo a pensar criticamente, como um cristão. Fique em contato com o melhor da ação e do pensamento adventista ao redor do mundo. Entre na DIÁLOGO. Assinatura anual (3 exemplares – via aérea): US$13.00 Números atrasados: US$4.00 cada. Gostaria de assinar DIÁLOGO em ❏ Inglês ❏ Francês ❏ Português ❏ Espanhol Edições Iniciem minha assinatura com a próxima edição. Gostaria de receber estes números anteriores: Vol.______. No ______. Pagamento Estou juntando um cheque internacional ou ordem de pagamento. Meu Mastercard ou VISA é _____________________________ Data de validade: ________________________ Por favor, preencha: Nome Endereço

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nação científica se divide. Se aquelas anomalias não são prontamente explicáveis pelas teorias científicas, então esta pode fornecer a evidência de que havia um Projetista. Estes argumentos do projeto foram desenvolvidos por William Paley no século 19. Em sua analogia do relógio, Paley imaginou-se cruzando um terreno baldio, encontrando um relógio na terra, e se perguntando como o relógio foi parar lá: “A inferência [é] que o relógio deve ter tido um fabricante; que deve haver existido, em algum momento e em algum lugar, um inventor ou inventores que o criaram com o propósito de que o encontrássemos para realmente responder quem compreendeu sua construção, e projetou seu uso.”7 Diante da estrutura do universo, bem mais complexa do que a de um relógio, Paley concluiu que o universo deve ter sido projetado. Os argumentos do projeto podem fornecer forte apoio para a existência de um Criador-Projetista. Entretanto, como a ciência avança e os fenômenos antes inexplicados são explicados, as lacunas são resolvidas. Aparentemente, Deus tem menos lugares para atuar no mundo. Tal fato conduz à percepção de que Deus é invocado meramente como uma medida “transitória” para explicar o que a ciência não tem explicado até agora. Esse é o argumento de Richard Dawkins em seu livro O Relojoeiro Cego 8. Mas a falácia do argumento pode ser encontrada no problema da ressonância do carbono. A resposta que fechou a “lacuna” necessita por si mesma ser explicada. Basicamente, Dawkins diz a Paley para continuar apenas andando, e encontrará uma fábrica automatizada cegamente produzindo relógios. Para Dawkins, isso explica como o relógio foi parar lá. Dawkins falha em perceber que a existência de uma fábrica automatizada de relógios é muito mais difícil de explicar sem o recurso de um projetista do que era no primeiro caso do relógio.9 Há muitos exemplos recentes que DIÁLOGO 20•3 2008

poderiam ser dados. Os físicos percebem geralmente que quando descobrem um mecanismo para explicar um fenômeno previamente inexplicado, invocam as leis ou os princípios de Física que são mais fundamentais, os quais estão eles mesmos na necessidade de uma explanação adicional. O físico Stephen Barr declara: “Em todos os casos onde a ciência explica a ordem, atua assim, em análise final, apelando a um maior, mais impressionante e mais compreensivo fundamento de ordem. Isso é porque, finalmente, as explanações científicas não nos permitem escapar do argumento do Projeto. Quando o cientista faz seu trabalho não há menos ordem a explicar; e, sim, mais. O universo olha muito mais em ordem para nós agora do que fez aos ancestrais que apelaram a essa ordem como prova da existência de Deus.”10 Assim, quanto mais próximo chegamos de descobrir uma teoria completa da Física, mais claramente podemos ver o projeto fundamental do universo. O astrofísico Paul Davies chegou a uma conclusão similar: “A tentação de acreditar que o universo é o produto de alguma sorte de projeto, uma manifestação do sutil julgamento estético e matemático, é impressionante. A opinião de que há ‘alguma coisa por detrás de tudo’ é algo que pessoalmente compartilho, suspeito, assim como a maioria dos físicos.”11 A Física teve sucesso em compreender os detalhes mecanicistas de como todos os elementos são formados, mas diante da pergunta sobre a compreensão do porquê as leis da Física estão ajustadas exatamente para permitir que esses mecanismos trabalhem, muitos físicos reconhecem que há uma aspecto de projeto evidente no Universo.

Conclusão

Frank Hasel sustenta que “na ciência assim como na Teologia, a humildade é uma das mais raras, mais importante das caraterísticas e pressuposições DIÁLOGO 20•3 2008

daquelas engajadas no estudo de ambas.” 12 A física fornece ferramentas poderosas para compreender os detalhes intrincados da criação de Deus. Entretanto, como os físicos direcionam sua disciplina à procura de um quadro mais completo do Universo, percebem suas limitações, reconhecendo que mesmo suas explanações revelam uma ordem fundamental que ainda é inexplicável. Assim, o físico é forçado por sua disciplina a ser humilde. Os teólogos são igualmente forçados por sua disciplina a serem humildes. A Bíblia fornece uma fiel e confiante descrição de como Deus interagiu com a humanidade ao longo da história e fornece tudo o que é indispensável para a salvação. Isso não significa que todas as perguntas a respeito da natureza de Deus estejam respondidas. Há sempre algo mais para o teólogo aprender sobre Deus. “‘Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os seus caminhos’, declara o Senhor. Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mas altos dos que os seus pensamentos” (Isaías 55: 8 e 9, NVI). Do teólogo que se esforça por um quadro mais completo do inacessível e transcendente Deus também é exigida humildade. Assim, o físico e o teólogo “veem através de um espelho, no escuro”. Ambos vemos o suficiente para termos determinado conhecimento a respeito do que Deus revelou sobre Si mesmo e Sua criação. No entanto, o quadro é ainda uma sombra da realidade. Olhemos para o futuro, quando veremos claramente um quadro mais completo e uniremos nossas perspectivas disciplinares, para aprender sobre a criação de Deus e também aprender sobre Deus. “Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei

como também sou conhecido” (1 Coríntios 13:12). Gary W. Burdick (Ph.D, Universidade do Texas, em Austin) é professor de Física e reitor-assistente para programas de graduação na Faculdade de Ciências e Artes, Universidade Andrews, Berrien Springs, Michigan. Seus interesses de pesquisa relacionam-se à espectroscopia ótica teórica e experimental. E-mail: [email protected] Site: http:// www.andrews.edu/cas/physics/faculty/ burdick_gary.html.

Referências

1. HAWKING, Stephen W. Uma Breve História do Tempo. Rio de Janeiro: Rocco, 1991. 2. Veja, por exemplo: Penrose, Roger. The Road to Reality: A Complete Guide to the Laws of the Universe. New York: Knopf, 2005. Ou Greene, Brian. The Fabric of the Cosmos: Space, Time, and the Texture of Reality. New York: Knopf, 2004. 3. Para ser exato, o tempo de vida de 8é de um décimo de um femtossegundo (10 -15s). 4. Hoyle, Fred. “The Universe: Past and Present Reflections”. In: Annual Review of Astronomy and Astrophysics, v. 20, 1982, p. 1-35. 5. Oberhummer, H.; Canto, A.; Schiotti, H. “Stellar Production Rates of Carbon and Its Abundance in the Universe”. In: Science 289, 7 jul. 2000, p. 88-90. 6. Cohen, B. L. “Understanding the Fine Tuning in Our Universe”. In: The Physics Teacher 46, 285-289, mai. 2008, p. 285-289. 7. Paley, William. Paley’s Natural Theology, F. Le Gros Clark, ed. SPCK, 1890, p. 11. Citado em Dowe, Phil. Galileo, Darwin, and Hawking: The Interplay of Science, Reason, and Religion. Grand Rapids, Michigan: Eerdmans, 2005, p. 110. 8. Dawkins, Richard. O relojoeiro cego. São Paulo: Companhia das Letras, 2001. 9. Sou grato a Stephen M. Barr por esta ilustração (BARR, S. M. Modern Physics and Ancient Faith. South Bend, Indiana: Universidade de Notre Dame Press, 2002). 10. Ibid., p. 79. 11. Paul C. W. Davies. “The Christian perspective of a Scientist”, revisto por John Polkinghorne, “The Way the World Is”, New Scientist, 98:1354, jun. 2, 1983, p. 638-639. 12. Hasel, Frank M. “How to Deal With Open Questions: Facing the Challenges Between Faith and Science,” Ministry, jun. 2007, p. 21-23.

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Quando a ciência rejeitou a Deus Ariel A. Roth

Atualmente, a ciência, de modo geral, é a estranha combinação do estudo da natureza e uma filosofia que exclui Deus! Não há sincera procura da verdade.

Quando Cristóvão Colombo começou a navegar para o oeste em 1492, esperava finalmente chegar à costa da Índia. O plano era baseado na convicção de que a Terra era uma esfera, e assim navegando para o oeste, o navio devia chegar ao lado oriental do planeta. Em reunião realizada em Salamanca, Espanha, os líderes da igreja argumentaram contra tais ideias, advertindo que a Terra seria plana e que se ele navegasse para o oeste, cairia da borda de uma terra plana. Colombo navegou para o oeste, mas em vez de chegar à Índia, desembarcou na margem oriental das Américas – uma descoberta acidental que abriu as portas para o Novo Mundo. Partes dessa história são inventadas. É verdade que Colombo acreditava que a Terra era uma esfera e que, se o navegante fosse para o oeste da Europa em alto mar, uma Terra esférica deveria levá-lo à parte oriental do globo. Mas a grande inverdade histórica, repetida várias vezes, é que os líderes da igreja, na época, afirmavam que a Terra era plana, e que tentaram impedir Colombo de realizar a viagem ao desastroso mergulho na ponta final da Terra. A convicção de que, durante a Idade Média, os líderes da igreja defendiam uma teoria da Terra plana é um mito.1 Vários escritores são acusados de criar essa falácia e atribuí-la à igreja. No início do século 19, o popular escritor americano Washington Irving combinou a história com a ficção. Descreveu a forma como os padres atacaram Colombo na famosa reunião 8

de Salamanca. Irving afirmou que os líderes da igreja forneceram a Colombo uma longa lista de autoridades que validaram o achatamento da Terra. No entanto, essa descrição não deve ser levada a sério. É considerada fictícia. A história registra que, na reunião de Salamanca, foram expressas preocupações por Colombo ter que viajar para muito longe, mas nada foi dito sobre o achatamento da Terra. O maior responsável pela propagação dessa inverdade histórica foi provavelmente John Draper, cientista e médico que se tornou reitor da faculdade de Medicina na Universidade da Cidade de Nova York. Seu pai era um ministro metodista, mas ele mesmo era fortemente antirreligioso. Quando o filho de sua irmã morreu com oito anos de idade, e ela colocou o seu livro de oração sobre o aparelho de jantar de Draper, ele ficou tão bravo que lhe ordenou que fosse embora de casa. Ela permaneceu afastada da família, unindo-se à Igreja Católica, que o seu irmão havia desprezado.2 Em 1873, Draper publicou um livro com enorme sucesso intitulado History of the Conflict Between Religion and Science.3 Só nos Estados Unidos teve 50 edições em 50 anos e foi traduzido em todo o mundo. A essa altura, a controvérsia entre a ciência e a Bíblia foi fulminante. Darwin tinha recentemente publicado A Origem das Espécies que apoiava fortemente a evolução. Neste contexto, o livro de Draper utilizou a falácia da Terra plana para defender a superioridade da ciência sobre a religião. Embora Draper tenha reconhecido que alguns estudiosos na Idade Média acreditavam que a Terra fosse esférica, ele retratou falsamente os teólogos da igreja como opositores de Colombo em Salamanca por sua crença de que a Terra era redonda. Posteriormente, Andrew Dickson White, o reitor da Universidade Cornell, publicou A History of the Warfare of Science With Theology in Christendom. Neste trabalho, White referiu-se à teoria da Terra plana como

um “terror entre os marinheiros, [e] foi um dos principais obstáculos na grande viagem de Colombo”.4 Ao se referir a isso, o historiador Jeffrey Burton Russell salienta: “O curioso resultado é que White e seus colegas acabaram fazendo o que eles acusaram que os padres [da igreja] tinham feito, ou seja, a criação de um corpo de falsos conhecimentos por considerações entre si em vez de pela evidência.”5 Muitos outros autores também contribuíram para a propagação da falsa ideia de que o cristianismo foi quem introduziu o conceito de Terra plana antes e durante a Idade Média. Tais falsas hipóteses se espalharam amplamente nos livros didáticos e enciclopédias. Felizmente, há indícios de retificações. O clichê “Terra plana” ainda prevalece e se tornou sinônimo de ignorância, de um passado menosprezado, e de religião errônea. A expressão serve para garantir aos céticos que eles estão certos e que não devem confiar na religião. Tais falsas acusações contra a igreja também se tornaram uma conveniente e poderosa arma para adular a ciência e para tentar demonstrar sua superioridade sobre as crenças religiosas. Embora a igreja tenha cometido muitos erros, o conceito de Terra plana não é um deles. Essa falácia foi gerada na época em que a ciência estava se libertando da autoridade religiosa.

A religião e os pioneiros da ciência moderna

Quase todos os principais fundadores da ciência moderna (Kepler, Galileu, Boyle, Newton, Pascal, e Linnaeus, só para citar alguns) acreditavam fervorosamente em Deus e na Bíblia. Nas suas publicações científicas, muitas vezes falaram de Deus e de Sua atividade na natureza. Eles não viam conflito entre Deus e os seus estudos da natureza, porque acreditavam que Deus tivesse criado as leis da natureza que tornaram a ciência possível. Isaac Newton (1642-1727), um dos maiores cientistas de todos os tempos, fez mais do que qualquer outro para DIÁLOGO 20•3 2008

emancipar a ciência da especulação e do baixo nível de autenticação que prevaleciam antes de sua época. Sua produtiva pesquisa Principia foi elogiada pelo estudioso francês Laplace como sendo superior a todas as outras produções do intelecto humano. Newton comenta: “Este sistema mais belo do Sol, planetas e cometas, só poderia proceder do conselho e domínio de um Ser inteligente e poderoso.”6 Newton era também profundamente comprometido com o estudo da Bíblia, escrevendo extensamente sobre as profecias de Daniel e Apocalipse. A vida de Newton ilustra claramente como a ciência apropriada e uma forte crença em Deus podem trabalhar em conjunto. Johannes Kepler (1571-1630), que trabalhava em Praga, desenvolveu três princípios conhecidos como as leis de Kepler, que sobreviveram quase intactos até hoje. O astrônomo italiano Galileu (1564-1642) viu uma rigorosa relação entre Deus e a matemática da natureza. E como Newton, também escreveu sobre a vida de Cristo. Sua reverência para com Deus manifesta-se na afirmação: “Se tenho sido seduzido em insolência pela maravilhosa beleza de Tuas obras, ou se tenho amado a minha própria glória entre os homens, enquanto avanço no trabalho destinado a Tua glória, gentil e misericordiosamente me perdoa: e, finalmente, me digno graciosamente por provocar estas manifestações que podem levar a Tua glória e à salvação de almas, e em nenhum lugar ser um obstáculo para isso. Amém.”7

A rejeição da ciência de Deus

Em contraste com Kepler e Newton, a ciência hoje se encontra em uma matriz intelectual muito diferente quando se trata de Deus. O novo etos é fortemente materialista (também chamado de naturalista ou mecanicista) e não há lugar para Deus, em seu menu explicativo. Incluí-Lo é considerado anticientífico. O famoso biólogo Richard Lewontin, da Universidade Harvard, comenta: “Não é que os DIÁLOGO 20•3 2008

métodos e instituições de ciência de certo modo nos obriguem a aceitar uma explicação material do mundo fenomenal, mas, pelo contrário, somos forçados a priori a aderir às causas materiais para criar um aparato de investigação e um conjunto de conceitos que produzam explicações materiais, não importa quão anti-intuitivo, não importa quão mistificante para os não iniciados. Além disso, o materialismo é absoluto, pois não podemos permitir um Pé Divino na porta.”8 A ciência colocou, para Deus, uma placa “Não Entre”. O biólogo Todd Scott, da Universidade do Estado de Kansas, comentou na prestigiosa revista Nature: “Mesmo que todos os dados apontem para um projetista inteligente, tal hipótese é excluída da ciência porque não é naturalista.”9 Atualmente, existe uma quase absoluta exclusão de Deus dos livros científicos e revistas. Infelizmente, essa atitude fechada impede a ciência de acompanhar as evidências da natureza. A ciência não pode avaliar as evidências de Deus, enquanto Ele é excluído de consideração.

Quando a ciência rejeita Deus?

