Grupo Sá 50 anos de sucesso

May 2, 2016 | Author: Luana de Andrade Penha | Category: N/A
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edição especial

Grupo Sá 50 anos de sucesso

Da Pérola ao Shopping

Jorge Sá verifica a torra do café

No dia de Reis de 1956 abria um estabelecimento que iria coroar, 50 anos de­ pois, um império da distribuição madeirense. Tudo graças a homem, Jorge Sá.

M

uito  certamente,  quando no dia seis de Janeiro de 1956,  o  jovem  Jorge  Sá, então  com  22  anos  de  idade,  abriu no nº. 71 da rua Dr Fernão Ornelas, no  Funchal,  um  estabelecimento  de venda  de  café  e  de  mercearia  seca chamada  “Pérola  dos  Cafés”  onde trabalhava um único colaborador, Al­

donio Fernandes Bragante, justamen­ te  homenageado  no  jantar  do  50º aniversário  do  grupo,  estaria  longe de  pensar  na  longevidade  desse  ne­ gócio  ­  que  ainda  existe!  ­  e  na  di­ mensão que a sua empresa alcança­ ria  50  anos  mais  tarde.  E  se  hoje  a estrutura  do  grupo  se  mantêm  fami­ liar, com a segunda geração a assu­

**  50 anos de sucesso no comércio 06 de Janeiro de 1956 ­ Jorge Sá abre, aos 22 anos de idade, a primeira loja, a Pérola dos Cafés, no n.º 71 da rua Dr. Fernão Or nelas, no Funchal. 1957 ­ Abertura de outra loja, a Pretinha dos Cafés, também na rua Dr. Fernão Ornelas, a rua mais comercial do Funchal. 1959­1970 ­ Investimento na torrefacção de cafés, com a criação da Torrefacção Insular e aquisição de quase todas as torrefacções de café a laborar na Região Autónoma da Madeira. 1974 ­ Aquisição da Lojinha dos Cafés, na rua da Praia, Funchal. 1974 ­ Aquisição da Ouriversaria Camões 1978 ­ Constituição da sociedade J. Sá & Filhos, Lda., sendo só­

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mir um papel fundamental na gestão, o  fundador  continua  muito  activo  e mantém  a  sagacidade  que  a  longa experiência acumulada na actividade comercial apurou. A  história  do  grupo  Sá  espelha, pois,  o  percurso  profissional  do  co­ mendador Jorge Sá que, na casa dos vinte anos se dedicou de corpo e al­

cios a família ­ Jorge Sá, esposa e os filhos menores.  1981 ­ Jorge Sá recebe a Comenda de Mérito Industrial, co­ mo reconhecimento do seu trabalho desenvolvido na RAM, comenda atribuída pela presidente da República, General Ra­ malho Eanes. 1985 ­ É inaugurado o primeiro supermercado do grupo Sá, na rua do Seminário, no Funchal. Trata–se do Super Sá I 1988 ­ Abre o segundo supermercado da rede, o Super Sá II, na Av. Luís de Camões. Constitui–se a sociedade Jorge Sá, Lda., com um capital social de 120 mil contos, , sendo sócios Jorge Sá e a sua família. 1990 ­ É adquirida a Ourivesaria Paraíso. 1992 ­ Aberturas do terceiro supermercado da rede, em

A Pérola dos Cafés (à esq.), o início do grupo e o Super Sá I (em cima), o primeiro supermercado, em 1985

ma a um sector que sempre o apaixo­ nou: os cafés. A ideia de se estabele­ cer por conta própria motivou­o des­ de sempre, tendo começado a traba­ lhar num armazém de mercearias on­ de o principal produto era o café. Jorge Sá nasceu a 1 de Fevereiro de  1933,  numa  família  humilde  e  já

com  oito  irmãos.  O  pai  trabalhava como pedreiro na construção civil e a mãe  era  dona  de  casa.  Estudou  até completar,  aos  17  anos,  o  Curso Complementar de Comércio, na Esco­ la Industrial e Comercial do Funchal. A  2  de  Janeiro  de  1951  começou  a trabalhar como empregado no escri­ tório–sede da empresa Manuel Isido­ ro  Gomes  &  Ca.,  empresa  especiali­

zada  em  cafés,  que  viria  a  adquirir, anos depois. Após seis meses foi–lhe atribuída  a  tarefa  de  fazer  lotes  de café,  o  que  despertou,  no  jovem, aquela  que  viria  a  ser  uma  grande paixão da sua vida profissional. Dedicado,  trabalhador  e  com grande  vontade  pessoal,  Jorge  Sá sempre manifestou o seu carácter em­ preendedor,  pelo  que,  o  passo  natu­ ral  foi  estabelecer–se  por  conta  pró­ pria, o que aconteceu em 1956. En­ tretanto,  em  1959  contraiu  matrimó­ nio com Maria Helena Lopes da Silva Sá, do qual nasceram três filhos, Ci­

Câmara de Lobos e do primeiro minimercado, o Mini Sá I,

1994 ­ Aquisição de uma pastelaria/café funchalense, designada

no tradicional Mercado dos Lavradores, no Funchal. Aquisi­

“Severa”, loja mãe da actual cadeia de cafetarias (13 lojas ).

