Os riscos de extinção de sapos, rãs e pererecas em

August 16, 2019 | Author: Anonymous | Category: N/A
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poluentes atmosféricos que contêm cloro e flúor (os CFC: clorofluorcarbonetos) ... Se juntarmos a isso a poluição, sabem...

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  Grupo 1 - Os riscos de extinção de sapos, rãs e pererecas em decorrência  das alterações ambientais    [...] O fantasma da extinção ameaça constantemente a biodiversidade do   planeta por diversos motivos, sendo o mais implacável deles as alterações que o   homem provoca na natureza. Mas o que tem os sapos, as rãs e as pererecas a  ver com isso tudo, afinal? É exatamente sobre esses animais e o delicado estado  de conservação de muitas de suas espécies que trataremos nas próximas linhas.    Atualmente, os anuros são reconhecidos como um dos grupos de animais   mais ameaçados de extinção em todo o mundo, e vêm sofrendo uma crise de   grandes proporções desde a década de 1980. Cerca de 30% das espécies de  anuros correm risco de desaparecer nos próximos anos. Aproximadamente 25%  são tão pouco conhecidas que não somos capazes de dizer se essas espécies, de  fato, estão ou não ameaçadas, e, do início da crise até hoje, 35 espécies já foram  extintas na natureza. [...] A radiação ultravioleta (UV) em níveis adequados é  benéfica ao organismo. Em excesso, pode provocar mutações e deficiências  imunológicas. Em humanos, sabemos que a incidência de câncer de pele tem  aumentado, acompanhando o aumento da incidência de raios do tipo UVB. Essa  radiação é emitida pelo Sol e a intensidade com que atinge a Terra aumentou  em decorrência da rarefação da camada de ozônio da atmosfera. A camada de  ozônio é um filtro natural de raios UV e tem sido destruída com a liberação de  poluentes atmosféricos que contêm cloro e flúor (os CFC: clorofluorcarbonetos)  que roubam o ozônio livre. Nos anuros, os raios UV atingem especialmente os  ovos e embriões, prejudicando o desenvolvimento, gerando anomalias e  causando problemas no sistema imunológico, deixando-os mais suscetíveis ao  ataque de agentes infecciosos. [...]     Atualmente, o aquecimento global é o fator que ocupa maior destaque na mídia.  A liberação de gases do efeito estufa (especialmente o gás carbônico) está  provocando um aumento gradual da média da temperatura terrestre. Esses  gases ocorrem naturalmente na atmosfera. Nós e todos os seres que respiram  oxigênio somos grandes fontes de liberação de gás carbônico. A temperatura do  mundo ia bem enquanto só respirávamos, mas com a Revolução Industrial  passamos a utilizar quantidades enormes de combustíveis que, ao serem  queimados, liberam gás carbônico. Esses gases formam uma camada em torno  da Terra que impede a dissipação do calor, resultando no aquecimento global.  Mas dizer que a média da temperatura está aumentando não quer dizer  simplesmente que a Terra toda está ficando mais quente.     A movimentação dos ventos e a evaporação da água são influenciadas pela  temperatura, mas a ocorrência de chuvas e a movimentação das massas de ar  dependem, entre outras coisas, também do relevo. Isso significa que o clima está  mudando em todo o mundo, mas de maneiras diferentes em cada região. Em  geral, o que anda acontecendo é que eventos climáticos mais extremos estão  ficando mais comuns, ou seja, o verão cada vez mais quente e o inverno cada  vez mais frio.     Ninguém mais discute hoje em dia se a Terra está mesmo esquentando. Isso é 