A mudança foi gradual. Durante os séculos 17 e 18, como a ciência moderna se desenvolveu no mundo ocidental, a firme crença em Deus e na Bíblia foi dominante entre os cientistas. A crença começou a diminuir ao passo que o materialismo e a desconfiança da religião cresceram. Filósofos e céticos como Hume, Voltaire, Kant influenciaram profundamente as perspectivas da humanidade durante o Iluminismo. Posteriormente, no século 19, alguns cientistas começaram a fazer sugestões sobre a evolução e a idade das eras geológicas, que estavam em forte oposição ao Gênesis que conta de uma recente criação e do Dilúvio; e aos Dez Mandamentos, em que Deus diretamente afirma que concluiu a criação em seis dias. A Origem das Espécies de Darwin fortaleceu a agitação ao falar sobre um mecanismo para a evolução que não

requeria Deus. O livro foi inicialmente visto com considerável ceticismo, até que ambos, teólogos e cientistas, o endossaram. Durante a última metade do século 19, os cientistas continuaram a eliminar a Deus das interpretações científicas. Houve afastamento da espiritualidade, e histórias como a falácia da Terra plana contribuíram para a rejeição da religião. Com o relato de descobertas incríveis, a ciência se tornou mais poderosa. Os cientistas começaram a visualizar seu campo de estudo como superior. As explicações materialistas foram fornecidas para quase tudo e não havia qualquer necessidade de Deus. De fato, a igreja tinha sido tão má no passado, que a sua influência e seu Deus deveriam ser rejeitados. A opinião prevalece fortemente até hoje. Mesmo a sugestão de que possa haver algum tipo de projetista inteligente para as extremas complexidades da natureza a serem descobertas pela ciência, como defendido pelo Design Inteligente, é vigorosamente rejeitada pelos líderes da comunidade científica. A ciência tem se fechado em uma prisão secular que restringe a sua capacidade para encontrar toda a verdade.

Rejeitando a Deus: problemas para a ciência

Se a ciência tivesse chegado com algumas explicações plausíveis para as questões profundas sobre as origens, alguém poderia considerar mais seriamente a sua rejeição a Deus. No entanto, quando olhamos para a natureza, as principais características parecem exigir um projetista muito perspicaz. Os exemplos incluem: 1. Como é que se organizaram os átomos por si mesmos de maneira extremamente complicada e versátil? Esses átomos podem formar todos os tipos de coisas desde o nosso cérebro às galáxias, e podem dar à luz, para que possamos ver. 2. Como as quatro forças da física atuam de tal forma que a precisão, e a 9

específica esfera de ação sejam as exatamente necessárias para que o universo exista? 3. Como é que até mesmo a forma mais simples de vida independente, que é extremamente complexa, se organizou por si só em uma Terra estéril? 4. Como características interdependentes, tais como os intricados autofocus e autoexposições dos sistemas do olho, nunca se organizaram por mutações aleatórias? As mutações são quase sempre prejudiciais ou insignificantes e não podem traçar um plano com antecedência, como a projeção complexa dos órgãos. 5. Os bilhões de anos que postularam para a lenta evolução das formas de vida sobre a Terra são demasiadamente curtos para as improbabilidades envolvidas ao nível molecular e diante da lenta taxa de reprodução de organismos avançados. 6. O registro fóssil revela o aparecimento súbito de grandes grupos, em vez de um longo e gradual processo evolutivo. Uns poucos evolutivos intermediários, que são semelhantes a outros organismos, são por vezes sugeridos, mas o problema está com a origem dos grandes grupos. 7. A ciência ainda não encontrou explicações plausíveis em questões sobre fenômenos da mente, tais como a consciência, compreensão, moralidade, apreciação da beleza, e a do significado da existência. Infelizmente, na ciência secular, a complexidade e a precisão de uma série de descobertas científicas, em meio a explanações mecanicistas ímpias, estão muito menos defensáveis agora do que quando a ciência eliminou Deus, ao longo do século passado. A rejeição a Deus, pela comunidade científica, é provavelmente o seu maior erro filosófico.

Por quê?

A extrema complexidade da psicologia e da sociologia da comunidade científica se opõe definitivamente às explicações. Mas há sugestões perti10

nentes quanto às razões pelas quais a ciência agora rejeita a Deus. Pode-se logicamente argumentar que a especialidade do cientista é o estudo da natureza. Desta forma, o cientista se sente mais confortável do que estudar um Deus menos escrutável. No entanto, o argumento perde a sua validade quando se considera o modo como a comunidade científica livremente se entrega a especulações desenfreadas, como todos os tipos de universos mais além do que podemos observar, ou organismos postulados a terem vivido muitas centenas de milhões de anos antes de os cientistas poderem encontrar qualquer de seus fósseis nas camadas geológicas. O fato de que a ciência especula acerca de assuntos imaginários, e não permite a inclusão do sobrenatural nas interpretações científicas, implica um forte viés contra Deus. Um provável motivo para a ciência rejeitar a Deus é o orgulho pessoal ou público do cientista em uma empresa bem sucedida e cientificamente autônoma. Outro motivo pode ser a liberdade pessoal, que um universo sem sentido fornece, onde ninguém é responsável perante Deus. Além disso, há razões sociológicas. Atualmente, os cientistas estão sob uma tremenda pressão para excluir Deus da ciência, especialmente por causa da atitude contra Deus dos líderes da comunidade científica. A prática atual indica que, se os cientistas incluem qualquer sugestão de Deus em suas interpretações, é provável que as comunidades científica e acadêmica os rejeitem. Muitos cientistas acreditam em Deus,11 mas não se atrevem a publicar sobre Ele. Devemos manter o ponto de vista de que a ciência tem feito muita coisa boa, e que a maioria dos cientistas são pessoas honestas, que nos fornecem novas informações fascinantes e inovações úteis. Ao mesmo tempo, não devemos nos esquecer de que há a boa ciência e há a má ciência, e devemos procurar seriamente distinguir entre as duas. Há um forte viés secular na ciência. No entanto, os que creem na Bíblia devem

sempre ter em mente que todos nós cometemos erros e que uma quantidade enorme de corrupção tem sido promovida sob a bandeira do cristianismo e de Deus. Na grande luta entre a ciência e Deus, o cristão deve buscar refletir o caráter de Deus na adoração, perdão e perspectiva da redenção.

O veredito

A ciência tem se redefinido. Hoje, a ciência é a estranha combinação do estudo da natureza e de uma filosofia secular que exclui Deus! Não há busca sincera da verdade. A liberdade acadêmica está comprometida. A exclusão de Deus tem levado a erros tal como a teoria geral da evolução. Esperamos que a ciência confira mais credibilidade à recém-descoberta da extrema complexidade e precisão da natureza que indicam a necessidade de Deus. A ciência deve retornar para a abertura que tinha quando os pioneiros da ciência moderna permitiam Deus nas interpretações científicas. Ariel A. Roth (Ph.D. Universidade de Michigan) foi diretor do Geoscience Research Institute e editor da revista Origins. Embora aposentado, continua a pesquisar, escrever e fazer palestras. Email: [email protected]

Referências

1. Por exemplo: S. J. Gould. “The Persistently Flat Earth”. Natural History 103:12-19, 1994; J. B. Russell. Inventing the Flat Earth: Columbus and Modern Historians. Nova York: Praeger, 1991. 2. Como reportado em Russell, p. 37. 3. J. W. Draper. History of the Conflict Between Religion and Science. 5. ed. Nova York: D. Appleton, 1875. 4. A. D. White. A History of the Warfare of Science With Theology in Christendom. NovaYork: Dover Publications, Inc., 1896, v. 1, 1990, p. 97. 5. Russell, p. 44.

Continua na p. 26 DIÁLOGO 20•3 2008

Ellen White e a saúde mental Merlin D. Burt Ellen White foi um dos três principais fundadores da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Realizou um papel único de liderança na igreja emergente: o dom da profecia. Em seu ministério público, recebeu centenas de visões e sonhos com mensagens que variavam de conselhos pessoais a questões sobre a recém-fundada Igreja, em áreas como fé e doutrina, organização e missão, saúde e educação etc. Embora tenha escrito de maneira produtiva e com autoridade, nunca inferiu que seus escritos devam ser suplementares à Escritura. Ao longo de sua vida e ministério, apontou a Bíblia como a regra de fé e prática para os cristãos. Uma de suas principais funções foi a de ajudar os indivíduos e a organização da Igreja a compreender e seguir a vontade de Deus. Embora não tivesse treinamento formal em saúde mental, muitas vezes serviu como uma conselheira para as pessoas que tinham diferentes necessidades emocionais e psicológicas. Tocou a vida de milhares de pessoas e deu-lhes uma nova esperança com um saudável foco espiritual, mental e emocional. Seus extensos escritos demonstram interesse pela saúde mental. Entre outros materiais, escreveu um importante capítulo intitulado “A cura mental” em seu livro A Ciência do Bom Viver. Em 1977, o Ellen G. White Estate publicou uma compilação de dois volumes intitulada Mente, Caráter e Personalidade. Este artigo apresentará resumidamente a compreensão de Ellen White sobre saúde mental, suas experiências pessoais e familiares e seu papel como uma conselheira em questões que afetam a saúde mental.

Como Ellen White entendia a saúde mental

Quando Ellen White usou o termo “saúde mental”, associou-o a “clareza mental, nervos calmos, sossego, espírito pacífico como de Jesus”.1 A fim de compreender suas observações sobre DIÁLOGO 20•3 2008

questões de saúde mental, é necessário compreender também a linguagem do século 19. Por exemplo, ela usou a expressão “doente imaginário” para pensamento ilusório ou desequilíbrio emocional; e “desânimo, o que aumenta até o desespero”, para depressão.2 Também usou o termo “a cura da mente” para descrever a saúde mental. A compreensão de Ellen White sobre a natureza humana foi baseada na visão bíblica de que a natureza humana é inerentemente pecadora e necessita da ajuda externa de Deus. Para ela, Jesus foi o grande terapeuta da danificada e pecadora mente humana. “É-nos impossível, por nós mesmos”, escreveu, “escaparmos do abismo do pecado em que estamos mergulhados. Nosso coração é ímpio, e não o podemos transformar”. Em seguida, citou Jó 14:4 e Romanos 8:7 para apoiar este ponto de vista. Continuou: “A educação, a cultura, o exercício da vontade, o esforço humano, todos têm sua devida esfera de

ação, mas neste caso são impotentes. Poderão levar a um procedimento exteriormente correto, mas não podem mudar o coração; são incapazes de purificar as fontes da vida. É preciso um poder que opere interiormente, uma nova vida que proceda do alto, antes que os homens possam substituir o pecado pela santidade.”3 Em Ellen White, há uma convergência entre Psicologia e Teologia. As duas devem interagir e quando corretamente integradas, fornecem a maior ajuda para a mente humana e emoções. Para ela, a verdadeira fonte da saúde mental e emocional é Deus, o amante Pai; Jesus, o “Grande Médico”; e o Espírito Santo, o Conselheiro. Ellen White defendeu a apropriada ligação entre o desenvolvimento físico, mental e espiritual na experiência humana. “A vida espiritual é construída a partir do alimento dado para a mente; e se comemos a comida fornecida na Palavra de Deus, o resultado será saúde espiritual e mental.”4 A

Nota do editor Este artigo foi baseado em uma apresentação feita no Simpósio sobre a Cosmovisão Cristã e a Saúde Mental: Perspectivas dos Adventistas do Sétimo Dia, ocorrido na Califórnia, de 28 de agosto a 2 de setembro, em 2008. O simpósio trouxe líderes adventistas estudiosos e profissionais da saúde mental para discutir questões de saúde mental a partir de uma cosmovisão cristã, orientada pela perspectiva bíblica da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Os participantes pertenciam a diversas áreas do conhecimento – História, Sociologia, Teologia, Filosofia, saúde mental prática incluindo psicoterapia, aconselhamento, espiritualidade e ministério cristão. As apresentações, seguidas de discussões, foram sobre a natureza da saúde mental, psicopatologia, intervenções na saúde mental, e os modelos de educação e formação clínica derivados de uma cosmovisão bíblica. A conferência também realizou a revisão dos “Conceitos Adventistas de Psicologia”, declaração votada pela Igreja em 1977. Espera-se que os trabalhos do simpósio sejam publicados em breve. — Lisa Beardsley 11

verdadeira saúde mental é dependente, estabelecendo um equilíbrio adequado entre o corpo e a mente. “Não podemos nos dar ao luxo de impedir o crescimento ou debilitar uma única função da mente ou do corpo, pelo excesso de trabalho ou abuso de qualquer parte do mecanismo vivente.”5 Ela utilizou a frase “a saúde física e mental” para mostrar a ligação entre as duas. As dimensões físicas e mentais estão intimamente ligadas e exigem adequado equilíbrio e cuidado. Ela cria que o meio ambiente apropriado, ações corretas e uma dieta adequada proporcionavam saúde mental. Também foi uma forte defensora da cura pelos benefícios da natureza, uma postura correta e os atos de serviço aos outros.6

Experiências pessoais

A filosofia de Ellen White sobre saúde mental, embora formada por seu estudo da Bíblia e suas visões, estava ligada a sua própria experiência. A dor emocional e os desafios psicológicos não lhe eram estranhos. Quando criança, era introvertida, tímida e emocionalmente sensível. Além disso, tinha uma deficiência física. Durante a juventude, experimentou medo e desesperança que resultaram em prolongados períodos de depressão. Além da luta pessoal, em sua família próxima havia casos de deficiência mental. O marco fundamental de Ellen White para a saúde mental e emocional foi a compreensão da natureza amorosa de Deus. Quando criança, imaginava Deus como um “tirano inflexível obrigando os homens a uma obediência cega”.7 Quando os pregadores descreviam os fogos de um inferno eternamente queimando, personalizava o horror daquela experiência. Ela escreveu: “Ao ouvir aquelas terríveis descrições, minha imaginação era tão perturbada que começava a transpirar, e era difícil reprimir um grito de angústia, pois já parecia sentir a dor da perdição.”8 Isso a levou a duvidar de sua aceitação por Deus o que cau12

sou períodos de depressão. Ela escreveu: “O desespero me inundou, e [...] nenhum raio de luz traspassou a escuridão que me rodeava.”9 Suas “emoções eram muito sensíveis” e temia “perder” a “razão”. Ellen White lembrou que “às vezes por uma noite inteira” não se atrevia a fechar os olhos, mas “ajoelhada no piso, orava silenciosamente com uma agonia muda que não pode ser descrita”.10 Sua pré-adolescência e os primeiros anos da adolescência foram sobrecarregados pela incapacidade física. Aproximadamente aos nove anos de idade, foi gravemente ferida em um acidente. Um nariz quebrado e outros danos causaram problemas de equilíbrio e lhe impediram de continuar a sua educação. Também desenvolveu uma doença pulmonar crônica, diagnosticada na época como “edema de tuberculose”, conhecida hoje como “tuberculose com insuficiência cardíaca congestiva”. Seus temores eram intensificados pelo pensamento de que poderia sangrar a qualquer momento pela ruptura de uma artéria em seus pulmões.11 Os traumas físicos e emocionais combinados com sua personalidade introvertida a impediam de solicitar ajuda. Por volta dos 15 anos, finalmente, falou com alguém que a ajudou a compreender melhor a natureza amorosa de Deus. Essa pessoa marcou uma entrevista com Levi Stockman, um ministro metodista milerita, para ajudá-la. Stockman foi sensível à dor emocional de Ellen e até mesmo compartilhou suas lágrimas. Ela escreveu que “obteve” de Stockman “mais conhecimento sobre o tema do amor e terna piedade de Deus, do que de todos os sermões e exortações dos quais nunca tinha ouvido”.12 Ela identificou o que mais lhe ajudou: “Minha visão do Pai foi alterada. Agora O vejo como um terno progenitor [...]. Meu coração foi em Sua direção com um profundo e ardente amor.”13 O amor de Deus se tornou o tema favorito de Ellen White por toda a vida. Ela

também cria que “o tema favorito de Cristo era o da paternal ternura e abundante graça de Deus”.14 Sua obraprima de cinco volumes sobre o conflito cósmico entre Cristo e Satanás começa e termina com esse tema.15 Seu livro mais popular, publicado em muitos idiomas com milhões de cópias, tem como seu primeiro capítulo “O cuidado de Deus”.16 Em suas visões e sonhos, Ellen White confirmou a sua convicção de um Deus amoroso e compassivo Salvador. Um dos primeiros sonhos que ocorreu antes de sua primeira visão profética conduziu-a à presença de Jesus quando percebeu que Ele conhecia todos os seus “pensamentos e sentimentos secretos”. No entanto, mesmo com esse conhecimento, Ele “aproximou-se com um sorriso”, estendeu a mão sobre a sua cabeça, e disse: “Não tenha medo.”17 Em uma entrevista em seu último ano de vida, Ellen White disse: “Deparo-me com lágrimas escorrendo em minha face quando penso sobre o que o Senhor é para Seus filhos, e quando contemplo a Sua bondade, a Sua misericórdia, [e] a Sua terna compaixão”.18

Desafios da saúde mental na família White

Além das lutas emocionais durante a infância e, por vezes, na idade adulta, Ellen White enfrentou desafios de saúde mental em sua família. Seu segundo filho, James Edson, apresentou sinais de déficit de atenção/hiperatividade. Sua sobrinha, Louisa Walling, tornou-se tão instável mentalmente que foi internada em um manicômio. Por se preocuparem com as duas filhas de Louisa, Tiago e Ellen White as trouxeram para sua casa. Ellen White acabou criando as meninas e elas a chamavam de mãe.19 Mesmo James White sofreu uma série de acidentes vasculares cerebrais durante os anos de 1860 e 1870 que alteraram seu estado mental e trouxeram conflitos conjugais. Em 1879, Ellen White percebeu que seu marido

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não tinha “suficiente saúde física e mental” para dar conselhos e sugestões.20 Em um determinado momento, ela se perguntou se ele era um “homem mentalmente saudável”.21 A experiência pessoal de Ellen White combinada com sua direção visionária a ajudou a fornecer um ministério exclusivo para pessoas que também sofriam de devastação mental e emocional. Seus escritos revelam uma consistente compaixão pelas pessoas que têm por vezes grave disfunção vital. Ela se engajou de forma notável no trabalho pessoal direto com muitas dessas pessoas.