ção da sociedade Oliveira Freitas & Ferreira, Lda, empresa

Abertura do segundo minimercado Mini Sá, localizado na trav. dos

detentora da insígnia Império das Louças, loja de ménage.

Capuchinhos, em Sta. Clara, Funchal

1994 ­ Abertura do quatro supermercado da rede Super Sá,

1995 ­ Aquisição da sociedade Henrique A. Rodrigues & C.ª, Lda.,

no Caniço, arredores do Funchal.

empresa que detém a insígnia Bazar do Povo, fundada em 1883 e

1994 ­ Aumento do capital social da Jorge Sá, Lda. para 300 mil

um ex–libris do comércio tradicional madeirense. Compra do ar­

contos.

mazém em São João (Funchal),  importante investimento logístico,

1994 ­ Constituição da sociedade industrial Tomacafé, S.A.,

que é hoje o actual centro de distribuição do grupo.

com o capital social de cinco milhões de escudos, sendo só­

1996 ­ Aberturas da maior grande superfície da Madeira, o hiper­

cios a família Sá, com o objectivo de efectuar uma concentra­

mercado Hiper Sá em São Martinho (Funchal) e do terceiro Mini Sá,

ção industrial, numas instalações localizadas no Parque In­

no Centro Comercial Infante.

dustrial da Cancela (Caniço).

1997 ­ Aumento do capital social da empresa Jorge Sá para um

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priano, Rui e Vítor, actualmente todos empenhados no grupo familiar. O comércio tradicional e a apos­ ta  em  três  produtos  cruciais  ­  arroz, bacalhau e café, o que viria a ser o ‘famoso’ ABC ­ foram a chave do su­ cesso de Jorge Sá, servindo de funda­ mento  ao  imparável  crescimento.  O patriarca  do  grupo  continua  a  ter, ainda hoje, uma carinhosa estima pe­ la sua segunda loja, a “Pretinha dos Cafés”, que considera ter sido a mãe de toda a organização. Era uma an­ tiga loja de loiça (Casa Bôto) que ad­ quiriu e onde instalou o seu negócio.

O  nome  foi  escolhido  pelo  facto  de muitos  dos  cafés  serem  oriundos  de países  africanos  e  a  sua  grande  pu­ blicidade  inicial,  em  grande  parte, devida a uma funcionária, uma moça de cor, Cecília da Conceição Afonso, de  Cabo  Verde,  que  despertou  a maior  curiosidade  e  abrilhantou  a abertura na loja. Em  1959,  Jorge  Sá  lançou–se com uma torrefacção própria, a Tor­ refacção  Insular  mas,  devido  às  difi­ culdades surgidas, passou a importar o produto directamente das suas ori­ gens.  A  partir  daqui,  novas  apostas

se  seguiram,  até  à  abertura  do  pri­ meiro  supermercado,  em  1985,  na Rua do Seminário, o Super Sá 1. Se­ guiram–se  outros  empreendimentos, demonstrando  um  saudável  cresci­ mento  da  organização.  Imaginação, dedicação  e  trabalho  são  os  pontos fundamentais da estratégia do grupo Sá,  hoje  com  diversas  actividades  e que vão desde a distribuição à hote­ laria, passando pela indústria, o imo­ biliário  e  a  formação  profissional. Com  efeito,  o  grupo  tem  apostado forte  na  pluralidade  de  sectores  de actuação  e  dá  emprego  a  cerca  de 1.300 colaboradores.  No  momento  em  que  assinala  o seu  50.º  aniversário,  mais  do  que olhar para o passado com nostalgia e orgulho, o grupo Sá programa o fu­ turo  com  estratégias  de  crescimento. E  se  o  ano  promete  ser  forte  em  co­ memorações  (foi  criado  um  logotipo próprio, será editado um livro come­ morativo,  vão  existir  acções  de  loja, nomeadamente  em  termos  de  marca própria), um dos grandes passos será a entrada no continente, com a aber­ tura da primeira loja Sá em Lisboa no renovado espaço comercial da praça de touros do Campo Pequeno.

milhão de contos e abertura do quinto supermercado da rede

2002 ­ Abertura do espaço comercial que inclui o Hiper Sá

Super Sá, no Estreito de Câmara de Lobos.

da Ribeira Brava, a Severa e a Boutique da Flor. Alteração

1998 ­ Constituição de duas sociedades imobiliárias, a Tra­

do pacto social da Jorge Sá, Lda. para Jorge Sá, S.A. Aber­

vessa da Malta Imobiliária, S.A. e a Moapel Imobiliária, S.A.

tura da loja Expresso, na Nazaré. A Jorge Sá é distinguida

Abertura do quarto Mini Sá, no Sítio do Garajau..

como a maior empresa madeirense no âmbito das “100

1999 ­ Abertura do quinto Mini Sá, no Sítio das Figueirinhas.