  fato. Existem quantidades enormes de dados que mostram que sim, está. As  discussões que permanecem são discordâncias em torno das projeções ou das  causas do aquecimento. Existem grupos que consideram as projeções  exageradas e grupos que consideram o aquecimento um ciclo natural do planeta  e não resultado das ações humanas. Independentemente das projeções e de se  apontar um culpado, as consequências do aquecimento global podem ser muito  sérias. Já foi verificado que o gelo das áreas montanhosas e das calotas polares  está derretendo. Esse gelo aumenta o volume dos rios e o aporte de água doce  aos oceanos. A água doce que chega altera os níveis de salinidade e a densidade  da água do mar. É a diferença na densidade da água salgada que gera a  movimentação das correntes marítimas que, sendo frias ou quentes, influenciam  a temperatura do litoral por onde passam.     Se juntarmos a isso a poluição, sabemos que partículas em suspensão no ar  podem manter as gotículas de água em suspensão por mais tempo. Se as  gotículas ficam no ar por mais tempo, diminui a ocorrência de névoas e garoas  finas, e aumenta a incidência de chuvas pesadas. Além disso, essas partículas  também diminuem a capacidade do ar de isolar cargas elétricas, o que aumenta  a incidência de raios. Os efeitos dessas alterações climáticas sobre a sociedade  são drásticos, com consequências econômicas e sociais importantes que já estão  acontecendo.     Mas retornemos aos anuros, tema de nosso estudo. Aprendemos na escola que  os sapos, as rãs e pererecas são anfíbios. A palavra em si (anfi = duplo e bios =  vida) os define como animais que passam parte do ciclo de vida em ambiente  aquático e parte em ambiente terrestre. Embora exista alguma variação desse  padrão, todos os anfíbios dependem de umidade para viver e se reproduzir. A  maioria das espécies deposita seus ovos em ambientes aquáticos e apresenta  uma fase larval chamada girino, que sofre transformações intensas – a  metamorfose – até se transformar em um jovem com a aparência do adulto, que  ainda vai crescer até começar a se reproduzir.     Se adultos, larvas e ovos dependem de água para sobreviver, é certo imaginar  que o regime de chuvas é importante para o ciclo de vida desses animais. As  alterações na quantidade e nos períodos chuvosos afetam diretamente os  anfíbios. Uma seca inesperada no meio da estação chuvosa pode secar uma  poça e matar todos os ovos e larvas que ali viviam. Em contrapartida, grandes  tempestades lavam as poças e carregam ovos e larvas para longe em meio à  correnteza e a peixes predadores. Além disso, dias quentes e secos ressecam a  pele sensível desses animais, que mesmo à noite precisam ficar escondidos em  locais úmidos e não podem sair para se alimentar. Se a seca for prolongada,  pode debilitar os indivíduos, prejudicando a reprodução ou seu sistema  imunológico.  [...]    (PDF) Os riscos de extinção de sapos, rãs e pererecas em decorrência das  alterações ambientais. Disponível em:  https://www.researchgate.net/publication/250982725_Os_riscos_de_extincao_de _sapos_ras_e_pererecas_em_decorrencia_das_alteracoes_ambientais. Acessado 

  em: 05 de julho de 2018.    Agora, você e seu grupo deverão explicar alguns motivos da extinção dos  anuros para apresentar verbalmente para o restante da turma.    ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------    Grupo 2 - Rãs podem ajudar cientistas a compreender o aquecimento global    O aquecimento global tem mobilizado pesquisadores e ativistas, preocupados  com as suas consequências para o planeta, como a elevação do nível dos mares,  que pode precipitar o desaparecimento de cidades e até de países, no caso das  Ilhas Maldivas e do Arquipélago de Tuvalu. Uma alteração significativa no nível  dos oceanos poderá influir de forma acentuada na distribuição de diversas  espécies de animais, plantas e ambientes pelo planeta, que poderão ficar  "ilhados" ou, em casos mais graves, ter os seus habitats extremamente  modificados e até mesmo extintos. De acordo com hipótese levantada por  estudo realizado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ),  diversas espécies de anfíbios que habitam ilhas da Região Sudeste do País, nos  litorais dos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, podem ter ficado isolados nas  ilhas como resultado de um fenômeno parecido com aquele que agora temem  os cientistas.    "Há cerca de três mil anos, um evento de aquecimento global natural resultou na  elevação do nível dos oceanos, alterando a configuração dos litorais no mundo  inteiro, incluindo o Sudeste do Brasil. Evidências desse evento estão sendo  estudadas por geomorfólogos e geólogos, e incluem linhas de praias mais  interioranas e afastadas do litoral atual e restos de conchas de moluscos  marinhos. Ao inundar as áreas de baixada litorânea, o mar fez desaparecer  vários ambientes, então utilizados para sustentação e reprodução por espécies  de anfíbios, como sapos, rãs e pererecas", diz o professor e pesquisador Hélio  Ricardo da Silva, professor do Departamento de Biologia Animal da UFRRJ, um  dos autores do estudo ao lado da doutoranda Gabriela Bueno Bittencourt-Silva.  "Depois que o nível médio marinho retornou ao que hoje observamos, no  continente essas áreas de baixada puderam ser recolonizadas por animais  vindos de áreas mais ao interior do continente", diz o biólogo. "Nas ilhas, no  entanto, isso não foi possível, por conta da barreira que o mar representa para  os anfíbios – que não suportam nadar na água do mar. Como resultado, algumas  espécies que são muito comuns no continente não são mais encontradas nas  ilhas".    O estudo foi publicado no final do mês de julho no periódico científico  PLOS|One. No artigo, que apresenta os resultados dos estudos sobre os efeitos  da fragmentação do habitat de anfíbios e as mudanças no nível dos oceanos  sobre comunidades de rãs em oito ilhas do litoral fluminense e paulista, Silva e  Gabriela afirmam que a ausência, nas ilhas, de diversas espécies encontradas  em áreas próximas, no litoral, é resultado de um processo de extinção seletiva,  permeada pela perda da diversidade desses habitats. "Muitas espécies  dependem, por exemplo, da presença temporária de corpos d’água para se 