Ellen White como uma conselheira

O comportamento obsessivo. A carta de Ellen White ao “irmão Morrell” mostra sua percepção da condição mental dele. Descreveu-o como tendo “amplo estado consciente” e “baixa autoestima”. Parece que Morrell era obsessivo e patologicamente perfeccionista sobre sua conduta. Ele se sentia culpado pela menor percepção de erro ao ponto de instabilidade mental. White escreveu sobre a condição deste homem: “O sistema nervoso do irmão Morrell é fortemente afetado e ele pondera sobre essas coisas [seus pecados e falhas percebidos], enfatizandoas. Sua imaginação é doentia. [...] A mente tem sofrido de maneira inexpressável. O sono dele é afugentado.” Escreveu diretamente para ele: “Vi, irmão Morrell, que você deve lançar fora seus medos. Deixe as consequências com o Senhor e relaxe. Você tenta arduamente salvar-se a si próprio, fazer alguma coisa grande a qual vá recomendá-lo a Deus. [...] Jesus ama você, e se você e tudo o que tem se consagrarem a Ele, Ele vai aceitá-lo e será seu Suporte em suas dificuldades, seu Amigo infalível. [...] Acredite, Jesus ama você e, em seus esforços para obedecer a verdade, caso erre, não sinta que deve preocupar-se e preocupar-se, desistir de sua confiança em Deus e pensar que Deus é seu inimigo. Somos pecadores mortais.” Também insistiu DIÁLOGO 20•3 2008

com ele para que adotasse a reforma da saúde e evitasse estimulantes. “Então”, escreveu, “o cérebro pode pensar mais calmamente, o sono não será tão incerto.”22 Abuso emocional. Ellen White escreveu várias cartas de aconselhamento às mulheres que são emocional ou fisicamente controladas por seus maridos. Em dezembro de 1867, visitou a igreja em Washington, New Hampshire, com o marido e JN Andrews. Primeiro, deu conselhos oralmente e a seguir deu um “testemunho” escrito com base em uma visão que havia recebido. Escreveu um conselho a Harriet Stowell. Após a morte de seu primeiro marido, Harriet se casou com Freeman S. Stowell, 12 anos mais jovem e que não comungava a sua fé.23 As palavras de Ellen White explicam a situação: “Ela [Harriet] é amada por Deus, mas é mantida em servil cativeiro, temendo, tremendo, entristecida, duvidando, muito nervosa. Agora esta irmã não deve sentir que deva render sua vontade a um jovem herege que tem menos anos sobre a sua cabeça que ela mesma. Deve lembrar que seu casamento não destrói a individualidade. Deus tem para ela reivindicações mais elevadas do que qualquer alegação terrena. Cristo já a comprou com seu próprio sangue, ela não lhe pertence. Ela falha ao não colocar toda a confiança em Deus, e sujeita-se a ceder suas convicções, a consciência para um arrogante, homem tirano, exaltado por Satanás quando a sua majestade satânica pode se tornar eficaz para intimidar o tremor, retraindo a alma que por tantas vezes tem sido levada à agitação. E o seu sistema nervoso é feito aos pedaços e ela [é] quase uma ruína.”24 Ellen White apoiou a individualidade no casamento e rejeitou a ideia de que um cônjuge deve abrir mão de sua personalidade e de sua identidade própria. O testemunho foi uma ajuda à mulher que estava à beira de um colapso emocional. Alcoolismo. Em uma carta a um

jovem homem inglês, Ellen White escreveu sobre os efeitos da dependência do álcool. Henri Frey trabalhava como tradutor para a missão europeia na Suíça. Ele estava tendo um problema com a bebida. Por causa disso, foi removido da sua posição como tradutor. Foi então que ele escreveu a Ellen White contando que estava sendo perseguido. Ela apoiou a decisão da Igreja, mas apelou a Frey. “Sinto o mais terno sentimento de piedade e de amor por você, mas falsas palavras de simpatia [...] nunca deverão ser traçadas pela minha caneta.” Ela descreveu de forma conveniente a sua condição: “Você busca sua falsa natureza emocional para as melhores resoluções, falsa para os seus compromissos solenes. Nada parece real. Suas próprias ineficiências o levam a duvidar da sinceridade daqueles que lhe fariam bem. Quanto mais luta em dúvida, mais irreal tudo lhe parece. Até parece que não há base sólida para você em nenhum lugar. Suas promessas não são

Diálogo grátis para você! Se você é um estudante adventista do sétimo dia que frequenta faculdade ou universidade não adventista, a Igreja tem um plano que lhe permitirá receber gratuitamente a revista Diálogo enquanto você estiver estudando (aqueles que não são mais estudantes podem assinar Diálogo usando o cupom da página 6). Entre em contato com o diretor do Departamento de Educação ou do Departamento de Jovens de sua União, e peça que seu nome seja colocado na lista de distribuição da revista. Forneça seu nome completo, endereço, faculdade ou universidade onde está estudando, o curso que está fazendo e o nome da igreja onde você é membro. Você pode também escrever para os nossos representantes regionais nos endereços indicados à página 2, anexando uma cópia da carta que enviou aos diretores da União já mencionados. Caso os passos acima não produzirem nenhum resultado, você poderá contatar-nos via e-mail: [email protected]

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nada, são como coisas fora da realidade, e você considera as palavras e obras daqueles em quem você deveria confiar com a mesma luz irreal.”25 Ela continuou enfatizando o poder da vontade para superar a disfunção emocional. “Você pode acreditar e prometer tudo, mas não daria uma palha por suas promessas ou por sua fé até que você ponha a sua vontade sobre suas crenças e ações.” Sua carta de aconselhamento estava entremeada com apelos para que reconhecesse a ajuda de Jesus. “Digo-lhe que você não precisa se desesperar. Deve escolher acreditar, embora nada pareça verdadeiro e real para você.” Concluiu com palavras de esperança: “Uma vida de utilidade está diante de você, se a sua vontade se torna a vontade de Deus. [...] Henri, você tentará honestamente mudar? Você é objeto do amor e intercessão de Cristo.”26 Disfunção sexual. Ellen White frequentemente tratava de questões melindrosas. Em 1896, escreveu a um ministro em posição de liderança na África do Sul. Ele era culpado de abusar sexualmente de meninas. O homem havia escrito para Ellen White sobre suas lutas, mas dizia que não era culpado. Ela iniciou sua carta com uma oração: “Que o Senhor me ajude a escrever-lhe as palavras que serão para a sua restauração e não para a sua destruição.” Então escreveu mais diretamente: “Sinto-me triste, muito triste por você. Pecado, meu irmão, é pecado, é a transgressão da Lei, e se tentasse atenuar o pecado diante de você, não lhe estaria fazendo qualquer bem. [...] Sua mente e coração estão poluídos, de outra forma todas essas ações lhe seriam detestáveis.” Ela descreveu o efeito a longo prazo do abuso sexual em crianças, incluindo o risco de gravidez. Citou vários casos e descreveu como os danos psicológicos foram muitas vezes para toda a vida. “Como posso falar de tal modo que você deixe de olhar para o que faz como se não tivesse nada de errado?” Depois de uma prolongada, direta e por vezes 14

dolorosa descrição de sua conduta, apelou: “Você é um agente moral livre. Se você se arrepender de seus pecados, e se converter, o Senhor vai apagar as suas transgressões e imputará a você Sua justiça. [...] Ele se responsabilizará pelo seu caso, e anjos o guardarão. Mas deve resistir ao diabo. É preciso que se eduque a outra linha de pensamento. Não coloque nenhuma confiança em si mesmo. Nunca procure a companhia de mulheres ou meninas. Mantenha-se afastado delas. Seu paladar moral é tão pervertido, que vai arruinar a você mesmo e a muitas pessoas se não mudar de forma honesta. [...] A vida eterna é um valor ao longo da vida, perseverante, esforço incansável.” Finalmente, ela instou-o a prestar contas perante os “irmãos que sabem desse terrível capítulo de sua experiência”. 27 Os quatro exemplos ilustram o grau de envolvimento de Ellen White na vida de muitas pessoas que tinham dificuldades emocionais e mentais. Uma das características notáveis do seu trabalho é seu otimismo de que as pessoas podem se recuperar, não importa quão quebradas estejam. Ellen White sempre apontou-lhes a Deus, o grande médico da mente e da alma. Ellen White foi holística em sua abordagem da cura. Percebeu que a mente estava ligada ao corpo e que Deus pretendia que os seres humanos tivessem restauradas as relações sociais. Para ela, a mais importante conexão foi com um amoroso e santo Pai celestial. Merlin D. Burt (Ph.D, Universidade Andrews) é diretor do Centro de Pesquisa Adventista, Ellen G. White Estate Branch Office, Universidade Andrews, Michigan, EUA. E-mail: [email protected]

Referências

1895, Carta 7, 1885, Ellen G. White Estate, Silver Spring, Maryland (EGWE); veja também Ellen G. White a D. T. Bourdeau, Carta 39, 1887, EGWE. Salvo indicação em contrário, todas as referências abaixo são de Ellen White. 2. Testemunhos para a Igreja. v. 1. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2002. p.305. 3. Caminho a Cristo. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000. p. 18. 4. “Search the Scriptures,” Review and Herald (March 22, 1906), p. 8. 5. “The Primal Cause of Intemperance,” Signs of the Times (20 de Abril), 1882, p. 181. 6. Veja Medical Ministry (Mountain View, Publicadora Pacific Press Assn., 1963), pp. 105-117. 7. “Life Sketches” manuscrito, p. 43, EGWE. 8. Life Sketches of Ellen G. White (Mountain View: Pacific Press, 1915), pp. 29, 30.9 9. Ibid., 32. 10. James White e EGW, Life Sketches of James White and Ellen G. White (Battle Creek, Michigan: Adventistas do Sétimo Dia, 1880), pp. 152-154. 11. J. N. Loughborough, Rise and Progress of the Seventh-day Adventists with Tokens of God’s Hand in the Movement and a Brief Sketch of the Advent Cause from 1831 to 1844 (Battle Creek: Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, 1892), p. 92. 12. Life Sketches (1915 ed.), p. 37. 13. “Life Sketches” manuscrito, p. 43, EGWE. 14. Christ’s Object Lessons (Washington, D.C.: Publicadora Review and Herald ,Assn., 1941), p. 40; idem, Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 55; idem, “The New Zealand Camp Meeting,” Review and Herald (06 de Junho , 1893), p. 354, 355. 15. Patriarcas e Profetas. 16. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2003. p. 33, 34; O Grande Conflito. 42. ed. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2004. p. 678. 16. Caminho a Cristo. Tatuí, SP: Casa Publicadora Brasileira, 2000. p. 9-16. 17. Life Sketches (1915), p. 35. 18. EGW entrevista com C. C. Crisler (July 21, 1914), EGWE. 19. Veja Merlin D. Burt. “Caroline True Clough Family and Ellen White”. Ellen G. White Estate Branch Office, Loma Linda, Califórnia. 20. The Judgment (Battle Creek: p. 29, 1879). 21. EGW a Lucinda Hall (16 de maio, 1876), Carta 66, 1876, EGWE. 22. EGW a “Brother Morrell” (28 de dezembro, 1867), Carta 20, 1867, EGWE. 23. Identidades confirmadas pelos registros dos Censos Federais de 1850, 1860, e 1870 por Washington, NH; History of Washington, New Hampshire, From the First Settlement to the Present Time, 1768-1886 (Claremont: Claremont Manufacturing, 1886), p. 535, 630. 24. Manuscrito 2, 1868, EGWE. 25. EGW a Henri Frey (21 de julho, 1887), Carta 49, 1887, EGWE. 26. Id. 27. EGW a um Proeminente Ministro (01 de junho, 1896), Carta 106a, 1896, EGWE.

1. Ellen G. White to D. T. Bourdeau, 10 fev.,

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PERFIL Fifaia e Teatulohi Matainaho

Diálogo com os irmãos gêmeos — acadêmicos e pesquisadores em Papua-Nova Guiné Entrevistados por Lisa M. Beardsley

Fifaia e Teatulohi, ou Lohi, são gêmeos. Nascidos nas Ilhas Mortlock de Papua-Nova Guiné, cresceram em meio à beleza da vida simples de uma aldeia à beira-mar. Cenário composto pelo movimento das palmeiras e o vai-e-vem das ondas do mar em contraste com as areias prateadas das praias, além de atrativos como a emoção de caminhar durante a maré baixa para apanhar peixes. A família deles, tal como o resto da aldeia, com uma população de 450 habitantes, era composta de adoradores dos ancestrais, que pouco ou nada sabiam sobre o cristianismo. A educação formal deles começou em uma escola primária na sua aldeia. Depois de concluir o ensino médio em Bougainville, os gêmeos foram para o continente – em uma viagem de barco durante a noite –, onde ingressaram no ensino universitário. Fifaia matriculou-se em Papua-Nova Guiné na Universidade de Tecnologia, enquanto Lohi uniu-se à faculdade de Medicina da Universidade de Papua-Nova Guiné. Hoje, os dois irmãos têm doutorado e se dedicam intensamente ao trabalho de educação e desenvolvimento da nação insular. Dr. Fifaia T. Matainaho atualmente é diretor de desenvolvimento na Universidade Adventista do Pacífico e consultor ambiental e de engenharia química para muitos governos e organizações profissionais. Dr. Lohi T. Matainahao é o chefe do Departamento de Farmacologia da Faculdade de Medicina e Ciências da DIÁLOGO 20•3 2008

Fifaia Matainaho

Teatulohi Matainaho

Saúde da Universidade de Papua-Nova Guiné (PNG). Atualmente, ele é o único professor titular adventista de uma universidade pública nesse país. Dedica-se à pesquisa de novos medicamentos a partir de recursos marinhos e florestais.

ro. Fiquei encantado com o estilo de escrita e com o conteúdo do livro. Ele tomou conta de mim completamente. Cerca de uma semana mais tarde, visitei o aluno novamente, e pedi emprestado O Grande Conflito. Fiquei impressionado com a narrativa fluente da história e com os pormenores ao retratar a origem do pecado e seu final culminante. Ambos os livros foram escritos pela mesma pessoa, uma mulher com grande discernimento. Fiquei muito comovido com a leitura. Meu interesse pelos livros de Ellen White começou a crescer. Meu amigo me pôs em contato com a Igreja Adventista, onde adquiri mais de seus livros. Embora alguns colegas tenham

■ Fifaia, o seu amor pela leitura o levou à fé adventista. Como isso aconteceu? Fifaia: Certa vez, visitei um colega estudante universitário que falava a minha língua. Em seu quarto, vi um livro com um título interessante, Caminho a Cristo. Minha paixão pela leitura levou-me a pedir emprestado o livro. Naquela noite, li o livro intei-