Maiores Empresas” organizado pelo DN da Madeira. Aber­

2000 ­ Abertura da cafetaria Severa no Marina Shopping.

tura da segunda loja Expresso, no Hospital.

Reabertura do Hiper Sá do Seminário com nova imagem e

2003 ­ Reabertura do hotel Bahia Palace.

maior dimensão (ex–Super Sá 1). Assinatura do contrato­

2005 ­ Abertura do Hiper Sá de Sto. António (Funchal)

–promessa para a aquisição dos hotéis Bahia Palace e Monte

2006 ­ Reabertura do MiniSá, agora Super, do Marina

Palace, em São Miguel, Açores.

Shopping.

Março 2001 ­ Abertura do Camacha Shopping, centro co­

Maio 2006 ­ Previsão da abertura da loja Sá do Campo Pe­

mercial, propriedade do grupo Sá.

queno, em Lisboa, a 1.ª unidade fora da região de origem.

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“Este é um projecto para continuar”

Rui Sá, administrador do Grupo Sá

O grupo Sá está a comemorar 50 anos de existência. Rui Sá, um dos três filhos do fundador, fala do sucesso do grupo madeirense, mas também dos objecti­ vos que passam, no imediato, pela abertura de uma loja Sá em Lisboa.

R

SM ­ Atingir 50 anos de vida é um  marco  notável  na  existên­ cia  de  uma  empresa  e  mais ainda no vosso caso, pois alcançaram a  dimensão  que  hoje  ostentam  sem nunca ter saído da região de origem, nem ter necessitado de associar–se a empresas de maior dimensão, nomea­ damente, de cariz nacional... Rui Sá ­ Assim é. Essa é uma parti­ cularidade  que  define  este  grupo.  De facto, estes 50 anos de existência, ca­ racterizam–se,  por  um  lado,  por  ter concentrado  a  maior  parte  do  investi­ mento  na  Madeira,  a  sua  região  de nascimento e de referência e por outro, ter conseguido trilhar o seu já longo ca­ minho de uma forma progressiva mas sempre nos limites da sua intocável in­ dependência.  Repare  que  alguns  gru­ pos madeirenses de grande dimensão, são  de  pessoas  que  estiveram  fora  e que  decidiram,  mais  tarde,  investir  na

sua  terra.  O  meu  pai  ­  e  toda  a  sua equipa ­ sempre aqui esteve, lutou, in­ vestiu, cresceu e desenvolveu a sua ac­ tividade,  consolidando  a  posição  do grupo na Madeira. E de tal modo que só em 2000 realizámos um primeiro in­ vestimento fora da região, a aquisição dos hotéis Bahia Palace e Monte Pala­ ce, em São Miguel, nos Açores. RSM ­ O grupo Sá é hoje uma rea­ lidade  bem  diferente  de  1956.  Em que  sectores  de  actividade  actua  e quantos colaboradores emprega? Rui Sá ­ Bom, estamos presentes no sector industrial, através da torrefacção de cafés, da panificação e da pastela­ ria, tudo actividades que são desenvol­ vidas pela Tomacafé; estamos na distri­ buição alimentar, através das insígnias Sá Expresso, Mini Sá, Super Sá e Hiper Sá, na distribuição não–alimentar, por via das insígnias Bazar do Povo, Impé­

rio das Louças, Domestik e Olho no Pre­ ço, no comércio mais tradicional atra­ vés das unidades Pérola dos Cafés, Pre­ tinha dos Cafés, Lojinha do Café e No­ va  Lojinha  do  Café,  nas  ourivesarias Planeta d’Ouro, Paraíso e Camões, no catering fornecimento ao canal Horeca e no food service, através da rede de cafetarias Severa, e na hotelaria, atra­ vés das duas unidades açorianas. Em  termos  de  colaboradores,  so­ mando já os das duas novas lojas que abrem  brevemente,  estaremos  perto dos 1.500 colaboradores. RSM ­ Um longo caminho desde a “Pérola dos Cafés”... Rui Sá ­ Com efeito. Há, realmente, uma fase, no início do grupo que é for­ temente influenciada pelo comércio tra­ dicional nas áreas que o meu pai domi­ nava, especialmente o ‘famoso’ A–B­C, ou  seja,  arroz,  bacalhau  e  café.  Esta­

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do muita gente tinha medo de investir, em pleno período revolucionário... mas é em 1985 que surge, efectivamente, o primeiro  Super  Sá,  uma  loja  que  na época foi bastante badalada, acompa­ nhando então as que eram as tendên­ cias mais modernas da distribuição.