  reproduzir. Com o aumento do nível do mar, tanto nas ilhas como no continente,  houve perda considerável de área em lagos, pântanos, brejos, charcos. No caso  das ilhas, a perda foi ainda mais significativa em algumas delas, com a perda  quase total dessas áreas", dizem os pesquisadores.    As ilhas que tomaram parte no estudo foram, no sentido Sul-Norte do litoral, Ilha  de São Sebastião, Ilha Anchieta, Ilha de Itanhangá, Ilha da Gipoia, Ilha Grande,  Ilha da Marambaia e Ilha de Itacuruçá. A ocupação, por humanos, das ilhas data  do início do século XVI, e, de modo geral, foi marcada por várias intervenções,  como plantações de cana-de-açúcar e café, e locais de quarentena de escravos.  Atualmente, a maioria das ilhas está parcialmente protegida como unidade de  conservação, estadual ou federal.    De acordo com os pesquisadores, o estudo pode contribuir com subsídios para  políticas públicas sobre os rumos a serem tomados caso se confirme o alerta  lançado por cientistas sobre as alterações do clima da Terra. "Mudanças  climáticas ocorridas no passado que causaram perdas de habitats e da  diversidade de espécies nas ilhas podem nos ajudar a antecipar o que ocorreria  nas diferentes comunidades de rãs espalhadas pelo litoral caso a temperatura  do planeta continue efetivamente a subir", diz Silva, que desde o início dos anos  2000 vem se dedicando ao estudo de espécies de pererecas bromelígenas do  grupo Scinax perpusillus, presentes na Mata Atlântica. O estudo contou com  apoio da FAPERJ, por meio do programa Auxílio à Pesquisa (APQ 1), e do  Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência  de fomento à pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).  Sapos, rãs e pererecas, que pertencem à ordem dos anuros, fazem parte da  cadeia alimentar e se nutrem de insetos e outros invertebrados, sendo, ainda,  responsáveis pelo controle de diversas pragas. Bastante sensíveis às alterações  no ambiente, eles são considerados "biomarcadores", ou seja, sua presença em  um determinado ambiente indica que este está em equilíbrio ecológico.    Jürgens, P. Rãs podem ajudar cientistas a compreender o aquecimento global.  Disponível em: http://www.faperj.br/?id=2772.2.2. Acessado em:05 de julho de  2018    Agora, você e seu grupo deverão montar uma explicação de como as rãs  podem ajudar cientistas a compreender o aquecimento global para  posteriormente explicar verbalmente ao restante da turma.    ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------    Grupo 3 - Tolerância e sensibilidade térmicas em anfíbios     [...] A maior parte da biodiversidade terrestre é constituída por animais  ectotérmicos e estes são particularmente vulneráveis ao aquecimento global,  uma vez que as suas funções fisiológicas básicas, desenvolvimento e  comportamento são bastante afetados pela temperatura. A maioria dos  processos fisiológicos nestes organismos varia rapidamente conforme a  temperatura corporal.  