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me dito que aquela autora era estranha e que os adventistas tinham uma fé esquisita, pessoalmente queria saber mais sobre Ellen White. Usei todo o meu dinheiro para comprar livros, como Conselhos sobre Educação. Sua forma de escrever me chamou a atenção. Durante a leitura de O Grande Conflito, interessei-me profundamente por dois temas: o santuário e o sábado. Aprofundei-me nos dois tópicos e comprei mais livros. Li George Vandeman e Morris Venden, e entendi a justificação pela fé. Tratei de conseguir Signs, The Record e a Revista Adventista. Em pouco tempo, estava guardando o sábado. ■ Nenhum de seus parentes pertencia a uma religião formal. Como se sentiram com relação a sua recente fé? Fifaia: Quando fui visitar a minha casa durante o Natal de 1976, encontrei-me com meu irmão, Lohi, e com um primo que também estavam indo para casa. Enquanto esperávamos pelo barco, expliquei para os dois que estava indo à igreja no sábado, e incentivei-os a irem. Tal como eu era, eles só sabiam de culto ancestral, mas concordaram em acompanhar-me à igreja. Chegando em nossa aldeia, contei a minha família e a outros sobre Jesus e o sábado. Aqueles na ilha que não tinham religião com a qual comparar, simplesmente aceitaram a fé adventista. Nós três nem sequer éramos ainda adventistas, mas nos reuníamos todos sob os coqueiros para fazermos culto e cantarmos canções que eu tinha aprendido na Igreja Adventista. Na ilha, a adoração continuou dessa forma durante anos. Há cerca de oito anos, uma Igreja Adventista foi finalmente construída em minha ilha. ■ Como você chegou à decisão de aderir à Igreja Adventista? Fifaia: Depois de ler os livros de Ellen White, comecei a frequentar uma igreja adventista. O pastor local visitou-me. Ficou impressionado com a 16

minha coleção de livros, incluindo os livros adventistas. Quando me perguntou se eu queria ser batizado, tudo que pude dizer foi: “Se essa é a maneira como vocês agem, está tudo bem para mim.” Foi isso. Só entrei para a igreja. ■ Você enfrentou desafios ao não participar de pesquisas obrigatórias aos sábados. Fifaia: Fomos obrigados a fazer pesquisas na área de Engenharia aos sábados, em várias ocasiões, mas não fui. Como resultado, perdi pontos e precisei me sair bem nos exames. Mas, a pesquisa era um componente importante. Certa vez, a classe inteira deveria ir com o professor para determinar a velocidade das águas de um riacho por meio da medição do fluxo. Não fui porque foi no sábado. O professor disse depois: “Sinto muito, não posso ajudá-lo. Terá que descobrir por você mesmo como fazê-lo.” Tive que estudar todos os manuais técnicos e descobrir como operar os instrumentos sozinho, mas a medição do fluxo não pode ser feita por uma pessoa só. Diante da situação, um homem da equipe técnica do departamento viu meu dilema. Ele havia ido uma vez a uma Igreja Adventista, e se ofereceu para levar-me com o equipamento a um riacho em uma sexta-feira à tarde para que pudesse coletar os dados. Um estudante adventista da universidade também me ajudou. Fui aprovado no curso. Deus cuida de Seu povo quando Lhe são fiéis. ■ A observância do sábado tem impactado negativamente a sua carreira profissional? Fifaia: Toda a vez que iniciei em um novo emprego, a primeira coisa que fiz foi notificar ao meu supervisor que sou adventista e, portanto, não iria trabalhar aos sábados. Se recebia pressão para trabalhar aos sábados, procurava outro emprego. Sempre fui franco desde o início. Meu salário era menor, mas isso não me incomodava. Quando participo dos congressos

acadêmicos, digo aos colegas, para que saibam desde o início, que não comparecerei à programação de sábado. Eles compreendem a minha posição, e muitas vezes falam com os organizadores para agendar uma mudança, de forma que as reuniões não caiam no sábado. ■ Que conselhos daria aos estudantes adventistas quando sentem que a sua fé está sendo desafiada e se tornando fraca no decurso de seus estudos? Fifaia: Esteja envolvido! Eu estava profundamente envolvido nas reuniões da igreja e atividades de evangelismo. Participei de estudos bíblicos com os colegas estudantes adventistas e fiquei ativo com a Associação dos Estudantes Adventistas na Universidade de Tecnologia. Encontrei alegria – verdadeira alegria – nessas atividades. Às vezes, deixava de lado trabalhos acadêmicos a fim de participar nos programas especiais da igreja ou em estudos bíblicos, porque sentia que deveria aproveitar a especial oportunidade. Tenho estado envolvido no ensino de estudos bíblicos na igreja ou em casa, e tenho ajudado a levar outros a tomarem uma decisão. Mas os estudos acadêmicos são também importantes e não devem ser negligenciados. Tenha o hábito regular de ler a Bíblia. Folheie suas páginas quando você tiver qualquer problema. Quando estava me preparando para defender minha tese de doutorado na Universidade Vanderbilt, nos Estados Unidos, dediquei muito tempo lendo a Bíblia e recebi grande conforto, força e paz interior. Senti-me confiante de que mesmo se algo diferente do que tinha desejado acontecesse, Deus estava no controle. ■ O que você diz sobre o relacionamento amoroso? Qual foi a sua experiência e quais conselhos que você tem nessa área? Fifaia: Seja cauteloso ao começar um relacionamento. Tenha a mente receptiva, em vez de tê-la excessivamente fechada. Estava visitando a Universidade de PNG Porto Morseby, DIÁLOGO 20•3 2008

quando conheci uma não adventista que era ativa na Igreja Metodista Unida e na Sociedade Cristã Tertiary. Nós nos tornamos amigos e trocamos cartas. Partilhei minha fé com ela por meio das correspondências, sem impor nada. No começo, escrevi sobre o fundamental, crenças cristãs básicas, em vez de temas específicos sobre o que os adventistas creem. Isso fiz depois. Então, quando nos encontramos de novo algum tempo mais tarde, fui sincero com ela e lhe disse que era um adventista e que estava interessado em saber se poderia falar mais profundamente sobre os temas. Não queria fazer isso sem consultá-la. Ela disse que, com base no que escrevi sobre minha fé, nas cartas, achava que poderia se tornar uma adventista. As irmãs de seu pai eram adventistas, por isso estava aberta e disposta a aprender mais sobre os adventistas. Iniciei estudos bíblicos, algo de que gosto muito. Estudamos a Bíblia juntos e então disse ao pastor: “Acho que ela está pronta para o batismo.” Consequentemente, nos casamos.

■ Por que você está trabalhando em Papua-Nova Guiné quando poderia ganhar muito mais na Austrália, Europa ou América do Norte? Fifaia: Uma das maiores empresas de engenharia, Tyco International, fez uma oferta para eu trabalhar em qualquer lugar no Canadá ou nos EUA. Mas como sou a única pessoa de meu país com um Ph.D em Engenharia Ambiental, senti-me obrigado a trabalhar em PNG para ajudar meu povo. Além da atual posição na universidade adventista, também sirvo como consultor para organizações em PNG, incluindo do governo. Presido várias comissões técnicas e estou envolvido nas questões ambientais. Tarefas que me dão satisfação. Afinal, a vida não deve ser definida apenas em termos monetários.

■ No ano passado, você pediu demissão como chefe do Departamento de Engenharia Civil na Universidade de Tecnologia de PNG. Por quê? Fifaia: Em meados de 2006, disse a minha esposa, Karo, que gostaria de trabalhar para a igreja. Comecei a me corresponder com o presidente da Divisão do Pacífico Sul. Então, o vice-reitor da Universidade Adventista do Pacífico (UAP) entrou em contato com a minha esposa que tem um Mestrado em Administração de Empresas e estava trabalhando como gerente para a Price-Waterhouse Coopers. A universidade estava interessada nela para ser sua nova tesoureira. Já havíamos conversado sobre sermos úteis à Igreja. A UAP era ideal, com minha experiência em administração universitária e ela com experiência na área financeira. Minha esposa tornou-se a tesoureira e eu tirei um ano de licença da Universidade de

■ Lohi, conte-nos sobre sua conversão. Lohi: Estava na escola médica da Universidade de PNG. Durante o Natal, como o meu irmão já contou, ele não só me falou sobre o sábado, mas também sobre a relação desse dia com o conceito de criação. O conceito de um Criador imediatamente fez sentido para mim. Os anciãos de nossa aldeia nos contaram sobre pessoas altas com pés grandes que vieram há muito tempo e criaram a ilha onde vivemos. Em seguida, foram embora e desde então ninguém mais os viu. Quando Fifaia me contou sobre o sábado, tudo fez sentido. Houve um Criador e o sábado foi o ponto culminante da criação. Ele foi quem criou o nosso arquipélago. Estávamos tão animados que contamos a todos os nossos parentes quando chegamos em casa. Quando voltei à universidade depois das férias, consegui uma Bíblia, e li o

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Tecnologia de PNG e trabalhei como consultor. Mais tarde, renunciei à Universidade de Tecnologia de PNG e aderi à UAP para ajudar com o plano estratégico e tornar-me seu diretor de desenvolvimento.

primeiro verso que encontrei ao abrila: Mateus 6:6. Não podia acreditar! Lembrei de repente que tinha lido aquelas mesmas palavras quando estava com 10 ou 12 anos em um livro em casa. Nunca tinha ouvido falar de uma Bíblia, não sabia até então que livro era. Abri o livro e li: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento, e, fechando a tua porta, ora a Teu Pai, que está em oculto; e teu Pai, que vê secretamente, te recompensará.” (Almeida Revista e Corrigida). Não tínhamos uma porta ou um aposento em nossa casa. Não sabia o que significava orar, mas imediatamente senti que deveria fazer algo. Fechei a abertura da casa e então sentei. Não sabia como orar, mas senti que deveria esperar dentro de casa. Senti então algo, mas não sabia o que ou quem era. Até aquele dia, não tinha aberto uma Bíblia. Mas ao ler aquele mesmo verso, mais uma vez fiquei convencido de que Deus estava falando comigo e que já tinha feito isso quando eu era um menino. Ele me incentivou a continuar a ler a Bíblia, e, mais tarde, tomar uma decisão por Ele. ■ Conte-nos sobre o seu trabalho na Escola de Medicina e Ciências da Saúde. Como você encontra expressão para a sua fé? Lohi: Leciono em ciências médicas, mas a maior parte do meu tempo está na pesquisa, explorando novos medicamentos a partir de florestas e recursos marinhos, e transformando as moléculas do leito florestal e do leito marinho em medicamentos para os doentes. Por exemplo, mergulhamos e recolhemos as esponjas marinhas ou coletamos outras espécimes botânicas para o desenvolvimento de compostos terapêuticos para o tratamento do HIV/Aids, tuberculose, malária, câncer e diabetes. Além disso, estudo as propriedades bioquímicas e farmacológicas do veneno de serpente Continua na p. 30 17

PERFIL

Silvia e Arturo Finis

Diálogo com um casal adventista dedicado ao desenvolvimento internacional Entrevistados por Lorena Mayer

Dos Andes equatorianos para as montanhas desérticas do Tajiquistão e a vários outros lugares, Silvia e Arturo Finis têm um objetivo: fazer avançar a causa do desenvolvimento humanitário, para divulgar o cuidado e amor de Deus àqueles em necessidade. Arturo e Silvia têm muito que contar. Histórias de terras afastadas, com culturas e pessoas fascinantes. Histórias de alegrias e desafios do serviço de Deus, ajudando as comunidades a suprir necessidades pessoais. Relatos sobre como esse serviço impactou a vida das famílias. Logo após o casamento, em 1998, eles deram início à aventura internacional, que os levou muito longe de sua terra natal, a Argentina. Enquanto estudava Teologia na Universidade River Plate, na Argentina, e, mais tarde, desenvolvimento internacional na Universidade Andrews, EUA, Arturo sentiu que havia sido chamado para se envolver em operações de socorro e desenvolvimento. Integrou várias equipes de socorro credenciadas a trabalhar em situações de crise, tais como ataques terroristas em Buenos Aires, em 1994; emergências locais na Argentina e em Honduras, após a 18

passagem do furacão Mitch, em 1999. Silvia compartilhou a paixão do esposo e participou de atividades locais com jovens, o que a preparou para maiores aventuras internacionais com Arturo. Também estudou na River Plate e obteve formação em Ciências Contábeis e Administração de Empresas. Posteriormente, fez parte da equipe de socorro que atendeu às vítimas do furacão Mitch. Juntos, Silvia e Arturo passaram nove anos trabalhando na Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra) no Equador, América do Sul e em países da Ásia Central como Tajiquistão, Casaquistão e Azerbaijão. Eles têm dois filhos: Pablo, de oito anos, e Nicolas, de seis. ■ De que forma trabalhar no cenário internacional enriquece a vida de vocês como casal e família? Arturo: Trabalhar longe da terra natal tem seus desafios e oportunidades. A adaptação cultural pode ser difícil. Trabalhar distante de casa e de ambientes familiares não é fácil. Mas há bênçãos também, como a oportunidade de ficar mais tempo uns com os outros. Como uma família, gostamos de explorar cenários e situações novas – novas paisagens, culturas, pessoas, modos de fazer as coisas. Um ambiente novo é um grande centro de aprendizagem. ■ Seus filhos passaram os primeiros anos de sua vida num contexto multicultural. Foi difícil para eles se adaptarem?

Silvia: Para nossos filhos, a diversidade tornou-se rotina; isso era tudo o que conheciam. O que se tornou difícil para eles foi deixar um lugar, onde seus amigos viviam, e mudar-se para outro completamente desconhecido. Tais mudanças são emocionalmente duras para as crianças. Mas uma vez no lugar novo, não leva muito tempo para fazerem novos amigos ou comunicar-se com eles. Mesmo aprender um novo idioma se torna fácil. As crianças são como esponjas! Absorvem rapidamente novas coisas – amigos, costumes, linguagem. ■ Silvia, seus filhos eram pequenos quando vocês foram para a Ásia Central, e você ficou em casa para cuidar deles. Quais foram os desafios pessoais durante esse tempo? O principal desafio era a comunicação. Quando chegamos em Dushanbe, Tajiquistão, não conhecíamos uma palavra em russo, não sabia como dizer as coisas mais simples. O inglês ajudou um pouco quando fomos ao Cazaquistão e muito no Azerbaijão, o que realmente mudou as coisas. Depois de dois anos na Ásia Central, conseguimos usar algumas palavras em russo, apenas o suficiente para sobrevivermos. Apesar das dificuldades idiomáticas, consegui me relacionar com as pessoas. De certo modo, você não precisa do idioma para identificar afinidades com outra cultura, particularmente entre mulheres. Fui atraída pelo espírito hospitaleiro daquela gente. Em Dushanbe, levávamos nossos DIÁLOGO 20•3 2008

filhos para um parque próximo de casa. Sem dúvida, parecíamos estranhos para eles, como eles para nós, mas se mostravam genuinamente interessados em nós. Quando nos viam, saudavam-nos como se fossem nossos melhores amigos. ■ Arturo, quais foram seus momentos de maior alegria enquanto trabalhava como diretor da Adra no Equador? O Equador foi minha escola de aprendizado. Havia feito estágio na Adra em Lima, Peru, e obtido muita experiência. Mas no Equador, estava sozinho em termos de responsabilidade. Era diferente. Ainda muito jovem, tive de ganhar o respeito das autoridades locais e dos colegas. O povo equatoriano apoiava muito nosso trabalho. Os líderes de comunidades andinas de Guantubamba não pouparam esforço para preparar o caminho de um de nossos projetos: um sistema de distribuição que traria água para todas as casas daquela área. ■ E sobre sua experiência como diretor da Adra no Tajiquistão? Nossa experiência no Tajiquistão foi o que mais apreciei no desenvolvimento internacional! Por exemplo, tínhamos um projeto de construção que envolvia diferentes pessoas. Os japoneses eram os principais patrocinadores. As pessoas locais eram os construtores. Minha responsabilidade era coordenar e planejar o projeto inteiro. O trabalho envolvia a reconstrução de uma escola destruída durante uma recente agitação civil no Tajiquistão. A comunidade se encontra em grande apuro por não ter um lugar para seus filhos estudarem. Nossos doadores eram muito generosos e o povo de Tajique juntou todos os seus recursos humanos para deixar o prédio pronto. Com todo mundo trabalhando como uma só equipe, conseguimos completar o projeto a tempo e dar início às aulas. Na cerimônia de abertura, o embaixador japonês e seus colegas estavam presentes. Os moradores locais tamDIÁLOGO 20•3 2008

bém. Acima de tudo, as crianças estavam de volta, prontas para começar a estudar. Foi uma alegria vê-las iniciar seu aprendizado. Nossos doadores ficaram impressionados pela qualidade e pontualidade com que o projeto foi concluído, e sentiram-se motivados a financiar outros projetos da Adra na região. A satisfação foi imensa. ■ Sendo cristãos adventistas do sétimo, como é trabalhar em áreas predominantemente muçulmanas? Gente é gente, e necessidade é necessidade. Quando o amor motiva nosso serviço e estendemos o trabalho tendo o amor como nossa base, somos bem recebidos em qualquer lugar. Durante todos os anos que passamos entre os muçulmanos em países diferentes, nunca sofremos desrespeito ou nos sentimos mal. Respeitávamos suas crenças e tradições. Quando nos perguntavam sobre nossa fé, explicávamos nossa posição de modo que apreciavam, porque também são pessoas de fé. Nossa única razão para estar naqueles países era atender às necessidades específicas de desenvolvimento, e colocar à disposição todos os recursos que podíamos juntar. De fato, a motivação vinha de nosso forte desejo de servir a Deus, onde quer que houvesse necessidade. E necessidades existem em todos os lugares, a despeito da cultura ou religião. Respeito atrai respeito e amor desperta amor. Isso é uma coisa boa de se ter em mente quando vivemos e trabalhamos entre pessoas cuja fé, estilo de vida ou cultura diferem da nossa. Todos são filhos de Deus. ■ Que papel sua fé desempenha no trabalho que faz, especificamente quando está distante de lugares e pessoas que lhe são familiares? O amor por Deus, o compromisso de fé e o amor para com as pessoas em necessidade nos motivam a estar envolvidos no trabalho de ajudar e prover o desenvolvimento. Sem esse compromisso, não podemos sequer

começar a compreender o ministério global nem o envolvido na Adra. Quando iniciamos com confiança em Deus, as dificuldades que enfrentamos – falta de eletricidade, escassez de água, problemas de comunicação, lugares estranhos – simplesmente não se tornam um problema insuperável. Quando aquilo que é difícil fica ainda mais difícil, a única coisa a fazer é crer e orar: “Senhor, precisamos da Tua ajuda.” E o Senhor não abandona os que são Seus. Logo após chegarmos a Dushanbe, nosso filho Pablo contraiu bronquite e começou a tossir muito. Não conhecíamos nenhum médico na cidade, nem tínhamos contato com alguém que falasse inglês. As linhas telefônicas eram ruins. A bronquite estava piorando. Certa noite, acolhemos Pablo nos braços e pedimos que Deus fosse o médico. Na manhã seguinte, a tosse passou e ele começou a se recuperar. Logo, estava brincando normalmente. No Casaquistão, estávamos voltando de um projeto, perto da fronteira entre a Rússia e a Mongólia. Lá você pode dirigir centenas de quilômetros e não encontrar uma só pessoa. Tivemos todos os tipos de problemas na estrada, e havíamos dormido no furgão, fora da estrada, porque os freios não estavam funcionando e não era possível consertar nada na escuridão. Pela manhã, o motor não queria pegar. Novamente, oramos. Estávamos no meio do deserto, numa estrada deserta. Finalmente o furgão começou a funcionar e conseguimos chegar até uma cidade próxima. Paramos para comer e, quando estávamos prontos para dirigir novamente, o motor morreu. Havíamos estacionado o furgão bem próximo a uma casa, com um estacionamento particular. Quando o dono da casa viu nossa angústia, permitiu que deixássemos o veículo em sua propriedade e arrumássemos um táxi para voltar para casa. Chegamos em casa antes do pôr do sol na sextaContinua na p. 30 19