Hiper Sá da Ribeira Brava

mos a falar num comércio a retalho e por grosso nos moldes dos então cha­ mados “atacadistas”. O meu pai desen­ volveu  simultaneamente,  algumas  im­ portações  directas,  como  o  arroz  e  o bacalhau tendo mesmo, em épocas de crise de abastecimento de bacalhau no continente, como nos anos 70, pós–re­ volução, sido um dos principais forne­ cedores de bacalhau do país, que o di­ gam os funcionários da TAP de então, pois o cheirinho do “fiel amigo” levado por muitos passageiros continentais que não dispensavam ser portadores do di­ to cujo, invadia o ar dos aviões... Para  sintetizar,  nos  primeiros  30 anos de vida do grupo, houve uma con­ solidação do mesmo na área da distri­

buição,  no  que  era  o  abastecimento das muitas mercearias existentes na re­ gião e uma experiência que precedeu a entrada  nos  formatos  mais  modernos de  distribuição,  que  foi  no  nosso  caso marcado  pela  Mercearia  Arcada,  no Largo da Igrejinha. Aproveitou–se ain­ da  para  consolidar  investimentos  na área imobiliária, o que, de resto, conti­ nuamos a fazer. Aos  poucos  o  retalho  começou  a ganhar expressão, com a aquisição de algumas lojas, que trouxeram uma di­ versificação de actividades. O meu pai sempre  apostou  em  negócios  diversifi­ cados  ou  complementares,  como  por exemplo,  a  aquisição  da  Ouriversaria Camões em 1974, curiosamente quan­

RSM ­ Esta unidade trouxe mudan­ ças na forma de operar do grupo? Rui Sá ­ Sim, muito! Com a aposta em formas de retalho mais avançadas, com uma equipa de trabalho maior, co­ meçou–se a criar uma pequena revolu­ ção  interna.  Passados  três  anos,  abri­ mos um novo Super Sá. Lembro que na época  tínhamos  uma  concorrência  já apreciável  de  empresas  locais,  as quais,  curiosamente,  ou  desaparece­ ram ou foram absorvidas por grandes grupos nacionais. Em 1992 abrimos o Super de Sá de Câmara de Lobos, uma primeira tenta­ tiva de sair do Funchal, mas o grande salto, a grande aposta do grupo ocorre em Setembro de 1996, com a abertura do Hiper Sá de São Martinho, o primei­ ro hipermercado digno desse nome na Madeira  com  as  dimensões  máximas permitidas  (2.500m2  de  área  de  ven­ da),  24  caixas  de  saída,  uma  galeria comercial.  Recordo  que  nessa  altura chamaram–nos “loucos” pelo arrojo da dimensão  da  loja.  Esse  foi  realmente

** Sá Competições no Campeonato Nacional de Rallies VÍTOR SÁ vai ser um dos principais veículos de comu­ nicação do grupo Sá a nível nacional. Com efeito, o piloto madeirense,  filho  do  fundador  do  grupo  vai  disputar  o Campeonato Nacional de Rallies como um dos pilotos da equipa oficial da Renault Portuguesa e o seu Renault Clio S1600 vai ostentar as cores da Sá Competições. Depois da longa ligação como patrocinador oficial da principal equi­ pa de futebol Marítimo, equipa que disputa a Super Liga, o grupo aposta agora no desporto automóvel e numa equipa campeã. A marca de cafés do grupo Sá, Diamante Negro é, também, um dos ‘sponsors’ da equipa.

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um salto importante, de grande suces­ so, pois também tivemos de investir em termos  logísticos  e  criamos  dois  gran­ des  armazéns,  um  para  concentrar  as mercadorias não perecíveis e outro pa­ ra  as  mercadorias  perecíveis,  com  um entreposto industrial. Aproveitamos para concentrar toda a logística, até então bastante dispersa, com a criação da torrefacção de cafés que continua a ser a única a laborar na Madeira  e  a  partir  daí,  houve  uma reorganização da parte administrativa, da comercial. Por outro lado, fez–se a adesão a uma central de compras e ini­ cialmente  fomos  parceiros  do  Grupo­ Norte,  estando  actualmente  com  a Uniarme. De notar que ainda antes do Hiper  Sá,  tivemos  uma  primeira  expe­ riência com o formato mini, os Mini Sá (sete, neste momento). Em 2001 surge outro grande inves­ timento,  o  Camacha  Shopping,  uma primeira experiência em centro comer­ ciais,  um  investimento  de  alguma  di­ mensão, especialmente porque aconte­ ceu fora do Funchal. No ano seguinte abrimos o hiper da Ribeira Brava, outro investimento de relevo e depois seguiu­ –se um período de abertura de alguns minimercados,  as  lojas  expresso.  Com a entrada em vigor da lei que suspen­ deu a abertura de novos espaços, esti­ vemos  quase  três  anos  sem  efectuar