  [...] No estudo do impacto das alterações climáticas, os anfíbios começam a ser  alvo de um maior interesse e preocupação. É considerado o grupo de  vertebrados mais ameaçado, uma vez que cerca de 41% de todas as espécies  que o constituem estão em perigo de extinção. Este valor poderá subir para dois  terços caso se verifique que as espécies para as quais ainda não existe  informação suficiente também se encontram ameaçadas.     Os anfíbios possuem um número de características fisiológicas, ecológicas e de  história de vida que os tornam bastante susceptíveis a mudanças no ambiente. A  sua ectotermia, pele permeável e complexo ciclo de vida (com metamorfose) são  presumíveis adaptações à ocupação sequencial das zonas úmidas temporárias e  do meio terrestre. No entanto, também têm como consequência uma  importante dependência da sua atividade e sobrevivência em relação aos fatores  ambientais. Esta dependência do clima explica o padrão geográfico de variação  na riqueza específica de anfíbios, sendo esta maior nos trópicos (mais de 80%  das espécies atuais do que nas regiões temperadas. Na parte centro-sul do  continente americano concentra-se a maior diversidade de anfíbios mundial,  com 2916 espécies reconhecidas (49% do total mundial). Além da pressão direta  exercida pelas atividades antrópicas (por exemplo, degradação e destruição de  habitat e poluição) nas populações de anfíbios, têm sido identificados outros  fatores indiretos associados ou ajudados pelo aquecimento global, tais como  mudanças no teor de umidade dos ambientes terrestres ou diminuição da  duração do charco (hidroperíodo).     Nos últimos 30 anos, na região tropical, tem-se verificado o declive e  desaparecimento de populações de anfíbios, inclusive em zonas remotas e/ou  protegidas da intervenção direta do Homem. Estes declives parecem estar  associados a doenças emergentes, tendo já sido descritos muitos casos cujo  responsável se pensa ser o fungo patogénico Batrachochytrium dendrobatidis.  Apesar de ser pouco claro até que ponto o aquecimento global desencadeou  estes surtos devastadores de quitridiomicose, existem bastantes indícios de que  as doenças epidêmicas podem ser influenciadas por alterações térmicas no  ambiente. Contudo, o efeito do aumento da temperatura máxima tem sido  geralmente negligenciado como causa direta do declínio dos anfíbios,  provavelmente porque, até agora, não foram encontradas evidências, em  anfíbios, de episódios mortais devido ao aumento agudo da temperatura.     Em alguns charcos tropicais e subtropicais da América do Sul e Austrália, quando  o verão coincide com a estação úmida, os girinos estão expostos a temperaturas  que podem ultrapassar os 40ºC. Durante um período de temperaturas altas, é  comum as charcas secarem na totalidade ou aquecerem de tal modo que os  girinos, mesmo termorregulando comportamentalmente, não conseguem  escapar. Esta situação poderá vir a ser mais comum se tivermos em conta  cenários futuros de aquecimento global, nos quais se prevê um aumento na  temperatura média global conjuntamente com o aumento da frequência de  picos quentes extremos, tais como ondas de calor, e, em alguns casos, uma  redução do hidroperíodo.     Tendo em conta estas situações associadas a efeitos diretos do aumento da 

  temperatura ou outras manifestações das alterações climáticas, existe um risco  elevado de uma nova extinção em massa a médio/longo prazo, nomeadamente  no que diz respeito aos anfíbios. Prever as consequências do aquecimento  global e os seus efeitos a longo prazo nas populações de anfíbios requer ampliar  o conhecimento sobre, por exemplo, os limites de tolerância permitidos pela  plasticidade fenotípica e potencial das espécies de ultrapassar esses limites  através de variação genética, uma vez que a literatura atual existente ainda não  consegue resolver satisfatoriamente esta questão [...]    Katzenberger, M. et al. Tolerância e sensibilidade térmica em anfíbios. Revista da  Biologia, 2012. Disponível em: http://www.ib.usp.br/revista/node/91. Acessado  em: 06 de julho de 2018.    Agora, você e seu grupo deverão explicar verbalmente para a sua turma  como é a tolerância e sensibilidade térmica nos anfíbios.    ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------    Grupo 4 – Seu grupo deverá fazer uma pesquisa sobre a alimentação e  predadores de exemplos de anfíbios. Posteriormente, vocês deverão  montar três cadeias alimentares diferentes umas das outras contendo uma  espécie de anfíbio em cada uma para, depois, apresentá-la para a turma e  explicar o que ocorrerá com os outros seres vivos caso eles (anfíbios) forem  extintos. Não esqueça de incluir os seres humanos em alguma dessas  cadeias.    ---------------------------------------------------------------------------------------------------------------------    Grupo 5 - Seu grupo deverá pesquisar outros seres vivos que estão  ameaçados pelas mudanças climáticas. Utilize todo o tempo dado pelo(a)  professor(a) para encontrarem o maior número de exemplos de espécies  nesta situação. Não se esqueçam que existem 5 reinos de seres vivos!  Posteriormente, vocês irão apresentar verbalmente para o restante de sua  turma.     

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