LIVROS E. J. Waggoner: From the Physician of Good News to the Agent of Division Por Woodrow Whidden (Hagerstown, Maryland: Review & Herald Pub. Assn., 2008, 401 p.). Resenha de Aecio E. Cairus

Ellet J. Waggoner começou seu trabalho como médicomissionário e, em seus últimos anos, associou-se a John Harvey Kellogg no movimento divisório contra a Igreja Adventista. Fato que é relembrado por Woodrow Whidden, presidente do Departamento de Teologia e História da The Adventist International Institute of Advanced Studies (AIIAS). Neste trabalho, Whidden une-se a outros autores em continuação a uma série da Review and Herald sobre formadores e promotores da história adventista. Trabalhos anteriores da série incluem estudos sobre James White, Joseph Bates, W. W. Prescott e John H. Kellogg. A mais importante e benéfica contribuição de Waggoner foi teológica. O adventismo, no final do século 19, estava padecendo da moléstia do legalismo. Quando os adventistas tentaram abalar o mundo cristão para livrá-lo da tradição dominical, ficaram ao lado, frequentemente desprezado, do Decálogo, mas com tal vigor, que soou farisaísmo. Em 1888, Waggoner, editor da Signs of the Times, e Alonzo T. Jones ajudaram a trazer a Igreja de volta à ênfase do Novo Testamento sobre a justificação pela fé. O apoio de Ellen White foi fator-chave nessa restauração. Também foi importante mais tarde ao ajudar a Igreja a superar o semiarianismo, que negava a plena divindade de Cristo. Depois de 1888, Waggoner ajudou Ellen White e A. T. Jones em viagens de pregação que propagavam a mensagem da justificação pela fé, a despeito da forte oposição de alguns administradores da Igreja. Em 1892, Waggoner foi enviado à Inglaterra como editor de publicações da igreja local, e se tornou o primeiro presidente da Associação do Sul da Inglaterra, dez anos mais tarde. Mas solicitou uma transferência e se tornou professor de Teologia. Nesse ponto, a informação biográfica padrão sobre Waggoner se torna nebulosa. Contra o conselho de Ellen White e em oposição à liderança da Igreja, ele assumiu um cargo de professor no Battle Creek College, de propriedade de Kellog. No fim do ano seguinte, Waggoner adulterou e sua esposa pediu o divórcio. Whidden esclarece esses estranhos eventos com uma biografia detalhada e uma análise 20

profunda do pensamento de Waggoner, e de seu tumultuado percurso da verdade rumo às divergências teológicas. A seção “Primeiros Anos” inclui os pais de Waggoner, nascimento, infância, juventude e educação. A segunda parte, na Assembleia da Associação Geral de 1888, descreve a crise teológica na Igreja, a participação de Waggoner, seus resultados, e seu pensamento teológico na ocasião. A terceira parte, os anos na Inglaterra (1892-1903), descreve os efeitos perniciosos das novas orientações teológicas de Waggoner. Finalmente, temos a narrativa dos “Anos de Declínio” (1904-1916). Apesar da falta de documentos dos primeiros anos, Whidden, mediante persistente investigação, pôde corrigir detalhes biográficos tais como a Escola de Medicina em que Waggoner se graduou, que não foi a de Bellevue, mas de Long Island, Nova York. Até mesmo em pontos já bem analisados, como o de 1888, a análise teológica do autor mostra que, não obstante as similaridades superficiais, Waggoner não pode ser citado como precedente para a posição da “justificação legal universal”. A análise de Whidden sobre os anos na Inglaterra é particularmente esclarecedora. Em 1888, Waggoner enfatizou a ação objetiva da salvação por Deus (o que Ele fez em nosso favor no Calvário); nos idos de 1890, começoua enveredar por um caminho de salvação subjetiva (o que Deus estava realizando em nós mediante Seu Espírito). Desse modo, as realizações humanas – as fibras das vestes de feitura humana que foram removidas pelas vestes da justiça de Cristo em 1888 – entraram pela porta dos fundos sob o disfarce de santificação e perfeição. No início da década de 1900, Waggoner estava se voltando à ideia de uma perfeita geração final de cristãos, que completariam a obra iniciada por Cristo no Calvário mostrando a falsidade das acusações de Satanás. Waggoner e Jones introduziram, nos primeiros anos da década de 1890, um modo novo de falar da natureza humana de Cristo. Enquanto J. N. Andrews tinha distinguido cuidadosamente entre nossa carne pecadora e a mera semelhança de carne pecaminosa em Cristo, e negava especificamente qualquer tendência pecadora em Cristo; Waggoner não fez nenhuma distinção entre a impiedade de nossa carne ou da carne de Cristo, pois isso afirmava que Ele continha as mesmas propensões que temos para o mal. Essa posição forçou Waggoner a explicar a real impecabilidade de Cristo através das virtudes de Seu “miraculoso nascimento”. Waggoner gostava da expressão “carne pecaminosa de Cristo”, porque desejava pregar sobre a mesma impecabilidade em nós, por meio da ideia de uma mística reprodução da experiência de Cristo. Ellen White, que ensinou ser a santificação a obra de uma vida inteira, advertiu Waggoner contra esse “alfa do engano”. Ela havia visto entre os mileritas, em torno de 1844, e depois em Indiana, os efeitos dessa ideia de “carne santa”. Posição que ocultou a verdadeira evidência da contínua pecaminosidade de nossa carne. Não DIÁLOGO 20•3 2008

surpreende que Waggoner, a despeito das advertências de Ellen White, não pôde ver o lado pecaminoso da “afinidade espiritual” que sentia por uma mulher que não era sua esposa. Ele também defendeu o conceito de que na Igreja não havia lugar para estruturas tais como um presidente, o que bem caracterizou a luta de Kellogg contra a Associação Geral naquele tempo. A obra de Whidden, pesquisada cuidadosamente, ficará como um padrão para futuros estudos sobre a vida de Waggoner e outras figuras do passado, por causa de seu equilíbrio entre análise teológica e cuidadosa investigação biográfica. Porém, o mais importante é que ela contribui para nos desviar das teorias teológicas de efeitos perniciosos. O autor deve ser recomendado por sua abordagem ampla dos eventos de nossa história. Aecio E. Cairus, Ph.D pela Universidade Andrews, é diretor dos programas de mestrado e doutorado em Religião do AIIAS, Filipinas. E-mail: [email protected]

um começo, a observação da natureza extremamente bem afinada das constantes físicas ao longo do Universo, que tornam a Terra não apenas favorável à vida, mas uma plataforma-modelo para a aprendizagem de nossa situação ideal. As linhas biológicas de evidência incluem a extrema complexidade até mesmo das mais simples células vivas, a falta de qualquer caminho mecanicista para as células se formarem de materiais inorgânicos, e a consciência da mente humana. Ele enfoca a recente controvérsia sobre a complexidade irredutível e destaca as implicações de que muitos sistemas biológicos devem ter sido especificamente planejados. Roth discute o imenso desafio dos éons – milhões de anos – que seriam necessários para as mudanças requeridas produzirem ordem nas coisas vivas, e os contrasta com a falta de evidência para os longos períodos de tempo como a Explosão

Reconhecido pelo

no ensino da Língua Inglesa

Science Discovers God: Seven Convincing Lines of Evidence for His Existence Por Ariel Roth (Hagerstown, Maryland, EUA.: Review & Herald Publ. Assoc., 245 p., 2008). Resenha de David Cowles

Alguns cientistas cristãos sinceros acreditam que a fé cristã deveria ser mantida estritamente separada de nossa compreensão da ciência e de suas implicações no mundo. Não pertenço a esse grupo. Está claro a partir da leitura do mais recente livro de Ariel Roth, A Ciência Descobre Deus, que ele também não adota essa posição. Roth começa o livro com uma breve pesquisa de vários e notáveis cientistas do passado, especialmente Isaac Newton, que combina a boa ciência com profunda fé em Deus. Contrasta essas posições com a abordagem antagônica atual, em que qualquer consideração a respeito de Deus é em geral excluída do diálogo científico por meio de determinação prévia. Ele então continua a delinear várias das principais áreas da moderna pesquisa científica que, na mente de muitas pessoas pensantes, tem produzido resultados que forçam a reconsideração da questão de Deus, e se pode estar onipresentemente envolvido na natureza. As linhas de evidência física incluem a conclusão científica de que o Universo teve DIÁLOGO 20•3 2008

APRENDA INGLÊS NA INGLATERRA Cursos Gerais em Língua Inglesa 19 jan.-15 maio 2009 01 set. - 15 dez. 2009 25 jan. - 14 maio 2010

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Newbold College, Binfield, Bracknell, Berkshire, RG 42 4AN Inglaterra, Reino Unido. Telefone: 44 1344 407421 Fax: 44 1344 407405 Website: www. newbold.ac.uk Endereço Eletrônico : [email protected]

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Cambriana e as paraconformidades na coluna geológica. Conclui com uma discussão do papel da Sociologia e dos paradigmas científicos para influenciar o modo de os cientistas pensarem e fazerem seu trabalho, e como a questão da existência de Deus é vista pela ciência moderna. Apreciei a leitura do livro. A abordagem de Roth sobre cada tópico começa com uma introdução básica para ajudar o não iniciado a compreender as questões envolvidas, e então prossegue com uma sucinta descrição da evidência. Encontrei pequenos erros de revisão tais como a conversão errônea de Fahrenheit para Celsius (p. 52), ou erros de excessiva simplificação como omitir o RNA dos processos de tradução do DNA em proteínas (p. 83), ou os processos de fusão que ocorrem nas diferentes fases da meiose (p. 105). Porém, em geral, esse livro consiste em reflexões de um cientista experiente, sobre um assunto de grande importância para pessoas bem informadas e interessadas na relação entre fé e ciência. Há muitas citações da literatura científica, incluindo referências recentes. Um assunto que pediria cautela é sobre a ideia de que a complexidade exige design inteligente. De acordo com o livro, ser complicado e ser complexo são duas coisas diferentes. A complexidade irredutível implica em design, mas deve-se ter muito cuidado para não considerar irredutivelmente complexo aquilo que é apenas complicado. Caso contrário, o excelente argumento da complexidade irredutível é diluído em exemplos espúrios que estão ocorrendo na literatura. Resumindo, o livro é um compilador excelente de dados científicos atuais que favorecem a existência de Deus. Precisa estar em sua biblioteca. David Cowles, Ph.D em Biologia pela Universidade da Califórnia, Santa Bárbara. É professor de Biologia na Universidade Walla Walla, Washington, EUA. E-mail: [email protected]

20 Questions God Wants to Ask You: Life-Changing Encounters With the Divine Por Troy Fitzgerald (Nampa, Idaho: Pacific Press Publ. Assn., 2008; 191 p.; brochura). Resenha de Younis S. Masih

Frequentemente, formulamos perguntas a Deus sobre vida, morte, amor, sofrimento, casamento etc. Faz parte da vida cristã. Mas já paramos para pensar que “mais importante do que nossas perguntas para Deus, poderiam 22

ser Suas perguntas para nós”? Foi essa parada, uma longa e profunda pausa, que levou Troy Fitzgerald a refletir sobre algumas perguntas fundamentais que Deus deseja nos fazer. O resultado é uma bela obra, de fácil leitura, desafiando-nos a levar a sério o anseio divino de conversar com cada um de nós. Depois de ler a obra, é possível concordar com o autor: “Talvez o segredo de uma caminhada intensa com Deus resida em nossa resposta às perguntas que Ele faz” (p. 11). Fitzgerald é um escritor cauteloso. Com formação em Teologia, educação e liderança, ele conhece as necessidades dos cristãos em geral e as confronta com um Deus que está profundamente interessado na vida, conduta e destino dos seres humanos. A metodologia escolhida para o livro é o desafio experiencial e o pensamento acadêmico provocativo. Ele reúne 20 perguntas do Antigo e do Novo Testamentos e permite que a Palavra de Deus confronte os cristãos com os reclamos e a graça de um viver bíblico. Perguntas como: “Onde você estava quando os céus foram feitos?”, “Quem você pensa que Eu sou?”, “Onde está seu irmão?”, “O que você tem na mão?”, “Você me ama?”, mexem com questões profundas e íntimas. Cada pergunta é discutida a partir de um ponto de vista bíblico e relacional, seguida por uma seção para reflexão e análise. O cuidadoso emprego das palavras hebraicas e gregas aumenta a base bíblica dos estudos, e o uso de ilustrações mantém a legibilidade e o interesse. Em tudo isso, Fitzgerald não se descuida de enfatizar o desejo de Deus por um relacionamento íntimo com cada ser humano. A compaixão de Deus pelos pecadores, Seu extremo cuidado pelos deprimidos e Sua boa disposição para realizar extraordinários atos de graça na vida comum das pessoas são claramente descritos. Cada capítulo desafia os leitores a confiar em Deus, a despeito dos momentos em que a visão é limitada, em que há obstinação e compreensão restrita diante de tribulações e dificuldades. Uma ideia positiva permeia o livro todo: a plenitude com Cristo só pode ser alcançada mediante o inabalável desejo de ser completo. O autor conclui sua discussão com uma declaração notável: “Deus faz boas perguntas que proporcionam um retrato Seu, bem como Seu plano para nós. Mas as perguntas fazem mais do que retratar a Deus; elas nos oferecem a real oportunidade de nos tornarmos mais próximos dEle como nosso Criador, Salvador e Amigo” (p. 191). O leitor não ficará desapontado tanto em conhecer mais sobre essa oportunidade quanto em partilhar suas bênçãos com os irmãos da igreja ou pesquisadores da verdade. Um bom recurso para o estudo pessoal ou em grupo. Younis S. Masih tem mestrado pelo Adventist International Institute of Advanced Studies. É professor em estudos bíblicos no Fulton College, Ilhas Fiji. E-mail: [email protected] DIÁLOGO 20•3 2008

PRIMEIRA PESSOA O momento e o caminho de Deus Patricia Jones

“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu. [...] Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo” (Eclesiastes 3:1, 11 – ARA). Tinha 14 anos, estava no ensino médio, e minha vida era normal e feliz. Morava na bela ilha de Newfoundland, costa nordeste do Canadá, com uma família de oito irmãos. Um dia, abruptamente, minha vida foi abalada pela morte súbita do meu pai. Ele tinha apenas 40 anos. O futuro parecia sombrio e árido. Meu sonho era me tornar enfermeira. Não apenas enfermeira, mas uma enfermeira em um campo missionário num país distante onde pudesse fundar uma escola de enfermagem, ou talvez um orfanato. Será que meu sonho nunca se tornaria realidade? Como poderia pagar minha educação? Sabia apenas que precisava esperar. Esperar por uma resposta de Deus. A espera me levou a um profundo comprometimento. Após concluir o ensino médio, fui batizada. Um ano mais tarde, deixei a ilha para estudar Enfermagem numa faculdade adventista no Canadá. Depois pedi transferência para uma universidade nos Estados Unidos, onde poderia obter o título de bacharel em Enfermagem. O percurso para conquistar o primeiro diploma universitário foi repleto de desafios, entre eles o financeiro, mas Deus já DIÁLOGO 20•3 2008

havia preparado o caminho. Com um passo de cada vez, vivenciei Sua liderança, e pouco tempo depois, estava recebendo o meu diploma de Enfermagem. Nenhum membro da família estava presente para testemunhar. Por cinco anos, não tinha ido a minha casa, pois ficava a mais de 8 mil quilômetros de distância. Logo, teria minha própria casa, quando me casasse com John, um pastor recém-formado que havia conhecido na faculdade. Pouco tempo depois, meu marido e eu voltamos à universidade. Ele, para continuar sua educação teológica; eu, para fazer um mestrado em Educação.