Bazar do Povo

aberturas. Aproveitámos para remode­ lar algumas lojas e tivemos a oportuni­ dade para abrir este ano o novo hiper de Sto. António. RSM  ­  Entretanto  realizam  um  in­ vestimento  na  indústria  hoteleira  ao adquirir  os  hotéis  Monte  Palace  e Bahia Palace, em São Miguel... Rui  Sá  ­  Aproveitamos  uma  exce­ lente  oportunidade.  Havíamos  tentado investir nesse ramo na Madeira, mas os projectos em causa, depois de feitos os respectivos estudos de viabilidade eco­ nómico–financeira, não davam a devi­ da rentabilidade e surgiu–nos a possi­ bilidade  de  ir  para  os  Açores.  Foi  um investimento de algum risco mas estáva­

mos  devidamente  aconselhados  e apoiados, e como sempre vimos o des­ tino  Açores  com  grande  potencial,  e ainda  que  fosse  um  projecto  fora  do nosso core business, arriscámos. Em to­ do  o  caso,  faço  notar  que  se  trata  de um investimento complementar, sem in­ tenção de crescer muito nesse sector e onde esperamos entrar na zona dos lu­ cros no curto prazo. RSM ­ Referiu–se acima à concor­ rência do grupo Sá, quando disse que desde  cedo  a  tiveram  de  enfrentar  e que passou a ser, nos últimos anos, de âmbito nacional. Porém, o grupo Sá, mantém–se regional, firme e lidera. O que vos diferencia?

** Grupo Sá (uma vez mais) nas 100 maiores UMA VEZ MAIS, o grupo Jorge Sá foi galardoado com um dos troféus das “Cem Maiores Empresas” da Madeira, numa iniciativa do Diário de No­ tícias da Madeira, do Banif e da empresa Previsão. Nesta edição, o grupo Sá foi premiado como a “Melhor Empresa Madeirense em Volume de Negócios na Área de Comércio”. A cerimónia, que decorreu no hotel Savoy, no Fun­ chal, contou com discursos do comendador Horácio Roque, presidente do Ba­ nif e um dos promotores do evento, que recordou aos presentes “não ser pos­ sível crescimento económico sem empresas eficientes”. Por sua vez, o presi­ dente  do  governo  Regional,  Alberto  João  Jardim,  referiu–se  à  importância dos empresários e das empresas na economia regional.

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lideramos  o  merca­ do  desde  há  alguns anos, com uma quo­ ta a rondar os 40%. O  que  nos  diferen­ cia  da  concorrência entre várias coisas é, por exemplo, o facto de  conhecermos bem o terreno, apos­ tarmos  na  diversifi­ cação  dos  nossos formatos, termos um bom  compromisso entre  a  uma  oferta diversificada  e  o preço  e  apostarmos muito  na  qualidade do nosso serviço.

Torrefacção Tomacafé

Rui Sá ­ Bem, o que podemos dizer é que passamos, especialmente a partir dos anos 90, de uma concorrência de âmbito local para uma concorrência de âmbito nacional com a chegada à Ma­ deira  de  operadores  nacionais  de  en­ vergadura.  Isso  foi  um  factor  bastante importante para nós, pois obrigou–nos a  melhorar  a  nossa  competitividade. Felizmente demos uma boa resposta e

RSM  ­  Nessa medida, a chegada de  competidores talvez mais fortes foi para vocês um estímulo, um desafio? Rui Sá ­ Sem dúvida! Foi um desa­ fio com um risco bastante elevado, mas nós  cerramos  fileiras  e  conseguimos criar uma organização competitiva pa­ ra ultrapassar esse dado difícil mas, por outro lado, aliciante. RSM ­ Como aconteceu com outros grupos  regionais,  nunca  vos  foi  pro­

** Insígnias e empresas do Grupo Sá DISTRIBUIÇÃO ALIMENTAR > O Grupo Sá tem uma rede de retalho ali­ mentar constituída por cinco hipermercados, cinco supermercados e seis mini­ lojas e lojas expresso. Tratam–se de superfícies modernas, todas renovadas e que perfazem um total de 12.500 m2 de área de venda. Em breve a rede vai aumentar com a unidade a abrir no Campo Pequeno, em Lisboa e duas unida­ des na Madeira. COMÉRCIO TRADICIONAL > Pérola dos Cafés, Pretinha do Café, Lojinha do Café e Nova Lojinha do Café. Foi aqui que tudo começou. As quatro lojas animam as ruas do centro do Funchal e são um ex–libris do grupo e da região. OLHO NO PREÇO > Trata–se de uma rede de seis lojas não–alimentares multipreço onde se podem encontrar produtos com preços reduzidos.

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posto venderem o vosso negócio?? Rui Sá ­ Digamos que existiram vá­ rias hipóteses, até de compra de outros grupos locais. Houve, claramente, uma estratégia no sentido de ganhar maior posição  na  região.  Nos  últimos  anos assistiu–se  a  tentativas  de  entrada  de novos operadores. Bateram–nos à por­ ta algumas grandes organizações, que sempre viram com bons olhos a entra­ da na Madeira e viam melhor essa pos­ sibilidade  com  a  aquisição  do  nosso grupo.  Mas  nós  nunca  estivemos  inte­ ressados em negociar. Este é um projecto para ter continui­ dade por muitos anos. Acreditamos no futuro  do  grupo,  gostamos  muito  da marca Sá...  RSM  ­  Tanto  mais  que  deram  um passo  no  sentido  de  entrar  no  conti­ nente  com  o  novo  supermercado  a abrir  no  renovado  espaço  comercial do Campo Pequeno, em Lisboa... Rui Sá ­ Aquilo que queremos que seja  o  grupo  Sá  do  século  XXI  passa, necessariamente,  por  estender  a  in­ fluência a zonas da Madeira que ainda não estão cobertas e para as quais já temos projectos para duas novas lojas médias (1.000m2 de superfície de ven­ das).  Simultaneamente,  temos  o  com­ promisso  de  abrir,  no  princípio  de

BAZAR DO POVO > Remonta a 1883 e, provavelmente, é a mais antiga loja de comércio da ilha da Madeira. Depois de qua­ tro gerações nas mãos da mesma família, foi adquirida pelo grupo Sá, nos anos 90. Inspirada nos “grand magazins” do século XIX, a oferta está organizada por departamentos: retrosaria, têxtil–lar pa­ pelaria, livraria, discoteca, perfumaria e artigos para o lar, etc. SEVERA > Rede de cafetarias, neste momento com 13 unida­ des. A oferta de cada uma é adequada à zona onde está localiza­ da e assim podem encontrar–se as variantes Take Away, Pizzaria, Boutique de Pão, Gelataria. OURIVERSARIAS CAMÕES e PARAÍSO > Negócio complemen­ tar do grupo que surgiu de uma oportunidade que o comendador Jorge Sá não enjeitou na década de 70.

Maio,  um  supermercado  na  zona  co­ mercial do Campo Pequeno, em Lisboa. Sabemos  que  é  um  passo  de  gigante, mas a organização que está por trás do empreendimento  do  Campo  Pequeno apostou em nós e nós também sempre tivemos o desejo de dar esse passo. Tra­ ta–se de um espaço com 1.400 m2 de área líquida de venda, e a diferencia­ ção vai passar por introduzir um con­ ceito que dominamos bem, um conceito de qualidade. A  estratégia  passa,  no  fundo,  por fazer  desta  unidade  um  balão  de  en­ saio.  Se  resultar  como  nós  pensamos, qual  “Cavalo  de  Tróia”,  projectamos entrar não de uma forma massificada, mas  com  espaços  de  qualidade,  devi­ damente  enquadrados  nos  grandes centros urbanos do continente para fa­ zer face a uma procura que é relevante para a nossa tipologia de oferta. É na­ tural  que,  a  seu  tempo,  possamos  dar outro salto, como por exemplo para os PALOP, ou para os novos países de Les­ te, já com conceitos completamente di­ ferentes... enfim, como cos­tuma dizer­ se, sonhar é fácil. RSM ­ Em sortido vão apostar? Rui Sá ­ Vamos ter uma oferta  pre­ mium, mas também a nossa marca pró­ pria, ou seja, um conceito que concilie uma oferta variada de grande sortido e

D. Maria Helena Sá (2.ª desde a dir.) na Ouriversaria Camões

mas  de  qualidade  com,  esperamos,  o ‘milagre’  do  preço  justo.  Mas  vamos também apresentar muita qualidade na própria loja, um espaço muito apetecí­ vel com bom design, com equipamen­ tos  muito  harmoniosos  por  forma  a marcar  a  diferença.  Vamos  também dar a oportunidade a que alguns pro­ dutos da Madeira possam marcar uma presença mais relevante. O facto de es­ tarmos inseridos num centro localizado numa  zona  de  classe  média–alta  vai também,  esperamos,  corresponder  à oferta que ali queremos implantar. RSM ­ Qual o volume de negócios previsto para este ano? Rui Sá ­ Em relação à facturação e

CAMACHA SHOPPING > O primeiro centro comercial do gru­ po ocupa uma área coberta de cerca de 16.000 m2. A loja–ânco­ ra principal é o Hiper Sá e dispõe de uma variedade de lojas e de serviços, bem como de animação e de praça alimentar. Entre as ou­ tras âncoras contam–se o Cine Camacha (duas salas com capaci­ dade para 160 lugares cada), o Bis–Bis Parque, uma zona de re­ creio para os mais novos, a loja Domestik, especializada em elec­ trodomésticos e brindes para o lar e a ouriversaria Planeta d’Ouro. APOIO LOGÍSTICO > O crescimento do grupo obrigou à aqui­ sição  de  dois  armazéns  de  aprovisionamento,  um  em  São  João (com 6000m2) e outro na zona Parque Industrial da Cancela (mais de 10.000m2). TORREFACÇÃO TOMACAFÉ > Parte importante da logística do