Tornando-me uma missionária

Poucos meses após John ter começado o estágio ministerial, aceitamos um convite para ser professores na antiga Divisão Extremo-Oriente da Igreja. Meus sonhos estavam agora começando a se concretizar, um de cada vez, todos com orientação e bênçãos de Deus. Contra todas as probabilidades, tornara-me enfermeira, educadora, esposa de um pastor adventista do sétimo dia, e agora uma missionária. Juntos, meu marido e eu, começamos nossa primeira missão internacional como professores na Faculdade Adventista de Hong Kong. O colégio prepararia pessoas para trabalhar na China. A missão exigia treinamento. Começamos a preparação com o estudo do idioma mandarim, a língua comum na China, embora o cantonês fosse o dialeto predominante em Hong Kong. A própria China estava passando por uma tremenda agitação política e social

com a Revolução Cultural. Os primeiros anos de 1960 foram de incertezas. A agitação e a violência no continente se espalharam por Hong Kong. As ruas de comércio e centros de compras dessa colônia britânica, antes pacíficos, de repente se tornaram incontroláveis com protestos políticos e manifestações. A violência foi uma parte inevitável de tais cenas. Foi nesse período em que nossa primeira filha, uma linda menina, nasceu no Hospital Adventista Tsuen Wan. Uma noite depois de visitar a mim e o bebê, John estava dirigindo de casa para a faculdade em Clear Water Bay, quando passou por um caminhão estacionado ao lado da estrada. O motorista gritou de dentro do caminhão em direção à escuridão: Puo-loh! Puo-loh! John começou a decifrar os sons que ouvia e recordou que puo-loh em cantonês é “abacaxi”, gíria para bombas feitas à mão colocadas em diferentes áreas da cidade. Diminuiu a velocidade, parou e olhou a estrada exatamente em frente do carro. Havia uma bomba ativada que estava enterrada e prestes a explodir diante de um impacto. Horas mais tarde, John assistiu à polícia detonando aquela bomba. A evidência da intervenção de Deus para salvar a vida dele foi simples e poderosa. Poderia haver qualquer dúvida de que Deus estava direcionando nossa vida para Seus propósitos? John continuou a estudar a língua chinesa com maior interesse e, usando o mandarim, até ensinou o Novo Testamento em grego para seus estudantes de ministério. Entretanto, um segundo hospital estava em construção em Hong Kong, desta vez na Ilha Victoria. Com dois hospitais adventistas, ficou clara a necessidade de uma escola de enfermagem. Os líderes da missão e da União me pediram para assumir a responsabilidade. A tarefa não era minha, mas de Deus. Como previsto, foi elaborado um programa adventista de treinamento em Enfermagem. Quando saímos de Hong Kong, cinco anos mais tarde, a 23

segunda turma de alunos já havia se graduado na Escola de Enfermagem do Hospital Adventista de Hong Kong.

Estudos de pós-graduação

No final do nosso primeiro trabalho como missionários, estávamos planejando voltar para os EUA. Mas a Igreja colocou um novo desafio: fazermos mais uma pós-graduação e voltarmos para a Ásia para iniciarmos cursos de pós-graduação. Amamos a Ásia e seu povo. Quando existem laços de amor, cada desafio torna-se a oportunidade de Deus. Os estudos de pós-graduação foram agitados, pois estávamos matriculados em regime integral no doutorado.

Diretrizes para os Colaboradores A revista Diálogo Universitário, publicada três vezes por ano em quatro idiomas, é dirigida a adventistas do sétimo dia envolvidos em educação superior, sejam professores ou estudantes e também profissionais e capelães adventistas de todo o mundo. Os editores estão interessados em artigos, entrevistas e reportagens bem redigidos e consistentes com os objetivos da Diálogo, quais sejam: 1. Promover uma fé viva e inteligente. 2. Aprofundar o compromisso com Cristo, a Bíblia e a Missão Global Adventista. 3. Elaborar abordagens bíblicas para assuntos contemporâneos. 4. Apresentar ideias e modelos de serviço cristão e evangelismo. A Diálogo habitualmente pauta artigos, entrevistas e reportagens para autores específicos com fins editoriais. Eles são solicitados a (a) examinar as edições prévias de nossa revista; (b) considerar cuidadosamente estas diretrizes, e (c) apresentar um resumo da matéria e sua experiência pessoal antes de elaborar o artigo proposto. Trabalhos não solicitados não serão devolvidos. Veja nosso site: http://dialogue.adventist.org

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Mudanças no apoio financeiro e o nascimento de nossa segunda filha acrescentaram novos desafios. As sinalizações na estrada para o futuro não eram claras, mas ao mesmo tempo, sabia que Deus iria revelá-las uma de cada vez. Sua graça e força são suficientes para o desafio do momento. Completamos os estudos e, no primeiro dia do ano de 1979, já estávamos nas Filipinas, onde ajudamos a expandir a Faculdade de Teologia e Escola de Graduação, localizada no novo campus da Faculdade Philippine Union em Silang, Cavite. Os cursos atraíram brilhantes estudantes de vastos territórios, de ricas culturas daquela região e mesmo de lugares tão distantes como a África. À época, vivenciei outro desafio: a necessidade de um programa de pósgraduação em Enfermagem a fim de preparar professores e líderes para as muitas instituições adventistas de saúde e escolas de enfermagem em todo o Extremo-Oriente. Estudantes da Tailândia, Indonésia, Coreia e Filipinas se inscreveram no novo programa. Ensinar um grupo tão diversificado de estudantes altamente motivados em um contexto culturalmente rico foi significativo e gratificante.

Expansão do ministério

Dez anos mais tarde, enfrentamos um desafio diferente. Nossa primeira filha ingressaria na universidade; a segunda filha, no ensino médio. Naquele momento, a prioridade era o que minhas filhas precisavam, e então voltamos para os Estados Unidos. Quando retornamos, houve uma discussão sobre a possibilidade de um projeto para a China patrocinado conjuntamente pela Igreja Adventista do Sétimo Dia e por um empresário de Hong Kong. O Centro Médico da Universidade de Loma Linda iria supervisionar a construção de uma moderna unidade médica na China – o Hospital Sir Run Run Shaw. Só a possibilidade de tal projeto era emocionante, ainda que estivéssemos deixando a Ásia e

eu não tivesse ideia de como poderia estar envolvida. Vinte anos depois da Revolução Cultural e de nossa estada em Hong Kong, uma porta estava se abrindo para a presença de obreiros cristãos na China! Retornamos aos Estados Unidos e me tornei docente da Universidade de Loma Linda. O projeto do hospital foi adiante e logo houve a necessidade de enfermeiros líderes para irem à China a fim de trabalhar ao lado de enfermeiros chineses quando o hospital fosse aberto. Uma aluna que estava se formando na faculdade de Enfermagem decidiu ir quando terminasse os seus estudos. Era a pessoa certa para o desafio, não só como profissional modelo, mas também em seu amor a Deus. Mais de um dos enfermeiros do novo hospital se interessaram pelo cristianismo. O ministério global da Universidade de Loma Linda logo se voltou a outra área. Durante anos, a Faculdade de Enfermagem da Universidade de Loma Linda (LLUSN) recebeu pedidos de todo o mundo para bolsas de estudo com o objetivo de preparar professores para as instituições educacionais em outros países. A faculdade respondeu, oferecendo uma ou duas bolsas por vez. Algumas vezes, os estudantes lutavam com o inglês e levavam até três anos para concluir um mestrado. O nosso ministério global ficou, assim, limitado, mas então Deus nos inspirou de outra forma. A escassez mundial de enfermeiros e docentes de Enfermagem exigiu uma abordagem diferente. Se podíamos trazer estudantes para Loma Linda, por que não levar os programas de pós-graduação da LLUSN para o mundo? Assim, nasceu um novo desafio. Um programa de pós-graduação fora do campus foi desenvolvido. Doadores visionários providenciaram o suporte financeiro. O primeiro programa internacional de Mestrado em Enfermagem, fora do campus, foi lançado em 2005 Continua na p. 31 DIÁLOGO 20•3 2008

LOGOS Oferta sem mácula Gerry D. Karst

“Quando olho para mim mesmo, não vejo como posso ser salvo; mas quando olho para Jesus, não vejo como posso me perder.” O ditado, atribuído a Martinho Lutero, resume bem a grandeza do evangelho. Vamos começar pelo que somos. Paulo nos diz que “todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).* Sou pecador, incapaz de agradar a Deus. Separado dEle, sou culpado. Sou um exemplo de total depravação, uma fonte de corrupção. Por mim mesmo, sou um desastre. Então como alcançarei o Céu e viverei na presença do Deus santo, sendo que estou moral e espiritualmente falido?

O ideal de Deus para Seus seguidores

O padrão que Deus estabeleceu para o Seu povo é alto, claro e específico: “Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito vosso Pai, que está nos Céus” (Mateus 5:48). Será que Deus realmente deseja isso? Paulo, escrevendo aos Efésios, falou do desejo de Cristo para a Igreja: “Para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Efésios 5:27). Sem rugas ou defeitos de qualquer espécie. Essa é a vontade de Deus. Parece impossível? Como posso alcançar esses requisitos para ser salvo e depois permanecer salvo? Como alcançar um desses padrões? DIÁLOGO 20•3 2008

Humanamente falando, não há maneira de satisfazer essas exigências. Mas sabemos que Deus é justo. Ele não criaria um padrão impossível. A boa notícia é que há um caminho. Apocalipse 7:9 oferece este maravilhoso incentivo: “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos, e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas, e com palmas nas suas mãos.” Essa imagem do futuro é animadora, pois uma multidão de pessoas a qual ninguém pode contar está lá, vestida de branco puro, sem nenhuma mácula. Todos encontraram o caminho.

Há um caminho

Jesus disse: “Eu sou o caminho” (João 14:6). Isso é simples, profundo e emocionante. Jesus é o caminho. A justiça que vem da Sua gratuita graça proporciona-nos o caminho. Mas essa justiça não é a nossa justiça, a partir de nossas boas obras. Bebendo leite de soja, rejeitando à TV, apoiando atividades da igreja, distribuindo literatura, dando estudos bíblicos, toda essa justiça jamais terá sucesso diante de Deus. A melhor justiça que podemos produzir por nós mesmos não passa de “trapos de imundície” (Isaías 64:6). Quando nos referimos à graça gratuita de Deus, não estamos falando de graça barata que não exige obediência. Na verdade, a graça divina é a mais cara graça que se pode imaginar, porque custou a Deus a vida de Seu Filho. Jesus é o Caminho, e cada um tem que compreender essa verdade. Pessoas religiosas, que têm enfatizado

o comportamento, a obediência, a lei, os padrões, precisam conhecer a verdade. Os chamados cristãos que não têm alegria ou garantia na vida espiritual precisam conhecer a verdade. As pessoas que confiam no seu próprio sucesso precisam conhecer a verdade. Os adventistas que se sentem culpados, sobrecarregados, condenados e desgastados precisam conhecer a verdade. E se você acha que nunca poderá atender aos padrões, precisa conhecer e compreender o significado das palavras “Eu sou o caminho!” Porque Jesus é o caminho, posso ser aceito enquanto Ele estiver me tornando aceitável. Posso ser perfeito, enquanto Ele estiver me aperfeiçoando. Posso estar preparado, enquanto Ele estiver me preparando. Posso com prazer concordar com Lutero ao afirmar: “Quando olho para mim mesmo, não vejo como posso ser salvo, mas quando olho para Jesus, não vejo como posso me perder.” Em 21 de maio de 1946, Louis Slotin e outros sete homens estavam fazendo uma perigosa experiência em Los Alamos, Novo México. Estavam trabalhando com peças de plutônio, que produz radioatividade mortal quando muitas delas são colocadas juntas. Durante o experimento, as peças foram acidentalmente colocadas muito próximas, e uma grande onda de radioatividade encheu o quarto. Slotin se moveu imediatamente. Com suas mãos desprotegidas, puxou as peças radioativas separando-as, mas, ao fazê-lo, ele se expôs a uma enorme dose de radiação. Vários dias depois, ele morreu. Os outros sete sobreviveram. Jesus desceu a este perigoso e mortal laboratório chamado Terra. Na cruz, lançou-se no explosivo e destrutivo poder do pecado, cobrindo-o com o Seu próprio corpo, de tal forma que pudéssemos fugir e viver. Sua morte salvou nossa vida.

Oferta perfeita

Pense nos serviços do santuário no 25

Antigo Testamento. Uma pessoa do povo de Deus foi condenada por um pecado e foi ao santuário com uma oferta diretamente a Deus. Ele instruiu o indivíduo a ser a oferta ou a levar a oferta? Deus exigiu que o ofertante ou a oferta fosse “sem mácula”? De quem a vida foi tirada para pagar o preço do quebrantamento da lei de Deus, foi a do pecador ou a do cordeiro? Foi o pecador justificado, limpo, reconciliado com Deus por ser o tipo correto de ofertante ou por levar a forma correta de oferta? Olhe novamente para o serviço no santuário. Você vê o sacerdote examinando o cordeiro para ter a certeza de que é uma oferta sem defeito? Vê o pecador arrependido colocando suas mãos sobre a cabeça da oferta e confessando seus pecados, transferindo-os assim ao inocente e perfeito cordeiro? Percebe que é a vida do cordeiro que é tomada e o sangue do cordeiro que é levado para o santuário para fazer expiação e reconciliação pelo pecador? Sobre a natureza da oferta, em Levítico 22:19-21 está escrito: “Segundo a sua vontade, oferecerá macho sem mancha, das vacas, dos

Atenção, profissionais adventistas! Se você possui e-mail e um diploma universitário em qualquer campo acadêmico ou profissional, nós o convidamos para fazer parte da Rede de Profissionais Adventistas (RPA). Patrocinado pela Igreja Adventista, esse registro global eletrônico assiste instituições e agências participantes a fim de localizar candidatos para posições no ensino, administração, área de saúde e pesquisa, e consultores especializados e voluntários para tarefas missionárias breves. Coloque gratuitamente sua informação profissional diretamente no website da RPA: http://apn.adventist.org. Anime outros profissionais adventistas a registrar-se!

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cordeiros, ou das cabras. Nenhuma coisa em que haja defeito oferecereis, porque não seria aceita a vosso favor.” Uma oferta sem mácula. Em oposição a este ponto de referência, eu olho para mim mesmo. Sou deficiente. Não importa o quanto tente ser “sem mancha”, nunca poderei ser suficientemente bom para ser a oferta. Mas preciso buscar em outra fonte.

Cristo – o único sem mácula

Precisamos olhar para Cristo. Ele é o nosso exemplo de como viver, mas necessitamos de algo mais que um exemplo quando nos referimos à salvação. Precisamos de um sacrifício, e Cristo – o único sem mácula – é nosso sacrifício. Ao morrer por nossos pecados, Ele se tornou nosso substituto, nosso Salvador. Portanto Lutero pôde dizer com segurança: “Quando eu olho para Jesus não vejo como posso me perder.” Isso significa que as minhas “obras” não contam? Significa que o meu crescimento espiritual e santificação não significam nada? A minha obediência não vale nada? O meu esforço para alcançar a salvação não faz nenhuma diferença para Deus? Absolutamente, faz. Faz como o “fruto” da minha salvação pela fé em Jesus Cristo, a oferta da própria provisão de Deus. Mas não é a “raiz”. O que faço em amorosa obediência ao que provê a oferta aceitável é a prova ou fruto da minha experiência de salvação.

Conclusão

Não somos a oferta. Não podemos ser a oferta. Trazemos uma oferta, que é o imaculado Cordeiro de Deus. Conta-se a história de uma escultura de um cordeiro no telhado de uma igreja na Alemanha. Quando a igreja estava sendo construída, um dos trabalhadores caiu do telhado. Seus amigos desceram rapidamente, com a expectativa de encontrá-lo morto, mas ele estava praticamente ileso. Um cordeiro estava pastando abaixo, e ele

caiu sobre o animal, esmagando-o. Ele ficou tão grato que esculpiu um cordeiro em uma pedra como um memorial do sacrifício do cordeiro que salvou a sua vida. Jesus, o Cordeiro de Deus, morreu na cruz para salvar a você e a mim. Podemos experimentar a alegria e a liberdade da salvação se nos achegarmos a Deus em nome daquela oferta – a oferta “sem mácula” –, em nome de Jesus por quem somos declarados justos através da fé. * Todas as citações bíblicas são da Versão Almeida e Corrigida. Nota do autor: Ao escrever este artigo, sintome agradecido pela recente obra de Philip Dunham, Sure Salvation (Nampa, Idaho: Publicadora Pacific Press, 2007). Utilizada com permissão.

Gerry D. Karst (Mestre pela Universidade Andrews) é vice-presidente geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia e o diretor-administrativo da Universidade Andrews. E-mail: [email protected]

Ciência

Continuação da p. 10 6. I. Newton, 1686, 1934. “Mathematical Principles of Natural Philosophy and His System of the World.” Traduzido para o inglês por Andrew Motte em 1729. Tradução revisada por Florian Cajori. (Berkeley, Los Angeles: Publicadora da Universidade da Califórnia ), p. 544. 7. Citado em: O. Gingerich. “Dare a Scientist Believe in Design?” Bulletin of the Boston Theological Institute 3, 2:4-5, 2004. 8. R. Lewontin. “Billions and Billions of Demons”. New York Review of Books 4, 1:2832, 1997. 9. S. C.Todd. “A View From Kansas on thatEvolution Debate”, Nature 401 (1999):423. 10. Para discussões adicionais, veja o livro recente do autor : A. A. Roth. Science Discovers God: Seven Convincing Lines of Evidence for His Existence. Hagerstown, MD: Publicadora Autumn House , 2008. 11. E. J. Larson and L. Witham. “Scientists Are Still Keeping the Faith”, Nature 386 (1997):435-436.