já incluíndo a concretização da venda da  Quinta  da  Nogueira,  um  projecto imobiliário do grupo, rondará no final deste ano, os 150 milhões de euros. RSM ­ Desse montante, o que des­ tinam a investimentos? Rui Sá ­ Na loja do Campo Peque­ no vamos investir mais de 2,5 milhões de  euros  e  nas  três  lojas  que  vamos abrir este ano na Madeira, deveremos investir 5 milhões de euros. Note que te­ mos  cada  vez  mais  gente  qualificada, estamos num grande processo de reor­ ganização interna, queremos ser ainda mais competitivos, com preços cada vez mais aliciantes, pelo que o caminho a seguir será de investimento contínuo.

grupo localiza–se no Parque Industrial da Cancela. Dir–se–ia uma espécie de ‘4 em 1’, pois além do entreposto de frio, existe a a panificação e pastelaria, a torrefacção de cafés e o embalamento de produtos como o arroz. A marca de café Diamante Negro, distribuida pelo grupo é aqui produzida. HOTEL BAHIA PALACE > Localizado em zona de grande beleza, na ilha de S. Miguel, Açores, o Bahia Palace pode proporcionar umas férias de sonho. Trata–se de um investimento que o grupo pretende rentabilizar a médio prazo. RAMFORMA > O Grupo Sá está atento à qualificação dos seus recursos humanos pelo que aposta na formação, através de uma escola própria. A ofer­ ta engloba o desenvolvimento de competências profissionais e relacionais, a uti­ lização de novas tecnologias e o desenvolvimento de recursos humanos em di­ versas  áreas.  Além  dos  colaboradores  do  grupo,  a  Ramforma  está  também aberta ao mercado em geral.

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Comendador Jorge Sá discursa durante o Jantar de Gala do 50.º aniversário do grupo

Trajecto reconhecido O percurso do grupo Sá como gerador de riqueza na Madeira, foi justamente valorizado e elogiado durante o jantar de gala que juntou centenas de convi­ dados no Pestana Casino Park.

O

grupo  Sá  assinalou  o  seu 50.º  aniversário  com  um jantar  de  gala  que  juntou colaboradores, fornecedores e indivi­ dualidades regionais e nacionais, en­ tre  as  quais  o  comendador  Rui  Na­ beiro  e  Augusto  Mateus,  ex–ministro da Economia, que proferiu uma opor­ tuna palestra. O evento, que decorreu a 27 de janeiro último no hotel Pesta­ na  Casino  Park,  foi  também  a  oca­ sião para celebrar o Encontro de For­ necedores, reunião que o grupo ma­ deirense  promove  todos  os  anos  e que vai na sua 49.ª edição. Em des­ taque  esteve  também  a  marca  pró­ pria Sá, um pontos fortes no ano do cinquentenário da empresa.

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Jorge Sá, fundador do grupo, co­ meçou por agradecer a presença de todos no habitual convívio com os for­ necedores,  ainda  que  desta  vez  a ocasião  tenha  ganho  maior  brilhan­ tismo  com  os  festejos  das  bodas  de ouro da empresa. Tomando  a  palavra,  Jorge  Sá afirmou que, se atingir 50 anos de de actividade poderia parecer um objec­ tivo  distante  considerou  que,  por  es­ tranho  que  pudesse  parecer,  não  o era, no seu caso. “Parece que o dia 6 de janeiro de 1956 foi ontem, na me­ dida  em  que  recordo  bem  os  termos que acertei o negócio da primeira lo­ ja, a “Pérola dos Cafés”, no n.º 71 da Fernão Ornelas. Apesar do meio sé­

culo volvido, mantenho–me de espíri­ to jovem e com a mesma disponibili­ dade  para  enfrentar  os  riscos  que diariamente  os  comerciantes  tem  de enfrentar. O meu lema tem sido enca­ rar as dificuldades como oportunida­ des e essa estratégia tem resultado”, disse o fundador do grupo. Jorge Sá disse ainda que uma ac­ tividade  empresarial  não  se  ensina, nem  se  copia  ­  aprende–se  ­  ressal­ vando  que  nem  sempre  os  negócios são iguais pelo que “há que adaptá­ –los  e  a  eles  adaptarmo–nos”,  afir­ mou. O fundador do grupo Sá salien­ tou  o  facto  de  ter  começado  no  co­ mércio  com  um  único  colaborador  ­ Aldonio Fernandes Bragante ­ que, a

Alberto João Jardim elogiou o comendador Jorge Sá

propósito  estava  presente  e  para  o qual  o  comendador  pediu  uma  justa salva de palmas. No momento em que o grupo es­ tá prestes a atingir o milhar e meio de colaboradores directos, Jorge Sá dis­ se: “humildente posso afirmar que co­ laborei na ‘obra’ do desenvolvimento da  região.  E  ainda  que  estejamos  s festejar  as  bodas  de  ouro,  o  grupo não está velho, nem acomodado. Os meus  sucessores  estão,  podem  ter  a certeza preparados para continuar a obra  que,  em  grande  parte  com  a ajuda deles e da minha mulher, edifi­ quei”, afirmou.