DIÁLOGO 20•3 2008

EM AÇÃO

Estudiosos compartilham com participantes da conferência suas experiências de união entre fé e integridade intelectual.

Conferência na Inglaterra: doutores em busca da fé A conferência internacional interdisciplinar “Gloria Patri: ‘Pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos’” foi realizada de 26 a 29 de junho, em 2008, na Associação Wyboston Lakes, Inglaterra. O evento atraiu 70 intelectuais, incluindo 36 estudantes de 11 países. A maioria dos estudantes apresentou pesquisas nas áreas de Ciências, Teologia, Filosofia, Psicologia, Direito e Medicina. Vindos principalmente de universidades públicas, os estudantes apreciaram a oportunidade que a conferência proporcionou para a livre discussão de pontos de vista, sem comprometer a fé ou a integridade intelectual. A conferência focalizou o discurso de Paulo aos atenienses (Atos 17:1634): “Pois nEle vivemos, e nos movemos, e existimos.” O discurso inaugural examinou os caminhos pelos quais os cristãos podem enaltecer o Deus da criação por meio de várias disciplinas acadêmicas. Os cristãos são chamados a enaltecer o Criador e a procurar eviDIÁLOGO 20•3 2008

dências dEle em Sua criação. A mensagem de Paulo sobre um Deus que não apenas criou e intervém na história humana, mas que também considera a humanidade responsável por suas ações, era completamente estranha à sua audiência. Os epicureus atacavam o conceito da intervenção divina, enquanto os estoicos criam num poder superior impessoal semelhante ao destino. Tal atitude de indiferença ou ignorância com respeito ao Deus da criação, sendo ambas parte da vida ateniense, não é diferente da atitude dos chamados intelectuais da atualidade. Daí a conferência concentrar-se em como os adventistas eruditos podem manter seu compromisso com o Deus da Bíblia e ao mesmo tempo buscar carreiras intelectuais. A conferência teve três objetivos: iniciar um evangelismo intelectual entre pessoas de cultura elevada que não frequentam uma igreja; dar suporte, acompanhamento e assistên-

cia espiritual a estudantes cristãos, especialmente àqueles que estudam em universidades não cristãs; e encorajar o estudo interdisciplinar e pesquisas nos mais altos padrões com bases cristãs. Niels-Erik Andreasen, presidente da Universidade Andrews, apresentou três fatores que dão coerência à interligação fé-razão: “(1) Somos chamados a adorar a Deus com nossa mente: o saber é um privilégio e uma obrigação; (2) O que compartilhamos uns com os outros deveria ser afirmação da fé, inspiração; (3) Na cultura atual, nosso adversário é a descrença; os adventistas necessitam fortalecer a apologética em defesa do teísmo cristão de Niceia.” Para Andreasen, a conferência foi “como um encontro campal para eruditos. O conteúdo é variado de modo que diferentes tipos de pessoas encontram interesses e bênçãos. É uma conferência adventista que envolve mente e coração.” Também houve a preocupação com a necessidade de a Igreja discutir a questão de como relacionar-se com os membros que possuem educação elevada. Frequentemente tais membros saem pela porta – não apenas pela porta do rol de membros da igreja, mas do próprio cristianismo. Victor Pilmoor, tesoureiro da Associação Britânica, resumiu a situação ao descrever o relacionamento de uma igreja adventista local com uma determinada universidade proeminente. Ele notou que existe um abismo entre a comunidade simples e os que vestem a toga acadêmica. Desconfortáveis com a perspectiva de terem que responder a perguntas difíceis e não convencionais, as igrejas se tornam, em geral, locais não amistosos a membros e visitantes de elevada educação acadêmica. Os sentimentos de intimidação e o medo de interagir, com aqueles que imaginam ser superiores nas diferentes áreas do conhecimento, podem se tornar um obstáculo para receber tais pessoas. Para ajudar a corrigir este problema não é preciso simplesmente um grande investimento financeiro em progra27

mas exuberantes, mas, sim, permitir a tais pessoas que tenham um espaço na igreja. Elas querem contribuir com algo de si para uma causa e, com certeza, irão aonde lhes seja possível ir. Criarão um pouco de agitação? Sim. Cometerão erros ao longo do caminho? Sim. Provocarão algumas revoluções por serem contrárias à organização e estão apenas esperando que a geração dos mais velhos morra? Não. Cada um dos bons estudiosos sabe que nos apoiamos nos ombros dos gigantes, e somente por nos apoiarmos em tais ombros é que somos capazes de ver mais claramente nosso caminho para o futuro. A próxima conferência será realizada neste ano, de 4 a 8 de junho, no Colégio Newbold, Bracknell, Reino Unido. Inscrições de trabalhos para o “Gloria Patri: As Responsabilidades da Erudição Cristã” podem ser feitas no endereço eletrônico http://gloriapatria2009.blogspot.com. O propósito da próxima conferência é discutir caminhos pelos quais a visão mundial cristã pode exercer impacto nas disciplinas. A conferência irá explorar: (1) a interação histórica do cristianismo com a ciência e área de humanas; (2) métodos para gerar uma interação positiva e diálogo entre cristianismo e disciplinas, e (3) os caminhos pelos quais o diálogo e a pesquisa interdisciplinar com bases cristãs podem de forma prática causar impacto nas disciplinas. Karen K. Abrahamson é editora administrativa da University Seminary Studies na Universidade Andrews, em Berrien Springs, Michigan. É membro adjunto do corpo docente da Faculdade Florida Hospital de Ciências da Saúde em Orlando, Flórida. Email: [email protected] Kathleen M. Demsky (M.L.S., Universidade de Indiana, Bloomington) é coordenadora da Faculdade de Arquitetura da Universidade Andrews. 28

Faculdade na Romênia sedia Congresso Internacional Com o lema “Aquecendo”, o 4º Congresso Internacional da Comissão de Apoio a Universitarios e Profissionais Adventistas (Caupa) da Divisão Euro-Africana foi realizado no campus do Instituto Adventista Teológico, Cernica, próximo a Bucareste, de 25 a 28 de setembro, em 2008. Estudantes universitários adventistas de todas as partes da Romênia e de outras localidades se reuniram para participar de três dias de confraternização que incluiuram estudos da Bíblia, apresentação de pesquisas sobre o aquecimento global e discussão sobre os desafios do compromisso com a missão. O programa oficial começou com música inspiradora e um relatório desafiador sobre aquecimento global com videoclipes selecionados. Antonio Cremades, ex-diretor da sede latina do Instituto de Pesquisa de Geociência e atual diretor de Educação da União Espanhola, falou sobre o tema “O

valor da natureza para os cristãos”. A apresentação marcou o tom do congresso, e os convidados se concentraram na questão do aquecimento global. Como foi mencionado, a natureza ocupa uma parte muito especial no plano de Deus para a educação e para contribuir com o bom relacionamento com Ele, sendo por isso tão importante respeitar e proteger o meio ambiente. Se tivesse de escolher uma palavra para definir as atividades do segundo dia, “novo” seria a palavra. Novas palestras e workshops, novas ideias, amigos, viagens a pontos turísticos. A atividade mais especial do dia foi o passeio em Bucareste. Um dia não é suficiente para conhecer uma cidade, portanto os organizadores do congresso escolheram apenas dois dos mais famosos monumentos de Bucareste para despertar o desejo dos participantes na próxima visita – à Vila Museu e ao Palácio do Parlamento. DIÁLOGO 20•3 2008

versidades públicas, escolas de ensino médio e fundamental, bem como nas cidades e vilarejos. Essa é realmente a missão da Caupa. Os relatórios foram todos sobre o aquecimento da vida espiritual, com Jesus. O congresso foi encerrado com uma música que conquistou o coração dos estudantes e os ajudou a expressar seu compromisso com a missão. A música, escrita especialmente para essa ocasião, será incluída no novo hinário do Ministério Jovem Adventista Internacional.

Acima: Dr. Roberto Bandenas, diretor de Educação da Divisão Euro-Africana, apresenta palestra. Esquerda: Visão parcial do público presente ao Congresso da Caupa, realizado no Instituto Teológico Adventista, Cernica, próximo a Bucareste, Romênia.

Em relação às palestras, discussões importantes sobre a questão do aquecimento global trouxeram duas novas perspectivas sobre o assunto. Jacques Sauvagnat, diretor da Sede Europeia do Instituto de Pesquisa em Geociência, falou que aguardar por uma Nova Terra também inclui cuidar da que temos agora. Somos, com certeza, os mordomos da criação de Deus. Samuel Soret, professor associado e presidente do Departamento de Meio Ambiente e Saúde Ocupacional da Universidade de Loma Linda, desafiou a audiência com novas ideias e conselhos a respeito de como colocar em prática as teorias ecológicas. Como podemos praticar um evangelismo “verde”? E que tal uma igreja amiga da ecologia? O sábado foi uma festa de música, adoração, confraternização, seminários e workshops. Cindy Tutsch, diretor associado do E. G. White Estate, e Hans Gerhardt, reitor da Universidade Friedensau, foram os principais palestrantes do dia. O que Ellen White tem a dizer sobre ecologia? Qual a relação entre o que DIÁLOGO 20•3 2008

comemos e o aquecimento global? É o aquecimento global um sinal dos tempos? Um congresso de estudantes é uma ocasião de interação. Este não foi diferente. Após dois dias e meio de palestras, os participantes tiveram a oportunidade de fazer perguntas, apresentar seus pontos de vista e compartilhar sua visão. O debate foi interrompido pela visita surpresa do prefeito de Bucareste, Sorin Oprescu, que expressou sua satisfação e apreciação pelo campus e especialmente pelo tema do congresso. A visita marcou o dia, e foi noticiada pela imprensa. No domingo, o congresso ofereceu uma palestra sobre consumo consciente. Como comprar eticamente? Michael Pearson, professor de Ética e vice-presidente do Colégio Newbold, falou sobre o consumo consciente para desafiar os estudantes a pensarem um pouco mais antes de comprar. Antes de cada reunião, os estudantes apresentaram relatórios sobre como as diferentes sedes da Caupa implementaram sua missão em uni-

Cristina Neagu é a autora deste artigo. E-mail: [email protected] Visite http://amicus.euroafrica.org para assistir aos vídeos do seminário, relatórios conclusivos ou baixar os hinos do congresso e os relatórios de ideias dos estudantes. www. euroafrica.org/index.cgi.

Envie-nos o relatório de seu grupo Os líderes das associações de estudantes universitários adventistas são convidados a enviarem um breve relatório das atividades de seu grupo e uma ou duas fotos digitais para publicação na revista Diálogo. Inclua toda informação relevante a respeito do grupo de estudantes, descrevendo suas atividades principais, desafios, planos e também mencionando o nome, cargo e e-mail do autor do relatório. As informações deverão ser encaminhadas a Susana Schulz ([email protected] adventist.org). Obrigado!

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Finis

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feira. Foi o sábado mais agradável que tivemos. Deus resolveu tudo. ■ Que lição de vida vocês aprenderam? Humildade. Há tantas culturas diferentes em nosso mundo e todas têm algo especial. Minha cultura não é melhor porque me pertence ou porque tenha mais dinheiro. Minha cultura é apenas outra cultura. Aprendi que não devemos julgar outras culturas como boas ou ruins, mas devemos vê-las como diferentes. ■ Você pode servir a Deus no lugar onde se encontra, com pessoas de sua própria cultura e valores, tendo parentes e amigos por perto. Pesando os prós e os contras de sua experiência, valeu o sacrifício de servir a Deus em terras tão distantes e diferentes da sua?

O sacrifício é apenas um dos lados da moeda. O outro lado mostra todas as bênçãos que recebemos constantemente. Respeito, solidariedade, amor e amizade estão num só pacote. Ficaríamos muito felizes em voltar a viver e trabalhar nas terras distantes, onde tivemos a oportunidade servir a Deus. Lorena Mayer tem Mestrado em Comunicação Internacional pela Universidade de Southern Queensland, Austrália. Escreve de Genebra Suiça e trabalha numa das unidades do sistema de agências especializadas das Nações Unidas. E-mail: [email protected] com E-mail de Arturo Finis: [email protected]

Irmãos Matainaho Continuação da p. 17

para melhorar antídotos para a sua picada. Também estou envolvido com a política de desenvolvimento para a medicina tradicional. O foco sobre a biodiversidade para a saúde tem acrescentado enorme interesse para a conservação dos recursos e destacado claramente a necessidade de articular o global com questões comunitárias relacionadas à utilização e gestão do ambiente, incluindo o impacto das alterações climáticas. Algumas de nossas pesquisas são financiadas pelo United States National Institutes of Health, National Cancer Institute, e OMS, e estou envolvido em projetos multinacionais de investigação farmacológicas. Estou particularmente interessado na compreensão do ambiente e dos benefícios oferecidos pela biodiversidade, sem exploração predatória. Creio que a gestão do ambiente foi confiada a nós pelo Criador. Para apoiar a educação adventista, sirvo no Conselho Universitário da

Assinatura gratuita para a biblioteca de sua faculdade ou universidade! Deseja ver a Diálogo disponível na biblioteca de sua faculdade ou universidade, de modo que seus amigos não adventistas possam ter acesso à revista? Procure o bibliotecário e sugira que solicite uma assinatura gratuita, usando papel timbrado da instituição. Cuidaremos do resto! As cartas devem ser endereçadas a: Dialogue Editor-in-Chief; 12501 Old Columbia Pike; Silver Spring, MD 209046600; EUA.

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Universidade Adventista do Pacífico. Sou também ativo na minha igreja local. Recentemente, tenho escrito sobre o tema da Criação, e como os princípios de sucesso são ilustrados pelo dia da Criação. Mas gostaria de encontrar um caminho para estar ainda mais envolvido com a educação adventista. Lisa M. Beardsley (Ph.D, Universidade do Havaí em Manoa) é editora-chefe da Diálogo e diretora-associada de Educação da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Silver Spring, Maryland, EUA. E-mail: [email protected] Fifaia T. Matainaho (Ph.D, Universidade Vanderbilt, EUA). E-mails: [email protected] ac.pg, [email protected] Teatulohi K. Matainaho (Ph. D, Universidade de Queensland, Brisbane, Austrália). E-mail: Lohi. [email protected]

Momento de Deus Continuação da p. 27

com quase 50 estudantes de 24 países. A maioria veio de instituições adventistas, e alguns admitidos foram de países onde a Igreja esteve presente, mas não estava mais. Oito estudantes eram provenientes da China. Metade do total do grupo assistiu às aulas na Tailândia; a outra metade, na Argentina e na África do Sul. A instrução era a mesma que na LLUSN. Um rico intercâmbio cultural entre alunos e professores reforçou a experiência educacional de todos. Por meio do modelo dos valores cristãos e da integração da fé e da aprendizagem, os alunos observaram o cristianismo em ação. Descobrimos que os programas de mestrado não eram suficientes. Um número crescente de universiDIÁLOGO 20•3 2008

dades adventistas em todo o mundo estava aumentando os programas de pós-graduação por si mesmas, para manter um corpo docente qualificado e ajudar a satisfazer as necessidades do seu próprio país. Em instituições que oferecem um curso de mestrado é necessário que os professores estejam preparados com o grau de doutorado. É difícil para faculdades adventistas de muitos países iniciar programas de doutorado. A LLUSN oferece um Ph.D em Enfermagem, mas, atualmente, é necessário que os alunos que vêm ao campus principal, por um período de quatro a cinco anos, estudem em menos tempo e prossigam com as funções docentes em seu país de origem. Além disso, são necessárias bolsas de estudo. Este é o próximo desafio missionário a conquistar. Um desafio que Deus vai resolver a Sua maneira, em Seu próprio tempo, um passo de cada vez. Tudo que Ele precisa é de instrumentos humanos que procurem fazer a Sua vontade e seguir o Seu caminho. Nessa busca, encontrei a minha alegria. De uma menina adolescente, chocada pela morte prematura do pai e atormentada por um futuro que parecia obscuro e incerto, me tornei uma pessoa que tem visto a vida em toda a sua tragédia e triunfo, incerteza e plenitude de alegria. O caminho foi pavimentado e preparado por Aquele que disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Tudo o que precisei fazer foi colocar meus sonhos, esperanças e minha vida nEle. Deus nunca falha.