esquecer amizades, nem lealdades, por tudo isso, muito  obrigado,  senhor comendador  Jorge  Sá”, disse  o  presidente  do Governo  Regional  da  Madeira. Au­ gusto  Mateus  foi  o  orador  seguinte, tendo  proferido,  a  convite  do  grupo Sá, uma palestra sobre os contributos da  distribuição  para  o  crescimento económico e que disse estar, no fun­ do, de acordo com o trabalho desen­ volvido  pelo  grupo  Sá  na  região.  O

Augusto Mateus proferiu uma palestra interessante

ex–ministro  da  Economia  começou por afirmar que o mundo tem muda­ do  de  forma  muito  acelerada  e  que, no ano findo, as economias mais for­ tes  haviam  crescido  5%,  embora  em Portugal  parecesse  que  o  mundo  es­ tagnara,  pois  a  economia  nacional não cresceu.

É preciso iniciativa O segundo falar foi Alberto João Jardim  que  disse  ser  o  comendador Jorge Sá um exemplo de trabalho, de persistência,  de  trabalho  para  a  co­ munidade e por isso agradeceu o es­ forço  de  quem  disse  ser  admirador. “Liderou  contra  grupos  poderosos, abasteceu a região e outras partes do país  quando  não  havia  arroz,  nem bacalhau, fez, faz e continuará a fa­ zer em prol da nossa terra e, na sua forma de ser nunca houve lugar para

Jantar de Gala do grupo reuniu centenas de convidados

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O brinde da família: D. Maria Helena Sá, Jorge Cipriano Sá, Rui Sá, Vítor Sá (os filhos) e o comendador Jorge Sá

O  facto  de  existirem  mais  demo­ cracias  no  mundo  contribuiu,  de acordo com Augusto Mateus, para o tal  crescimento  acelerado  mas,  sa­ lientou,  “nos  próximos  20,  30  anos, as  economias  que  vão  crescer  mais depressa são as dos países emergen­ tes ou desenvolvimento, casos da Chi­ na, da Índia, da Rússia e do Brasil”, afirmou para acrescentar que a Euro­ pa já não está no centro do mundo. “O  desenvolvimento  do  mundo  está hoje  no  Pacífico,  na  América  mais desenvolvida, na Ásia mais desenvol­ vida  pelo  que,  como  se  vê,  o  euro não se tornou muito relevante”, asse­ verou  Augusto  Mateus  segundo  o qual,  a  economia  mundial  é  tacita­ mente gerida pelo dólar e pelo yuan chinês. Para  este  especialista,  a  compe­ tência  e  a  iniciativa  são  os  melhores recursos  de  um  país  como  Portugal. “O outro recurso é criar riqueza. Não pode ser de outra forma. Não se po­ de negar à China a industrialização, nem a elevação do nível de vida à Ín­ dia, nem a África”, disse. Para  contornar  este  cenário  há

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que  apostar  na  diferenciação,  afir­ mou Augusto Mateus, de acordo com o qual, há necessidades a ser satisfei­ tos, tendo em conta que a economia mudou.  Assim,  preço,  serviço,  quali­ dade  e  eficiência  são  conceitos  nos quais  os  profissionais  do  sector  de­ vem ter em linha de conta, sendo ne­

cessário “passar valor para os consu­ midores”.  Em  parte,  disse  este  espe­ cialista,  “a  crise  da  economia  portu­ guesa é a deficiente percepção desta realidade. Em Portugal não tem falta dinheiro, mas sim de falta de iniciati­ va, de atrevimento, de iniciativa sus­ tentada”, afirmou, alertando que “os países que deixam projectos a meio, não  têm  futuro”,  aludindo  a  um  dos defeitos nacionais. Em  relação  à  actividade  do  co­ mércio,  Augusto  Mateus  disse  que  o paradigma  passa,  hoje,  por  gerir  a fidelização:  “1/3  dos  clientes  é  res­ ponsável por 2/3 das vendas, logo a relação com os clientes é tudo, é fun­ damental!”, afirmou em conclusão. Seguiu–se  a  entrega  de  troféus comemorativos  do  50.º  do  grupo  Sá a  muitos  dos  fornecedores  e  indivi­ dualidades  presentes  e  a  cerimónia foi abrilhantada com um “Parabéns a você”  cantado  pela  sala  enquanto  o bolo comemorativo entrava em ‘cena’ e  finalizou  com  espectáculo  do imitador Fernando Pereira.

D. Maria Helena Sá, comendador Jorge Sá, as netas e os filhos Vítor e Rui Sá cortam o bolo comemorativo

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