Diálogo on-line Agora você pode ler on-line os melhores artigos e entrevistas das edições passadas da Diálogo. Visite nosso website:

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Patricia S. Jones é Ph.D pela Universidade Vanderbilt. É professora de Enfermagem e diretora do Instituto Internacional de Enfermagem na Universidade de Loma Linda, Califórnia. Também é diretora-associada do Ministério da Saúde na Conferência Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, Silver Spring, Maryland, EUA. E-mail: [email protected] 31

ÍNDICE Diálogo Universitário Vols. 16-20 (2004-2008) 19:3 não foi publicada Por autor:

Abrahamson, Karen K. “Conferência na Inglaterra: doutores em busca da fé,” 20:3 (2008), p. 27. Adams, Roy. “A ternura de Seu amor,” 20:2 (2008), p. 17. Adjapong, Erik. “Estudantes adventistas ganenses organizam conferências bíblicas,” 18:3 (2006), p. 29. Agyemang, Richard e Lydia Oppong. “Estudantes ganenses testam novas formas de ministério no campus,” 20:2 (2008), p. 31. Almocera, Reuel U. “Portas fechadas ou abertas?,” 16:2 (2004), p. 34. Alves, Charlise. “Estudantes se encontram no Brasil para aprender e compartilhar,” 18:3 (2006), p. 28. Amaral, Fabiana, Irineo Koch, e Erton Köhler. “Avanços no Brasil,” 16:3 (2004), p. 34. ___. “Universitários assistem simpósio no Brasil,” 16:1 (2004), p. 21. Andersson, Audrey. “Eva-Charlotte Roslin.” 17:3 (2005), p. 18. Andreasen, Niels-Erik. “Eu sei em quem tenho crido,” 16:2 (2004), p. 15. Aranda Fraga, Fernando. “Amores que matan (Núñez),” 16:1 (2004), p. 26. ___. “El proceso pedagógico: ¿Agonía o resurgimiento? (Smith),” 17:1 (2005), p. 29. Ashton, John F. “Os sombrios segredos do álcool,” 17:2 (2005), p. 28. Associação Geral. “Declaração adventista sobre homossexualidade e união entre pessoas do mesmo sexo,” 19:1 (2007), p. 30. ___. “Filosofia adventista da música,” 18:2 (2006), p. 30. ___. “Os Adventistas do Sétimo Dia e a Investigação Sistemática,” 16:3 (2004), p. 26. Autor desconhecido. “A gaiola,” 16:1 (2004), p. 35. ___. “A tarefa” 17:1 (2005), p. 35. ___. “Deus sempre responde às orações,” 19:1 (2007), p. 35. ___. “O alvo,” 17:3 (2005), p. 35. ___. “O retrato,” 18:1 (2006), p. 35. ___. “Retorno ao fabricante,” 20:1(2007). P. 35. ___. “Uma igreja receptiva?,” 16:1 (2004) p. 25. ___. “Vencendo as tentações da internet,” 19:2 (2007), p. 34. Bacchiocchi, Samuele. “Apaxionado pela Paixão,” 16:2 (2004), p. 22. Badenas, Roberto. “Congresso do CAUPA na Itália,” 18:1 (2006), p. 26. ___. “Cristología: Descubriendo al Maestro (Núñez),” 19:2 (2007), p. 23. ___. “Jordi Baget,” 19:2 (2007), p. 18 e inserção. ___. “Rafael Falcó Güell,” 18:2 (2006), p. 18 e inserção.

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___. “The essential Jesus (Ball e Johnsson),” 16:2 (2004), p. 28. Baldwin, John T. “The big argument:Does God exist? (Ashton e Westacott),” 19:1 (2007), p. 32. Barbosa, Henrianne. “Eunice Michiles,” 20:1 (2008), p. 20. Batten, Nicole. “Duane Maynard Cady,” 18:1 (2006), p. 22. ___. “Jaime Jorge,” 17:1 (2005), p. 20. Beardsley, Lisa M. “Críticos culturais,” 20:2 (2008), p. 3. ___. “Fiaia Matainaho e Teatulohi Matainaho,” 20:3 (2008), p. 15. ___. “Rainbow over hell: The death-row deliverance of a World War II assassin (Mohri),” 20:1 (2008), p. 23. ___. “Visão melhor para o corpo de Cristo,” 19:2 (2007), p. 20. Becerra, Enrique. “El culto que agrada a Dios: criterios revelados acerca de la adoración (Plenc),” 20:2 (2008), p. 23. Belvedere, Daniel. “Como abordar uma testemunha de Jeová,” 18:2 (2006), p. 32. Bingham, Maxine e Ron. “O Código da Vinci: fato ou ficção?,” 18:2 (2006), p. 24. Bocaneanu, Sara. “Steliana Sandu,” 16:1 (2004), p. 14. Boskovic, Danilo. “Creio em um Deus Criador” 19:1 (2007), p. 22. Boyle, Patrick J. “Islam in the post 9/11 world (Schantz),” 16:3 (2004), p. 29. Brand, Leonard. “Ellen White e seus críticos,” 17:2 (2005), p. 24. ___ e Ernest Schwab. “O arco-íris está em sua cabeça,” 18:2 (2006), p. 11. Brito, Azenilto G. “Cristãos em busca do êxtase (Dorneles),” 17:1 (2005), p. 28. Burdick, Gary. “Ciência e projeto: perspectiva de um físico,” 20:3 (2008), p. 5. Burt, Merlin D. “Ellen White e a saúde mental,” 20:3 (2008), p. 11. Cairus, Aecio E. “A Trindade: como entender os mistérios da pessoa de Deus na Bíblia e na história do cristianismo (Whidden, Moon, e Reeve),” 17:2 (2005), p. 30. ___. “Beber um pouco de vinho?,” 19:2 (2007), p. 29. ___. “E. J. Waggoner: From the physician of good news to the agent of Division (Whidden),” 20:3 (2008), p. 20. Carballo, Benjamin e Arturo King. “Mentes comprometidas – corações dispostos,” 17:3 (2005), p. 23. Carbonell, Nancy J. “El poder terapéutico del perdón (Pereyra),” 18:1 (2006), p. 30. ___. “Sea feliz: Cómo vencer la depresión y contro-

lar la ansiedad (Pereyra e Mussi),” 19:2 (2007), p. 22. Castro, Ausberto. “Em busca da verdadeira luz,” 18:1 (2006), p. 33. Caviness, Linda. “A ligação mente-corpo: algumas descobertas recentes,” 16:2 (2004), p. 11. Ceballos, Mario. “Seja como Daniel!”, 20:3 (2008), p. 3 Chartier, Gary. “O cristão nos negócios: além da honestidade,” 17:1 (2005), p. 5. Ching, Kathy. “Elaine Kennedy,” 16:2 (2004), p. 20. Cooper, Lowell C. “O evangelho – o poder de Deus,” 20:2 (2008), p. 25. Coralie, Alain Gerard. “ACTS: enriquecendo o louvor e a adoração,” 20:2 (2008), p. 27. Cotro, Hugo A. “Os cristãos e as eleições políticas,” 18:2 (2006), p. 17. Cowles, David. “Science discovers God: Seven convincing lines of evidence for His existence (Roth),” 20:3 (2008), p. 21. Damsteegt, Joelle. “Congresso Geral da Juventude motiva jovens a pregar o evangelho,” 19:1 (2007), p. 26. Davidson Schafer, Rahel. “Integrando fé e ciência,” 16:1 (2004), p. 18. Denk, Daniel. “Paulo fala à universidade,” 18:3 (2006), p. 35. Donkor, Kwabena. “The battle for the Bible (Marshall),” 17:2 (2005), p. 31. Douglass, Herbert E. “Calamidades naturais: atos de Deus ou de Satanás?,” 18:1 (2006), p. 18. Doward, Jan S. “No tempo certo de Deus,” 16:1 (2004), p. 32. Duerksen, Dick. “Onde a esperança se concretiza,” 19:2 (2007), p. 28. Dulan, C. Garland. “Primeiro seguidores,” 17:2 (2005), p. 3. Dupertuis, Atilio René. “Understanding Scripture: An Adventist approach (Reid),” 19:1 (2007), p. 32. Esperante, Raúl. “Archaeopteryx: um réptil voador?,” 17:1 (2005), p. 32. ___. “Evidence for Creation (Javor),” 18:2 (2006), p. 26. ___. “Knowing God in the real world (Paulien),” 16:3 (2004), p. 28. ___. “Tempo, fé e fósseis de baleias,” 16:2 (2004), p. 5. ___. “Um punhado de dólares,” 20:1 (2008), p. 27. Feldbush, Martin W. “Alegrias e desafios,” 16:3 (2004), p. 3 ___. “Bem-aventurados os pacificadores,” 20:1 (2008), p. 3. Feliciano, Redentor A. “Estudantes adventistas ativos nas Filipinas,” 17:2 (2005), p. 21. Fortin, Denis. “Systematic theology: Prolegomena (Gulley),” 17:3 (2005), p. 30. Fowler, John M. “Filosofia e educação cristã: um caminho ao desespero ou à compreensão?” 19:2 (2007), p. 24. ___. “Quem sou eu?,” 17:1 (2005), p. 3 Gallagher, Jonathan. “Evan Jeremy Paki,” 16:3 (2004), p. 20. Gane, Barry. “Retornando de uma terra distante ao lar,” 16:2 (2004), p. 30.

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motiva jovens a pregar o evangelho,” Joelle Damsteegt, 19:1 (2007), p. 26. Estados Unidos. “Onde a esperança se concretiza,” Dick Duerksen, 19:2 (2007), p. 28. Estados Unidos. “Rede Adventista da Filadélfia,” Lakisha Hull, 17:2 (2005), p. 20. Filipinas. “Estudantes adventistas ativos nas Filipinas,” Redentor A. Feliciano, 17:2 (2005), p. 21. Filipinas. “O AMICUS está ativo na região central das Filipinas,” Kevin Ransom, 16:3 (2004), p. 34. Gana, “Estudantes adventistas ganenses organizam conferências bíblicas,” Erik Adjapong, 18:3 (2006), p. 29. Gana. “Estudantes ganenses testam novas formas de ministério no campus,” Lydia Oppong, e Richard Agyemang. 20:2 (2008), p. 31. Itália. “Congresso do CAUPA na Itália,” Roberto Badenas, 18:1 (2006), p. 26. México. “Mentes comprometidas – corações dispostos,” Arturo King, e Benjamin Carballo. 17:3 (2005), p. 23. Portugal. “Conferência sobre criacionismo em Portugal,” Miguel Nunes, 18:3 (2006), p. 28. Reino Unido. “Conferência na Inglaterra: doutores em busca da fé,” Karen K. Abrahamson, 20:3 (2008), p. 27. Romênia. “Estudantes adventistas evangelizam na Romênia,” Claudiu Popescu, 16:1 (2004), p. 20. Romênia. “Faculdade na Romênia sedia Congresso Internacional,” Cristina Neagu, 20:3 (2008), p. 28.

Livros (Por título)

“A search for identity (Knight),” Jean-Luc Rolland, 16:2 (2004), p. 28. “A strange place for grace: Discovering a loving God in the Old Testament (Dybdahl),” Bradley A. Jamison, 20:2 (2008), p. 23. “The Trinity: Understanding God’s Love His Plan of Salvation and Christian Relationships.” (Whidden, Moon, e Reeve),” Aecio Cairus, 17:2 (2005), p. 30. “Amores que matan (Núñez),” Fernando Aranda Fraga, 16:1 (2004), p. 26. “Beginnings: Are science and Scripture partners in the search for origins? (Brand e Jarnes),” Timothy G. Standish, 18:3 (2007), p. 30. “Cristãos em busca do êxtase (Dorneles),” Azenilto G. Brito, 17:1 (2005), p. 28. “Cristología: Descubriendo al Maestro (Núñez),” Roberto Badenas, 19:2 (2007), p. 23. “Daniel: A reader’s guide (Shea),” Humberto R. Treiyer, 18:2 (2006), p. 26. “E. J. Waggoner: From the physician of good news to the agent of Division (Woodrow Whidden),” 20:3 (2008), p. 20. “El culto que agrada a Dios: criterios revelados acerca de la adoración (Plenc),” Enrique Becerra, 20:2 (2008), p. 23. “El poder terapéutico del perdón (Pereyra),” Nancy J. Carbonell, 18:1 (2006), p. 30. “El proceso pedagógico: ¿Agonía o resurgimiento? (Smith),” Fernando Aranda Fraga, 17:1 (2005), p. 29. “Evidence for creation (Javor),” Raúl Esperante, 18:2 (2006), p. 26. “Expect great things (O’Ffill),” Héctor Hammerly, 16:1 (2004), p. 27. “Faith step by step: Finding God and yourself (Bruinsma),” Israel Bamidele Olaore, 20:1 (2008), p. 23. “Grace at 30,000 feet and other unexpected places (Hansen),” Sylvia Rasi Gregorutti, 16:2 (2004), p. 29.

DIÁLOGO 20•3 2008

“Historical Dictionary of the Seventh-day Adventists (Land),” Nancy Vyhmeister, 19:2 (2007), p. 22. “In passion for the world (Greenleaf),” John Wesley Taylor V, 18:1 (2006), p. 30. “Islam in the post 9/11 world (Schantz),” Patrick J. Boyle, 16:3 (2004), p. 29. “Knowing God in the real world (Paulien),” Raúl Esperante, 16:3 (2004), p. 28. “Lifestyles of the Remnant (Hyden),” Nancy Vyhmeister, 16:1 (2004), p. 28. “Misión y contextualización: Llevar el mensaje bíblico a un mundo multicultural (Klingbeil),” Mario Riveros, 18:3 (2006), p. 30. “Origin by design (Coffin, Brown e Gibson),” Henry Zuill, 18:2 (2006), p. 27. “Prophets are human (Bradford),” Juan Carlos Viera, 17:2 (2005), p. 30. “Questions on doctrine (Knight),” Nancy Vyhmeister, 17:3 (2005), p. 30. “Rainbow over hell: The death-row deliverance of a World War II assassin (Mohri),” Lisa M. Beardsley, 20:1 (2008), p. 23. “Reconciliación: Cómo reparar los vínculos dañados (Pereyra),” Julián Melgosa, 17:1 (2005), p. 28. “Revelation of Jesus Christ (Stefanovic),” Gerhard Pfandl, 17:3 (2005), p. 31. “Science discovers God: Seven convincing lines of evidence for His existence (Roth),” David Cowles, 20:3 (2008), p. 21. “Sea feliz: Cómo vencer la depresión y controlar la ansiedad (Pereyra e Mussi),” Nancy Carbonell, 19:2 (2007), p. 22. “Searching for the God of grace (Tyner),” Paul Pichot, 20:2 (2008), p. 24. “Systematic theology: Prolegomena (Gulley),” Denis Fortin, 17:3 (2005), p. 30. “Teaching Literature: A Seventh-day Adventist Approach (Davis),” Wilma McClarty, 16:3 (2004), p. 28. “The battle for the Bible (Marshall),” Kwabena Donkor, 17:2 (2005), p. 31. “The big argument: Does God exist? (Ashton e Westacott),” John T. Baldwin, 19:1 (2007), p. 32. “The essential Jesus (Ball e Johnsson),” Roberto Badenas, 16:2 (2004), p. 28. “The soul sleepers (Ball),” Gerhard Pfandl, 20:2 (2008), p. 22. “Uncorked! The hidden hazards of alcohol (Ashton e Laura),” Peter N. Landless, 18:1 (2006), p. 31. “Understanding Scripture: An Adventist approach (Reid),” Atilio René Dupertuis, 19:1 (2007), p. 32. “When all alone I stand (Doward),” Mary H. T. Wong, 16:1 (2004), p. 26.

Por autor:

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DIÁLOGO 20•3 2008

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Perfil

“Akuno, Emily” Kibuuka, Hudson E., 18:3 (2006), p. 18. “Baget, Jordi” Badenas, Roberto, 19:2 (2007), p. 18 e inserção. “Bilima, Ken E.” Kibuka, Hudson E., 17:3 (2005), p. 20. “Bognandi, Dora” Vacca, Roberto, 17:2 (2005), p. 16. “Cady, Duane Maynard” Batten, Nicole, 18:1 (2006), p. 22. “Chin, Michelle” Sabes, Jane, 18:2 (2006), p. 20. “Clouten, Neville” Steyn, Delyse, 17:2 (2005), p. 18, e inserção. “Costa, Romualdo” Rasi, Humberto M., 16:2 (2004), p.18 e inserção. “Diop, Ganoune” Oliver, Ansel, 20:2 (2008), p. 20. “Falcó Güell, Rafael” Badenas, Roberto, 18:2 (2006), p. 18 e inserção. “Finis, Silvia e Arturo” Mayer, Lorena, 20:3 (2008), p. 18. “Gallagher, Jonathan” Shield, Bonita Joyner, 18:3 (2006), p. 20. “Hart, Richard” Jones, Dustin R., 16:1 (2004), p. 16. “Jorge, Jaime” Batten, Nicole, 17:1 (2005), p. 20. “Kennedy, Elaine” Ching, Kathy, 16:2 (2004), p. 20. “León, Daisy de” Jones, Dustin R., 17:1 (2005), p. 18. “Matainaho, Fiaia e Teatulohi” Beardsly, Lisa, 20:3 (2008), p. 15. “Michiles, Eunice” Barbosa, Henrianne, 20:1 (2008), p. 20. “Morales Romero, Yolanda” Maya Montes, César, 16:3 (2004), p. 18. “Neto, Dulce” Nunes, Miguel, 19:1 (2007), p. 16. “Odoric, Lidija” Virtic, Zvonko, 18:1 (2006), p. 20. “Paki, Evan Jeremy” Gallagher, Jonathan, 16:3 (2004), p. 20. “Philipsen, Birgit” Luste Maran, Kimberly, 19:2 (2007), p. 16. “Roslin, Eva-Charlotte” Andersson, Audrey, 17:3 (2005), p. 18. “Sandu, Steliana” Bocaneanu, Sara, 16:1 (2004), p. 14. “Yonas, Benjamin Gunawan” Kuntaraf, Jonathan, 19:1 (2007), p. 18.

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